A notícia que animou os mercados na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, foi a possibilidade de uma reabertura gradual do Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo. Relatos de conversas entre Estados Unidos e Irã aliviaram a pressão sobre os preços da commodity e ajudaram as bolsas americanas. Mas há uma diferença decisiva: negociar a reabertura não é o mesmo que restabelecer o fluxo de petróleo.
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O que aconteceu com o petróleo e as bolsas
Na quinta-feira, após um ataque dos houthis à Arábia Saudita reacender o temor de interrupções no abastecimento, os contratos futuros do Brent fecharam a US$ 106,60 por barril e os do petróleo americano WTI, a US$ 94,61. As duas referências recuaram das máximas da sessão quando surgiram relatos de conversas sobre Ormuz.
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Na sexta-feira, o Trading Economics indicou US$ 105,27 para o Brent, queda de 1,25%. Esse número, porém, vem de um contrato por diferença que acompanha o mercado: não deve ser tratado como o preço oficial de fechamento dos contratos futuros. As fontes disponíveis também não permitem estabelecer fechamentos e variações semanais comparáveis para Brent e WTI.
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Em Nova York, o Dow Jones subiu 0,9%, aos 51.828,59 pontos. O S&P 500 avançou cerca de 0,5%, aos 7.741,83 pontos, e o Nasdaq Composite ganhou aproximadamente 0,5%, aos 27.068,72 pontos. Uma reportagem sobre o fechamento atribuiu parte do impulso às ações ao alívio nos preços do petróleo.
18 Petróleo mais barato poderia reduzir a preocupação com a inflação provocada pela energia e com a pressão sobre os juros. Isso é uma explicação para a reação do mercado, não uma medição de queda das expectativas de inflação ou dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano.
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A proposta ainda depende de condições
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, descreveu um plano pelo qual o estreito seria reaberto ao fim de sete dias, se determinadas condições fossem cumpridas, e as conversas para um acordo final seriam retomadas. A proposta não é abrir a passagem por apenas sete dias. A reportagem não confirma que Washington tenha aceitado as condições nem que a circulação de navios-tanque tenha voltado ao normal.
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A dimensão do risco ajuda a explicar a atenção dos investidores: uma estimativa histórica aponta que cerca de 20 milhões de barris por dia passavam por Ormuz, o equivalente a aproximadamente um quinto do consumo mundial de petróleo. A Reuters ressalva, porém, que é difícil medir com segurança o fluxo atual.
1 Por enquanto, a diplomacia trouxe algum alívio aos mercados, enquanto a ausência de um acordo final e os ataques na região mantêm o abastecimento sob risco.
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