Chefe da empresa que administra a Torre Eiffel deixará o cargo após caso envolvendo funcionárias
Patrick Branco Ruivo deixará no fim de 2026 a direção geral da SETE, empresa que administra a Torre Eiffel, após a repercussão do afastamento de funcionárias durante uma visita da BAPS. Mulheres foram orientadas a deixar seus postos ou ficar fora de vista; algumas foram substituídas por colegas homens.
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Patrick Branco Ruivo deixará no fim de 2026 a direção geral da SETE, empresa que administra a Torre Eiffel, após a repercussão do afastamento de funcionárias durante uma visita da BAPS.
Mulheres foram orientadas a deixar seus postos ou ficar fora de vista; algumas foram substituídas por colegas homens.
A investigação da SETE classificou a exclusão como inaceitável e apontou falhas operacionais.
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Patrick Branco Ruivo deixará no fim de 2026 o cargo de diretor-geral da Société d’Exploitation de la Tour Eiffel (SETE), empresa responsável pela operação da Torre Eiffel. A decisão vem após a repercussão do afastamento de funcionárias durante uma visita de uma delegação ligada à BAPS, organização religiosa hindu, em 5 de setembro. 178
Uma investigação independente encomendada pela SETE encontrou falhas na preparação e na organização de visitas oficiais. Segundo a empresa, esses problemas levaram à exclusão de funcionárias naquele dia — uma situação que classificou como “inaceitável”. 368
O que aconteceu durante a visita
De acordo com relatos de funcionários, mulheres foram orientadas a deixar seus postos ou a se manter longe de determinadas áreas enquanto a delegação visitava o monumento. Algumas foram substituídas por colegas homens. 23
A controvérsia provocou uma paralisação de funcionários e o fechamento temporário da torre. Uma representante sindical disse que as mulheres se sentiram “humilhadas” com as instruções. 9
Como cada lado respondeu
A BAPS negou ter pedido que funcionárias fossem retiradas ou escondidas. A organização disse que suas práticas religiosas haviam sido explicadas à administração da torre e pediu desculpas por qualquer sofrimento ou transtorno causado.
A SETE afirmou inicialmente que as condições relacionadas à visita, que buscariam limitar interações com mulheres, não deveriam ter sido aceitas. Depois, a apuração da empresa atribuiu o episódio a falhas operacionais e reconheceu a exclusão das funcionárias como inaceitável. 8
Autoridades de Paris abriram uma investigação sobre as circunstâncias do caso, que também gerou críticas de políticos franceses. A apuração da prefeitura é distinta da investigação conduzida para a SETE. 2
A saída de Branco Ruivo foi anunciada após a investigação sobre a organização da visita. As informações disponíveis não comprovam que a BAPS tenha pedido a mudança na escala de funcionários; o que a SETE reconheceu foi que falhas de gestão permitiram que as mulheres fossem afastadas. 68
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Patrick Branco Ruivo deixará no fim de 2026 a direção geral da SETE, empresa que administra a Torre Eiffel, após a repercussão do afastamento de funcionárias durante uma visita da BAPS. Mulheres foram orientadas a deixar seus postos ou ficar fora de vista; algumas foram substituídas por colegas homens.
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A investigação da SETE classificou a exclusão como inaceitável e apontou falhas operacionais.