O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou em 30 de setembro de 2026 a criação do Autonomous Warfare Command, chamado de AutoWarCom. A proposta é acelerar o desenvolvimento e a distribuição de drones, robôs e outros sistemas autônomos para uso em diferentes áreas das Forças Armadas americanas.
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O comando seria liderado por um oficial de quatro estrelas e teria “autoridades semelhantes às de uma força militar” — uma forma de indicar que poderia atuar no desenvolvimento e no fornecimento dessas capacidades para além de um único ramo das Forças Armadas.
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Como o AutoWarCom se encaixaria na estrutura militar
Hegseth apresentou o AutoWarCom como um novo comando de combate, ao lado dos comandos já existentes no Pentágono, e não como uma substituição deles. O papel proposto é diferente do de uma unidade voltada apenas a uma região ou operação: o comando ajudaria a desenvolver e disponibilizar tecnologia para as forças armadas como um todo.
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Por que criar o comando agora
Hegseth argumentou que o avanço dos sistemas autônomos está mais rápido do que o processo tradicional de aquisição militar consegue acompanhar. A iniciativa acompanha a aposta do Pentágono em drones e sistemas robóticos de menor custo e em maior quantidade.
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A rápida adaptação da Ucrânia ao uso de drones na guerra também aparece como referência para essa mudança. A lição citada não seria apostar em um único tipo de drone, mas desenvolver sistemas capazes de se adaptar às necessidades do campo de batalha.
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O que ainda não está claro
A ampliação do uso de drones também torna importante a capacidade de deter os aparelhos de adversários. Mas as informações disponíveis sobre o anúncio não esclarecem como as tarefas do AutoWarCom seriam divididas das iniciativas já existentes de combate a drones.
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A adoção acelerada de inteligência artificial e sistemas autônomos também deixa questões sobre confiabilidade, danos não intencionais, escalada de conflitos e controle humano sobre decisões letais. O anúncio citado não especifica quais salvaguardas o novo comando teria de aplicar.
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Por enquanto, o anúncio define a missão pretendida, mas não demonstra que a estrutura do comando, suas responsabilidades contra drones ou suas regras de segurança para o uso de IA já estejam totalmente estabelecidas.
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