Pelo menos um navio foi atingido e confirmado por várias fontes: o petroleiro de bandeira panamenha Kiku, que transportava petróleo bruto para a empresa estatal de energia do Catar, foi atingido por um projétil não identificado na manhã de 27 de junho enquanto cruzava o estreito . Não houve feridos entre a tripulação nem vazamento de óleo
. O CENTCOM disse que atacou alvos iranianos, incluindo "infraestrutura de vigilância, sistemas de comunicação, locais de defesa aérea, instalações de armazenamento de drones e capacidades de lançamento de minas" em resposta
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Um incidente separado envolveu o navio de carga de bandeira de Cingapura M/V Ever Lovely, que foi atingido por um drone de ataque iraniano em 25 de junho enquanto saía do estreito ao largo da costa de Omã, segundo o CENTCOM . Esse ataque levou a Organização Marítima Internacional da ONU a pausar temporariamente sua operação de evacuação
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A Organização Marítima Internacional da ONU estimou que aproximadamente 80 minas permanecem nas rotas históricas de navegação do Estreito de Ormuz — especificamente no corredor central conhecido como Esquema de Separação de Tráfego (TSS) . A associação de armadores de petroleiros, a Intertanko, confirmou que a área central está obstruída por cerca de 80 minas e que o tráfego regular não pode ser retomado até que elas sejam removidas
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Devido ao perigo das minas, a guerra no Irã levou à criação de dois canais alternativos de navegação: um que margeia a costa de Omã e é coordenado pelos EUA, e uma rota separada controlada por Teerã, mais próxima das águas territoriais iranianas . A Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) alertou os navios de que navegar fora das rotas designadas era "extremamente perigoso e proibido" e ameaçou agir contra embarcações que ignorassem a diretriz
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Um número crescente de navios comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz tem desligado seus transponders do Sistema de Identificação Automática (AIS), uma prática conhecida como "ficar escuro" (going dark). Isso dificulta o rastreamento das embarcações e pode subestimar o tráfego real .
Dados da empresa de inteligência marítima Kpler mostram que quase 62% dos petroleiros e navios de carga que navegam do Golfo Pérsico para a Índia desligaram seus transponders ao cruzar o estreito, de acordo com um relatório da NDTV . Este número específico é apoiado por essa única fonte; outros relatórios confirmam que as travessias "escuras" aumentaram, mas não verificam de forma independente o índice de 62% para navios com destino à Índia
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Os EUA e o Irã assinaram um memorando de entendimento em 15 de junho de 2026, com o objetivo de encerrar as hostilidades e restaurar o tráfego comercial através do estreito . O acordo ocorreu após uma interrupção de 110 dias que começou com o início do conflito com o Irã em 28 de fevereiro
. Na semana seguinte ao cessar-fogo, foram registradas 125 travessias, o maior total semanal desde o início da guerra
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No entanto, a recuperação se mostrou frágil. O ataque com drone ao M/V Ever Lovely em 25 de junho lançou novas incertezas sobre a passagem, interrompendo o plano de evacuação da ONU e fazendo com que alguns petroleiros recuassem . Em 29 de junho, o tráfego no estreito havia diminuído novamente, com apenas 12 navios de carga cruzando no domingo, contra 29 no sábado
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O estreito permanece aberto, mas o número de navios que o utilizam ainda está muito abaixo dos níveis anteriores à guerra, e a presença de minas, o risco de novos ataques com drones e os esquemas de roteamento concorrentes do Irã e dos EUA continuam a dificultar o retorno às operações normais .