O Irã apresentou uma proposta de sete dias para tentar encerrar os combates regionais e reabrir o Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica para o transporte de petróleo. O plano previa um cessar-fogo que incluiria o Líbano; em seguida, a retomada da navegação pelo estreito e das conversas sobre o programa nuclear iraniano.
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Em troca, Teerã pediu que os Estados Unidos suspendessem o bloqueio naval aos portos iranianos e dispensassem as sanções sobre as vendas de petróleo do país. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que o prazo de sete dias começaria quando Washington aceitasse a proposta.
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Por que Trump recusou
O presidente Donald Trump afirmou que rejeitava o plano e que os termos não seriam aceitáveis, mas não explicou em detalhes sua decisão. Também disse que o Irã queria um acordo porque estaria perdendo, e cobrou que o país reabrisse o estreito.
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A rejeição pública não encerrou, porém, a possibilidade de novas conversas. Trump disse esperar que as negociações com Teerã fossem retomadas na semana seguinte, e houve relatos de que conversas indiretas mediadas pelo Catar poderiam ocorrer a partir de 28 de setembro.
9 O Irã, por sua vez, afirmou que ainda aguardava uma resposta formal dos EUA por meio dos mediadores e insistiu que não abriria mão de suas condições.
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O impasse nuclear continua
A reabertura de Ormuz poderia dar início a novas negociações, mas não resolveria a disputa sobre o programa nuclear. Uma autoridade iraniana de alto escalão disse que o país não faria concessões nessa área mesmo que os Estados Unidos aceitassem a proposta — uma posição que torna mais difícil chegar a um acordo abrangente.
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O plano foi apresentado após quase sete meses de conflito e de impasse em torno do estreito. O Catar atuou como intermediário na transmissão da proposta; as informações disponíveis também apontavam para a possibilidade de novas conversas indiretas com mediação catariana.
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Há motivos para os dois lados manterem a negociação em aberto: a interrupção da navegação afeta os fluxos globais de energia, enquanto o Irã busca alívio para seu comércio de petróleo. Nos Estados Unidos, os preços elevados da energia também representam uma pressão política antes das eleições legislativas de novembro.
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Por ora, o cenário aponta mais para novas tentativas de negociação do que para um acordo garantido. As partes têm incentivos para reduzir a interrupção, mas seguem distantes nas condições para reabrir o estreito e estabelecer um cessar-fogo duradouro.
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