Essa atividade da stablecoin gera um padrão específico: transações AccountSet, eventos de cunhagem e queima, e operações em DEX ligadas à RLUSD criam interações na carteira sem envolver o token XRP em si. O volume diário de transações na XRPL disparou para quase 3 milhões em abril de 2026, cerca do triplo do ~1 milhão registrado em meados de 2025, impulsionado principalmente por essa infraestrutura .
Conclusão principal: Esses são usuários interagindo com a stablecoin, não necessariamente comprando XRP. Isso explica o forte descolamento entre a atividade on-chain e o preço à vista.
A divergência fica ainda mais evidente ao analisar o comportamento dos grandes detentores. Carteiras com pelo menos 10.000 XRP atingiram um recorde de 332.230 endereços, segundo a Santiment, continuando uma tendência de acumulação que começou em junho de 2024 . As baleias que detêm entre 10 milhões e 100 milhões de XRP adicionaram 920 milhões de moedas, elevando seu saldo combinado para 11,79 bilhões de XRP
.
No extremo superior do espectro, as carteiras com pelo menos 10 milhões de XRP agora controlam aproximadamente 45,83 bilhões de XRP — cerca de 68,5% da oferta circulante, a maior concentração desde maio de 2018 .
Acumulação em níveis recordes junto com um preço em mínimas de vários meses geralmente sinaliza uma de duas coisas: ou são detentores estratégicos de longo prazo comprando na queda, ou as carteiras não são compradores especulativos. O ecossistema RLUSD — que exige XRP para taxas de transação e requisitos de reserva — pode estar inflando a contagem de "baleias" à medida que operadores de stablecoin configuram carteiras. Isso continua sendo uma questão em aberto, mas a ação do preço não confirmou o sinal de alta que a acumulação por si só normalmente implicaria.
Enquanto os dados on-chain parecem robustos, o gráfico do XRP conta uma história diferente. O token é negociado a aproximadamente US$ 1,05, queda de 8% apenas na última semana e 43% no ano . Ele está abaixo de suas médias móveis de 100 e 200 dias — uma configuração baixista clássica
.
O analista Ali Martinez identificou US$ 1,06 como um nível de suporte crítico. Uma quebra abaixo dele pode expor US$ 0,80, US$ 0,62 ou até US$ 0,51 . Outros analistas veem uma queda potencial para US$ 0,54, cerca de 60% abaixo dos níveis atuais
. A tendência mais ampla é sombria: o XRP registrou seis meses consecutivos de perdas, apagando todos os ganhos do ciclo 2024-2025
.
Uma recuperação de US$ 1,10 seria necessária para sugerir uma possível reversão de fundo duplo, mas a pressão de compra não tem sido forte o suficiente para isso até agora .
A tensão central no XRP agora está entre fundamentos de acumulação e estrutura de preço em deterioração.
Caso de alta: Acumulação recorde de baleias, reservas em exchange em declínio (sugerindo que a oferta está sendo movida para armazenamento a frio), crescimento do ecossistema RLUSD trazendo novos usuários para a XRPL e entradas de ETFs à vista criam uma configuração de aperto de oferta que pode forçar o preço para cima ao longo do tempo.
Caso de baixa: O salto de endereços ativos é principalmente infraestrutura de stablecoin, não demanda orgânica por XRP. O preço quebrou todas as principais médias móveis, o RSI está perto do território de sobrevenda e as condições macroeconômicas permanecem desfavoráveis. O nível de US$ 1,06 é descrito como a "última linha de defesa" antes de um movimento para US$ 0,80–US$ 0,75 .
Conclusão: As métricas on-chain são fortes, mas estão medindo a coisa errada para um rali de preço. Até que a atividade relacionada à RLUSD se traduza em pressão de compra líquida para o XRP, ou até que o token recupere decisivamente o nível de US$ 1,10, a estrutura baixista permanece no controle.
As probabilidades de mercado citadas na questão original (odds da Polymarket de 78% de probabilidade de permanecer acima de US$ 1, 21% para acima de US$ 1,10; RSI de 30,79; valores específicos de reservas da Binance; dados de entrada de ETF à vista) não puderam ser verificadas de forma independente dentro do orçamento de busca e devem ser checadas com fontes de dados ao vivo.