A causa raiz foi uma chave privada RSA — a chave de assinatura do enclave SGX do Raiko — que ficou exposta acidentalmente no GitHub . Essa chave, usada pelo provador Raiko para assinar criptograficamente atestações de verificação correta de blocos, estava pública no repositório taikoxyz/raiko há aproximadamente dois anos . O atacante usou a chave vazada para registrar provadores fraudulentos e forjar provas de saque na ponte entre chains da Taiko . Especificamente, ele criou uma prova de mensagem forjada que foi aceita na camada L1 do Ethereum sem que um evento legítimo tivesse sido gerado na chain de origem, permitindo o saque de ativos do cofre ERC-20 . O exploit foi detectado primeiro pela firma de segurança BlockSec, que identificou a chave Raiko exposta no GitHub como a causa raiz . Os ativos roubados eram principalmente USDC e ETH .
Após revisões de segurança independentes confirmarem que o caminho do ataque foi fechado, a Taiko delineou uma retomada em fases :
Etapa 1 — Restaurar a atividade da chain. Trazer a rede L2 da Taiko de volta ao ar e retomar a produção normal de blocos após aplicar o patch de segurança .
Etapa 2 — Garantir que os ativos da ponte tenham lastro de 1:1. Antes de reabrir a ponte, a equipe recomporá integralmente todos os ativos em ponte que ficaram subcolateralizados, fazendo com que os saldos dos usuários tenham 100% de lastro .
Etapa 3 — Reabrir totalmente a atividade na L2. Permitir que transações normais na L2 sejam retomadas com a infraestrutura corrigida .
Etapa 4 — Retomar os saques da ponte com cotas conservadoras. Os saques serão reintroduzidos gradualmente, com limites para manter a segurança durante o período inicial .
A Taiko afirmou explicitamente que "este incidente não resultará em nenhuma perda de fundos dos usuários" . O exploit deixou a ponte temporariamente subcolateralizada. A Taiko se comprometeu a recompor integralmente o colateral faltante antes de reabrir a ponte, garantindo que todos os saldos dos usuários tenham lastro de 1:1 . A equipe está colaborando com o Conselho da DAO e o Conselho de Segurança da Taiko para coordenar a recuperação . Um relatório formal também foi enviado às autoridades de Cingapura como parte do processo de cooperação .
A Taiko está trabalhando em estreita colaboração com seu Conselho de Segurança e parceiros do ecossistema na investigação e coordenou com exchanges centralizadas para bloquear depósitos de TAIKO como precaução . A equipe orientou os usuários a sacarem imediatamente os fundos de todas as pontes implantadas na rede Taiko e alertou que as premissas de segurança dessas pontes não poderiam mais ser consideradas confiáveis durante o incidente . A Taiko também alertou publicamente a comunidade para ficar atenta a golpes de phishing e tentativas de falsificação de identidade, comuns após grandes exploits, orientando os usuários a confiar apenas nas comunicações dos canais oficiais da Taiko . O projeto está buscando vias legais e investigativas com as autoridades policiais e parceiros de segurança para rastrear e potencialmente recuperar os fundos roubados, embora detalhes específicos do caso não tenham sido divulgados .