Em seu Relatório de Perspectivas Econômicas Mundiais (WEO) de abril de 2026, o FMI reduziu sua previsão de crescimento global para 2026 de 3,3% (projeção de janeiro) para 3,1% em seu "cenário de referência" — que pressupõe um conflito de curta duração. A inflação foi projetada em 4,4% . O FMI apresentou três cenários negativos, dependendo da evolução do conflito: mais fraco, pior e severo. No cenário mais severo — um conflito prolongado com interrupção sustentada do fornecimento de energia — o mundo poderia caminhar para uma recessão global
.
Gourinchas já havia advertido em abril que "alguns danos já estão feitos e os riscos de queda permanecem elevados", observando que a magnitude final do choque depende da duração e da escala do conflito . No final de junho, ele reiterou que a economia global enfrenta "riscos significativos de queda" se o cessar-fogo "frágil" não se mantiver
. Gourinchas também apontou para ventos contrários globais mais amplos que agravam o risco: mudanças nos laços comerciais, incerteza política contínua e os efeitos persistentes dos choques tarifários que já enfraqueceram as perspectivas de crescimento
.
O cessar-fogo é descrito como frágil. As discordâncias centrais entre os EUA e o Irã permanecem sem solução, particularmente sobre o programa nuclear do Irã e o controle do Estreito de Ormuz . O TD Economics observou que as conversas entre EUA e Irã terminaram sem um acordo sobre essas questões fundamentais, levantando "dúvidas sobre se o atual cessar-fogo pode evoluir para uma desescalada duradoura"
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Em resumo, a mensagem central de Gourinchas é que a economia global está em uma posição precária, onde o único amortecedor restante — as reservas estratégicas de petróleo — está praticamente esgotado, não deixando nenhuma proteção caso a diplomacia falhe.
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