Investidores direcionaram recursos significativos para temas ligados à inteligência artificial, drenando o 'frota' especulativa dos mercados de cripto e deixando o Bitcoin mais exposto durante a liquidação .
O Bitcoin se descolou fortemente do ouro, que subiu cerca de 60% em 2025 enquanto o BTC caía. Sua correlação com ações caiu para a casa dos 10% a 15%, deixando-o isolado durante a queda, sem funcionar como porto seguro ou como simples 'risk-on' .
O progresso no projeto de lei CLARITY Act nos EUA estagnou, revertendo ganhos anteriores de estabilidade no mercado. A volatilidade de 30 dias do Bitcoin saltou novamente para acima de 40%, um nível mais típico de sua era anterior, dominada pelo varejo .
O Bitcoin agora negocia mais como um ativo de risco macroeconômico tradicional do que como uma aposta especulativa de varejo. Seu preço reage a comunicados do Fed, dados de fluxo de ETFs e posicionamento institucional, e não a 'hype' em redes sociais ou tweets de celebridades .
O arcabouço MiCA da Europa e o futuro CLARITY Act nos EUA, junto com melhores soluções de custódia e produtos de ETF, são, segundo o Deutsche Bank, "cruciais nesse amadurecimento" .
O Deutsche Bank projetou que o Bitcoin pode ocupar um lugar ao lado do ouro nos balanços de bancos centrais até 2030, citando volatilidade reduzida, maior liquidez e oferta previsível como características que o tornam adequado para gestão de reservas .
O banco destaca que tesourarias de empresas (como a MicroStrategy), fundos de hedge e até bancos centrais estão aumentando a exposição ao Bitcoin — inserindo-o em ecossistemas bancários regulados, e não apenas em canais de varejo . Bancos alemães, incluindo o próprio Deutsche Bank, estão lançando serviços regulados de custódia de cripto até 2026
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O relatório de perspectivas para ativos digitais de 2026 do Deutsche Bank observa que a volatilidade do Bitcoin "parece destinada a persistir como uma característica inerente, mesmo enquanto evolui de um instrumento puramente especulativo para um ativo institucional" .
O Deutsche Bank vê a queda abaixo de US$ 60.000 não como uma crise de confiança no cripto, mas como um reposicionamento institucional — um reajuste, não um colapso . O banco argumenta que os novos padrões de correlação do Bitcoin, a infraestrutura de ETFs e o arcabouço regulatório confirmam sua transição para longe da especulação de varejo e em direção a uma classe de ativos madura, impulsionada por forças macroeconômicas.