O ouro caiu cerca de 1,7% na quarta feira, 23 de setembro, e continuou pressionado na quinta; a prata também recuou.[1][5] Um indicador de atividade dos EUA acima do esperado e a fraca demanda em um leilão de títulos do Tesouro ajudaram a elevar os rendimentos dos papéis americanos.[8][10] Embora o petróleo mais car...
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O paradoxo daqueles dois pregões foi este: mesmo com tensões entre Estados Unidos e Irã e petróleo em alta, o ouro perdeu valor. O mercado deu mais peso à possibilidade de novos aumentos de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Rendimentos maiores dos títulos do Tesouro e um dólar mais forte tornaram o metal menos atraente.1
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Na quarta-feira, 23 de setembro, o ouro recuou cerca de 1,7%, para perto de US$ 4.290 por onça. No início das negociações americanas de quinta-feira, estava próximo de US$ 4.265. A prata era cotada em torno de US$ 63,47 por onça, com queda de 1,34% naquela sessão.1
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Outro levantamento registrou, para a quarta-feira, baixa de 3,92% na prata e de 3,97% na platina. As cotações e variações dependem do horário em que foram apuradas.13
A leitura preliminar de setembro do PMI composto dos EUA, indicador que acompanha a atividade de empresas de serviços e da indústria, subiu de 56,0 em agosto para 58,4. Economistas esperavam 55,2. Os dois setores avançaram, reduzindo o espaço para apostas em uma política monetária mais branda.8
Houve também pressão no mercado de títulos: um leilão de US$ 70 bilhões em papéis do Tesouro americano com vencimento em cinco anos teve demanda fraca. Segundo um relatório de mercado, o rendimento do título de dez anos subiu 15,3 pontos-base, para 5,11%, enquanto o do papel de cinco anos chegou a 5,03%.10
Quando esses títulos passam a oferecer retornos maiores, aumenta o custo de oportunidade de manter ouro, que não paga juros. A valorização do dólar acrescenta outra dificuldade: o metal, cotado na moeda americana, fica mais caro para quem compra com outras moedas. Relatos do período associaram os dois movimentos à queda do ouro.1
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Comentários favoráveis a uma política monetária mais restritiva reforçaram as apostas em novas altas de juros. Uma estimativa atribuiu 69,7% de probabilidade a um aumento em outubro; outro relato apontou que os contratos de mercado embutiam ao menos três altas adicionais até abril. São expectativas de investidores, não decisões já tomadas pelo Fed.9
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Ao mesmo tempo, um relatório situou o petróleo Brent acima de US$ 100 por barril, em meio às tensões envolvendo o Irã.10 Petróleo mais caro pode estimular a procura por ouro como proteção contra a inflação ou contra riscos geopolíticos. Mas também pode elevar a expectativa de que o Fed combata a inflação com juros mais altos. Na quinta-feira, esse segundo efeito, junto com os rendimentos elevados dos títulos, superou a demanda por proteção ligada ao conflito entre EUA e Irã.
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Isso ajuda a explicar a queda conjunta dos metais, mas não permite calcular quanto cada fator contribuiu. Tampouco significa que o ouro tenha perdido definitivamente sua função de proteção: nesses pregões, a perspectiva para os juros falou mais alto.5
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O ouro caiu cerca de 1,7% na quarta feira, 23 de setembro, e continuou pressionado na quinta; a prata também recuou.[1][5]
O ouro caiu cerca de 1,7% na quarta feira, 23 de setembro, e continuou pressionado na quinta; a prata também recuou.[1][5] Um indicador de atividade dos EUA acima do esperado e a fraca demanda em um leilão de títulos do Tesouro ajudaram a elevar os rendimentos dos papéis americanos.[8][10]
Embora o petróleo mais caro possa favorecer a procura por ouro como proteção, prevaleceu a expectativa de que o Federal Reserve precisaria manter os juros mais altos.[5][10]