Esses avisos apontam para uma grave pressão inflacionária e de commodities, mas o contexto mais amplo de perdas na casa dos trilhões vem da literatura acadêmica revisada por pares.
A pesquisa de Callahan e Mankin, publicada na revista Science (2023), mudou fundamentalmente a compreensão do custo econômico do El Niño. Eles descobriram que a supressão persistente do crescimento econômico dos países dura de 3 a 5 anos após o evento, superando em muito as estimativas anteriores . Suas principais descobertas:
Um relatório da Morningstar, citando economistas, fornece uma estrutura direta para 2026: um evento forte implicaria perdas de US$ 3 trilhões a US$ 5 trilhões em cinco anos (2,7%–3,2% do PIB global), e um cenário de super El Niño poderia chegar a US$ 7 trilhões (6,4% do PIB) . Isso está alinhado com a referência acadêmica.
Tanto a NOAA quanto a OMM estão agora em estreito acordo sobre a trajetória deste evento.
Posição da NOAA em junho de 2026:
Posição da OMM em junho de 2026:
Persistência: Ambas as agências esperam que o El Niño se fortaleça durante o inverno do Hemisfério Norte de 2026–27, com condições continuando até o início de 2027 .
Os dados de satélite fornecem a evidência mais direta e em tempo real do estado mutável do oceano.
O satélite Sentinel-6 Michael Freilich, da NASA, detectou um sinal precursor claro. Os dados de altura do nível do mar coletados de março a maio de 2026 revelaram uma grande pulsação de água mais quente e alta movendo-se do Pacífico Ocidental em direção à costa da Colômbia, Equador e Peru — uma clássica onda de Kelvin quente . A NASA publicou uma animação desses dados no início de junho de 2026, observando que o surgimento de ondas de Kelvin no início do ano é um forte sinal de que um evento El Niño provavelmente seguirá
.
Observações da altura da superfície do mar do NASA Earth Observatory de 8 de junho de 2026 — dias antes de o El Niño ser declarado oficialmente — mostraram "superfícies do mar mais altas que o normal (vermelho) no Pacífico central e oriental" .
Progressão da Anomalia de TSM do Niño 3.4 (IRI/Columbia e NOAA):
| Período | Anomalia de TSM do Niño 3.4 |
|---|---|
| Mar–Mai 2026 | +0,48 °C |
| Maio 2026 | +0,94 °C |
| Semana centrada em 10 de junho de 2026 | +0,9 °C |
| Semana centrada em 17 de junho de 2026 | +1,7 °C |
Discussão Diagnóstica do CPC da NOAA (23 de junho de 2026) confirmou um forte aquecimento em toda a bacia, com a anomalia mais intensa no extremo leste do Pacífico (região Niño 1+2 em +2,1°C) .
O evento de 2015–16 foi um dos três mais fortes já registrados. Veja como o ciclo de 2026 se compara.
Gravidade:
Custo econômico:
Conclusão: O ciclo de 2026 está previsto para ser pelo menos tão forte quanto o de 2015–16, com um risco de cauda de superá-lo. Dado o arrasto de crescimento de referência identificado na literatura, um evento "muito forte" em 2026 provavelmente produziria perdas de renda global de vários trilhões de dólares, comparáveis ou maiores que os US$ 3,9 trilhões atribuídos a 2015–16 . Um estudo separado da NTU Cingapura adverte que as perdas cumulativas de eventos El Niño podem chegar a US$ 35 trilhões até 2100 em cenários de aquecimento
.
Comments
0 comments