A nova versão de Carrie, criada por Mike Flanagan, mantém o ponto de partida conhecido: uma adolescente isolada, alvo de crueldade na escola, descobre poderes telecinéticos. Mas, ao longo de oito episódios, a série amplia o olhar para as relações ao redor de Carrie — e faz sua mudança mais radical no desfecho. Emaline é real, Carrie sobrevive à noite do baile e as duas partem juntas.
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Uma Carrie contemporânea, com mais espaço para a história
Interpretada por Summer H. Howell, Carrie White passou anos sendo educada em casa e afastada do mundo. Após a morte do pai, ela vai pela primeira vez para uma escola pública e precisa enfrentar um ambiente que não conhece.
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A adaptação atualiza a crueldade escolar para a era das redes sociais e inclui exercícios de preparação para ataques armados nas escolas. Esses elementos aproximam os temores da história da realidade vivida pelos personagens adolescentes.
O formato de oito episódios também permite desenvolver outros personagens e tramas sobrenaturais para além da trajetória de Carrie rumo ao baile. Essa expansão é uma das principais apostas da série — e também um ponto de divergência entre críticos: alguns elogiam a nuance e a construção dos personagens; outros consideram que certas tramas desviam o foco ou deixam a narrativa extensa demais.
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Quem é quem na série
- Summer H. Howell é Carrie White, a adolescente mantida isolada por anos. Críticos destacaram sua atuação como comovente e magnética.
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- Samantha Sloyan é Margaret White, mãe de Carrie. O Los Angeles Times elogiou o trabalho das duas atrizes.
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- Thalía Dudek é Emaline, personagem criada para a série que se aproxima de Carrie e se torna central no final.
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- Kate Siegel é Adelaide, figura poderosa ligada a um grupo de mulheres com habilidades psíquicas. Siegel também aparece na investigação que enquadra a história da sobrevivente Sue Snell.
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Spoilers: o que muda no final
Durante boa parte da temporada, Emaline parece existir apenas para Carrie. No último episódio, a série revela que ela é real: tem a capacidade de projetar sua presença à distância por meio da projeção astral, e é essa presença que Carrie vinha encontrando.
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No baile, Emaline pede que Carrie a deixe assumir o controle. Flanagan descreveu Carrie como uma “passageira” enquanto Emaline age por meio de seu corpo, embora isso não signifique que Carrie esteja sempre totalmente sem controle. A distinção é importante para entender quem responde pela violência.
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Segundo Flanagan, Carrie mata Chris Hargensen num momento em que Emaline não está no controle. Portanto, a tomada de controle não torna Carrie alheia a todas as mortes: o final diferencia as ações das duas e torna mais complexa a questão da responsabilidade pelo massacre.
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A série também se afasta do desfecho fatal associado às versões anteriores da história. Carrie sobrevive e parte com Emaline, que a leva para um lugar onde ela poderá conhecer outras pessoas com poderes e aprender a usá-los.
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21 O grupo ligado a Adelaide amplia a história: em vez de se encerrar na tragédia de uma adolescente, o final sugere uma mitologia sobrenatural maior.
O que a crítica elogia — e o que questiona
As atuações e o tempo extra para desenvolver os personagens estão entre os aspectos elogiados. O Los Angeles Times destaca Howell e Sloyan, enquanto a seleção de críticas do Rotten Tomatoes descreve a atuação de Howell como comovente e aponta que a expansão da história acrescenta nuance.
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Já o formato mais longo não convence todo mundo. A IGN considera Howell magnética, mas avalia que a trama paralela e os personagens adicionados tornam parte da expansão irregular. A Vulture critica as mudanças do final, e a Time considera excessiva e insatisfatória a trama das mulheres com poderes psíquicos.
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A maior aposta da série é também seu afastamento mais evidente das versões anteriores: o massacre do baile deixa de ser apenas o ponto final trágico da vida de Carrie e vira uma passagem para uma história sobrenatural mais ampla. O resultado pode agradar mais a quem tem interesse nessa nova mitologia do que a quem prefere uma adaptação mais enxuta do relato de bullying e vingança.
Vai ter segunda temporada?
Flanagan chamou uma história em três temporadas de seu “cenário dos sonhos”, mas, segundo a reportagem publicada em 8 de outubro de 2026, Carrie ainda não havia sido renovada para uma segunda temporada. A ideia de um arco maior é uma ambição criativa, não uma confirmação de novos episódios.
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