A história dominante de junho foi uma fuga sem precedentes dos ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos. Até 22 de junho, seis semanas consecutivas de saques totalizaram US$ 5,94 bilhões, sendo que só na semana até 18 de junho a saída foi de US$ 226,8 milhões . Uma única semana no início de junho estabeleceu um novo recorde: US$ 3,4 bilhões em saques líquidos, o maior desde o lançamento desses produtos em janeiro de 2024
. Somente em junho, até meados do mês, os ETFs de Bitcoin perderam US$ 2,1 bilhões, depois de já terem perdido US$ 2,4 bilhões em maio
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Em 26 de junho, os fundos registraram US$ 696,3 milhões em saques em um único dia, estendendo uma sequência de resgates que já durava vários dias . A intensidade das vendas mostrou sinais de alívio no fim de junho, mas o estrago acumulado foi severo
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A reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) nos dias 16 e 17 de junho — a primeira presidida pelo novo chair, Kevin Warsh — manteve a taxa de juros, mas mudou as projeções do chamado "dot plot": em vez de indicar um corte, passou a sinalizar uma possível alta . O Bitcoin caiu 3,72% logo após o anúncio, e o mercado de criptomoedas como um todo desabou
. Ethereum perdeu 4,89%, Chainlink caiu 7,44% e outros ativos importantes tiveram perdas ainda maiores na semana de 15 a 21 de junho
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Uma grande rotação de capital saindo do Bitcoin e indo para ações de semicondutores ligadas à IA foi apontada como um dos principais motores da fraqueza das criptomoedas ao longo de junho . O roadshow do IPO da SpaceX, que mirava uma listagem de US$ 75 bilhões, também foi citado como um fator que puxou capital especulativo para longe dos ativos digitais
. Michael Saylor, chairman da Strategy (antiga MicroStrategy), culpou publicamente a rotação de capital para a IA pela queda, dizendo que "os mercados de capital estão apoiando a expansão da IA em uma escala sem precedentes"
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No fim de junho, um movimento global de aversão ao risco, ligado a uma queda nas ações de semicondutores — que eliminou mais de US$ 1,3 trilhão em valor de mercado do setor em um único dia — arrastou as principais criptomoedas para baixo, junto com os mercados de ações .
A estrutura do mercado piorou consideravelmente. Na semana encerrada em 22 de junho, 241 dos 403 ativos monitorados estavam em uma tendência de queda clara, com contração do interesse em aberto, indicadores de fluxo à vista negativos e um prêmio negativo na Coinbase, sinalizando que compradores institucionais nos EUA estavam pagando menos pelo Bitcoin do que os compradores em outros países .
O Bitcoin era negociado perto do nível psicológico de US$ 60 mil nos dias 27 e 28 de junho, após uma semana de fortes vendas institucionais. Analistas descreveram uma combinação de resgates institucionais, ventos contrários macroeconômicos e volatilidade impulsionada por derivativos .
A máxima histórica do Bitcoin, de aproximadamente US$ 126 mil, foi atingida em 6 de outubro de 2025 . No fim de junho de 2026, o Bitcoin era negociado a cerca de US$ 60 mil — aproximadamente 52% abaixo desse pico
. No início de junho, o Bitcoin havia registrado sua maior queda semanal desde o colapso da FTX, em novembro de 2022, perdendo de 14% a 15% na semana encerrada em 5 de junho, com resgates de ETFs, a rotação para ações de IA e o roadshow do IPO da SpaceX drenando o capital
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Uma breve recuperação acima de US$ 65 mil em 22 de junho, impulsionada por um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã que aliviou o risco geopolítico, foi de curta duração. O movimento foi limitado pelo tom hawkish do Fed e pela sequência implacável de saques de ETFs . Entre 26 e 27 de junho, o Bitcoin já estava de volta abaixo dos US$ 60 mil, e o mercado mais amplo permanecia em uma postura defensiva, propensa a liquidações
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Para os investidores que acompanharam a queda das criptomoedas no fim de junho, a mensagem foi clara: o capital estava saindo dos ativos digitais e indo para ações de IA em um ritmo histórico, e os ventos contrários macroeconômicos vindos do Federal Reserve não mostravam sinais de diminuir.