Kimi Antonelli não precisava vencer o GP da Cidade do México para ser campeão. Bastava terminar entre os nove primeiros. No domingo, 1º de novembro de 2026, o piloto da Mercedes foi além: chegou em terceiro, atrás de Max Verstappen e Lewis Hamilton, e garantiu o título da Fórmula 1 com quatro corridas ainda por disputar.
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A conquista foi histórica também pela idade. Com 20 anos e 68 dias, Antonelli tornou-se o campeão mais jovem da categoria. Ele superou em três anos e 66 dias a marca que Sebastian Vettel havia estabelecido em 2010.
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Um pódio conquistado apesar dos contratempos
Antonelli chegou ao fim de semana no México enfrentando febre, problemas no estômago e noites mal dormidas. Ainda assim, disputou a corrida e terminou no pódio.
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A prova teve uma interrupção importante: um acidente de Valtteri Bottas levou à bandeira vermelha na volta 46, e reparos nas barreiras exigiram uma nova largada parada. Antonelli retomou a disputa em quarto lugar e logo ultrapassou Charles Leclerc na curva 1. Depois, manteve-se atrás de Verstappen e Hamilton até a bandeirada.
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O terceiro lugar foi suficiente porque a pontuação acumulada antes da corrida já deixava o italiano em posição de assegurar o campeonato com um resultado entre os nove primeiros. Não era necessário vencer nem depender de uma combinação improvável: cumprir essa meta bastava.
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Um marco para a Itália — e elogios de Norris
Além do recorde de idade, o título encerrou uma espera de 73 anos para a Itália. Antonelli foi o primeiro piloto italiano campeão da F1 desde Alberto Ascari, em 1953. A imprensa italiana celebrou a conquista com trocadilhos como “Kimitico”, em referência ao nome do piloto.
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A comemoração tomou conta do país no dia seguinte. Em Casalecchio, cidade onde Antonelli cresceu, mais de 500 pessoas se reuniram para acompanhar a corrida; a primeira-ministra Giorgia Meloni também o parabenizou nas redes sociais.
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Lando Norris, então campeão em fim de reinado, disse que Antonelli merecia mais reconhecimento pelo “trabalho insano” que fez na temporada. O britânico também afirmou que o italiano fez o restante do grid parecer “bobo”.
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Próxima parada: Interlagos
A etapa seguinte da temporada seria o GP de São Paulo, em Interlagos, de 6 a 8 de novembro. A Mercedes teria a oportunidade de buscar também o título de construtores. A programação previa três treinos livres, classificação e corrida, sem prova sprint. A classificação estava marcada para sábado, às 15h, e a corrida de 71 voltas para domingo, às 14h, no horário local de São Paulo.
Para sua primeira prova depois de conquistar o título, Antonelli planejava usar um capacete em homenagem a Ayrton Senna, lembrando a vitória do brasileiro em Interlagos em 1991. O número 12 também conecta os dois campeões.
O título no México, portanto, reuniu três feitos: um pódio decisivo, um recorde de precocidade e o retorno da Itália ao topo da F1 após mais de sete décadas.