As declarações de Putin em 28 de junho fizeram referência a várias interações diplomáticas anteriores. Entre elas, uma conversa telefônica em 14 de junho entre Putin e o presidente Trump, na qual discutiram relações bilaterais e o conflito na Ucrânia . Também foram mencionados encontros presenciais anteriores em Moscou: uma maratona de quase cinco horas com Witkoff e Kushner em dezembro de 2025, e uma reunião separada entre Putin e Witkoff em janeiro de 2026
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Putin sugeriu que o presidente bielorrusso Alexander Lukashenko, com quem manteve dois dias de conversas naquela semana, poderia auxiliar nas negociações de paz . A sugestão é um ponto de discordância para Kiev. A Ucrânia rejeita consistentemente Belarus e a Rússia como locais para negociações. O presidente Zelensky já afirmou que negociações são impossíveis em Moscou ou Minsk e que a Ucrânia está pronta para se encontrar em qualquer território, exceto na Federação Russa e em Belarus
. O motivo é que a Ucrânia vê Belarus como um Estado co-agressor que permitiu que seu território fosse usado como base para a invasão russa de fevereiro de 2022
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Putin enfrenta pressão significativa de linha-dura internamente. Segundo uma análise da Reuters publicada em 26 de junho, nacionalistas russos estão furiosos com os ataques de drones ucranianos e irritados com o que consideram uma promessa americana não cumprida de intermediar o fim da guerra em termos favoráveis . Essas vozes instam Putin a abandonar a diplomacia mediada pelos EUA e escalar a guerra, com alguns pedindo mobilização militar total, a destruição do bairro governamental de Kiev e até mesmo a consideração de um ataque nuclear
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Talvez a admissão mais marcante de Putin em 28 de junho tenha sido o reconhecimento de uma crise interna de combustível. Pela primeira vez, ele afirmou que a Rússia enfrenta um "certo déficit" de combustível devido a ataques de drones ucranianos a refinarias de petróleo. Ele prometeu reforçar a proteção das instalações petrolíferas e aumentar a produção de combustível, minimizando os danos como "não críticos" .
Esta não foi uma declaração isolada. Em 12 de junho, Putin admitiu que os crescentes ataques de drones ucranianos estão impactando a economia e a sociedade russas, dizendo que o objetivo deles é "semear confusão" e danificar a economia . Em 23 de junho, ele reconheceu que a campanha ucraniana de ataques à infraestrutura petrolífera havia alcançado seu objetivo declarado de "desestabilizar a sociedade"
. Anteriormente, o Ministério de Energia da Rússia havia admitido que empresas do setor de combustíveis e energia "encontraram um aumento de ataques aéreos inimigos", levando a complicações temporárias de abastecimento e queda na produção de petróleo devido a "manutenções não programadas" em refinarias
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