A relargada após a entrada do Safety Car — o carro de segurança que reduz o ritmo do pelotão — terminou em acidente na curva 1 do GP do Azerbaijão. Franco Colapinto travou as rodas na freada e acertou o companheiro de Alpine, Pierre Gasly. Com o impacto, o carro de Gasly atingiu a McLaren de Lando Norris. Os três abandonaram a prova por causa dos danos.
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Colapinto pediu desculpas a Gasly e à equipe, reconhecendo que cometeu um erro. Os comissários aplicaram uma punição de 10 segundos. Como o argentino já havia abandonado, a sanção foi convertida em perda de cinco posições no grid da etapa seguinte.
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Norris pediu uma suspensão
Irritado por ter sido tirado da corrida, Norris defendeu uma punição mais dura. O piloto da McLaren pediu pelo menos uma suspensão de uma prova e afirmou que alguns competidores não deveriam estar na Fórmula 1.
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Esse foi o posicionamento de Norris, não a decisão dos comissários: Colapinto não recebeu suspensão, mas a punição de tempo convertida em perda de posições no grid.
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Ataques online e resposta da Alpine
Depois das declarações, Norris foi alvo de ataques e ofensas nas redes sociais.
8 A Alpine se manifestou contra o ódio e o abuso online. A equipe afirmou que as mensagens não atingiam apenas um de seus pilotos, mas também outras pessoas ligadas à Fórmula 1, incluindo profissionais da imprensa e competidores de outras equipes.
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A equipe condenou os ataques em meio à repercussão do acidente e da discussão sobre a punição adequada. Um erro na pista não justifica abuso contra pilotos ou qualquer outra pessoa.
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Chanceler argentino acusa Norris de hipocrisia
Pablo Quirno, ministro das Relações Exteriores da Argentina, também entrou na discussão com uma publicação no X. Ele acusou Norris de hipocrisia e apontou para uma colisão entre o britânico e seu então companheiro de McLaren, Oscar Piastri, no GP do Canadá de 2025. Norris não foi punido por aquele incidente.
A manifestação de Quirno levou a discussão para além do debate esportivo sobre a gravidade do erro de Colapinto na relargada.
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Outros pilotos acharam a suspensão exagerada
A proposta de Norris não foi consenso entre os pilotos. George Russell, Max Verstappen e Isack Hadjar foram apontados como contrários a uma suspensão, considerada por eles uma punição excessiva.
O episódio colocou em evidência duas questões diferentes: como avaliar um erro que termina em colisão e abandono de vários carros, e qual punição esportiva é proporcional. Os comissários optaram pela perda de posições no grid; Norris defendia uma suspensão.