Trent Van Epps, que atuou como coordenador de desenvolvimento core na EF de maio de 2021 a abril de 2026, publicou um alerta em 19 de junho de 2026, identificando duas pressões convergentes :
Van Epps estimou que sustentar os mais de 10 times requer aproximadamente US$ 30 milhões por ano, e projetou que o impacto se tornaria visível dentro de 3 a 9 meses a partir de junho de 2026 . Os riscos que ele delineou incluem a perda de talentos de times sem financiamento e atualizações de protocolo mais lentas, potencialmente paralisando o roadmap técnico do Ethereum
.
Crucialmente, Van Epps enquadrou o déficit como parte de uma transição deliberada, observando que a EF "não será a principal gestora do Ethereum nos próximos 10 anos" . A questão é se fontes alternativas de financiamento do ecossistema surgirão a tempo.
Em 23 de junho de 2026, a EF anunciou sua maior reestruturação de todos os tempos, descrita como a culminação de um processo de reorganização de um ano e meio .
A co-diretora executiva Hsiao-Wei Wang também renunciou pouco antes do anúncio, somando-se a uma onda de saídas de executivos seniores .
A reestruturação é a manifestação operacional de uma guinada estratégica que Buterin delineou em 25 de maio de 2026. Em uma longa postagem pública, ele descreveu um movimento deliberado para deixar de tratar a EF como o "centro do Ethereum" .
Principais elementos da nova direção:
A reestruturação cria uma tensão clara: ela acelera o próprio déficit de financiamento sobre o qual Van Epps alertou, enquanto a justificativa filosófica aceita intencionalmente esse risco como parte do amadurecimento do Ethereum. A tabela abaixo resume as principais implicações.
Um desenvolvimento notável é o lançamento da Ethlabs, uma organização sem fins lucrativos independente fundada por cinco ex-pesquisadores seniores da EF, apoiada por mais de US$ 11 bilhões em participações em ETH. A Ethlabs tem a tarefa de resolver problemas de engenharia que impedem a adoção institucional do Ethereum . Isso sugere que alguns talentos e recursos de desenvolvimento core podem migrar para novas instituições independentes, em vez de desaparecer completamente.
A tensão central é que a reestruturação acelera o próprio déficit de financiamento sobre o qual Van Epps alertou, enquanto a justificativa filosófica (EF como um nó entre muitos, CROPS em primeiro lugar, modelo de endowment) aceita intencionalmente esse risco como parte do amadurecimento do Ethereum em direção a um ecossistema descentralizado e autossustentável .
Se o ecossistema mais amplo preencherá a lacuna a tempo — ou se o desenvolvimento core sofrerá uma "crise de combustão lenta" — permanece a questão em aberto no final de junho de 2026 . A EF está apostando que o Ethereum é maduro o suficiente para prosperar sem um financiador central. Os próximos 3 a 9 meses testarão se essa aposta se sustenta.