O Ministério das Finanças do Vietnã discute com bancos de investimento uma possível emissão soberana em dólar, mas ainda não tomou uma decisão final. A estrutura mais citada prevê vencimento em 10 anos, volume entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão e cupom indicativo próximo de 7%.
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O Vietnã está avaliando — mas ainda não aprovou — uma volta ao mercado internacional de dívida soberana. A proposta em discussão é uma emissão de títulos do governo denominados em dólar, com prazo de 10 anos, entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão. Um banco teria recomendado uma operação de US$ 1 bilhão; outra instituição sugeriu cupom próximo de 7% ao ano. 2
O Ministério das Finanças vietnamita negocia possíveis condições com bancos de investimento. A estrutura principal prevê um título em dólar com vencimento em 10 anos, e não há decisão definitiva sobre seguir adiante. 2
Se ocorrer, será a primeira venda externa de títulos soberanos do país desde 2014. Naquele ano, o Vietnã emitiu US$ 1 bilhão em papéis de 10 anos com cupom de 4,8%. O país também acessou os mercados internacionais em 2010 e 2005. 2
O governo pretende usar os recursos para infraestrutura e outros projetos, em linha com a meta de crescimento econômico anual de pelo menos 10% até 2030. A captação externa também ajudaria a reduzir a dependência dos bancos vietnamitas, que historicamente têm sido a principal fonte de crédito para investimentos internos. 2
A questão, portanto, não é apenas levantar recursos no curto prazo. Trata-se de ampliar e diversificar a base de financiamento de uma agenda de investimentos muito ambiciosa.
O fator decisivo é o preço da dívida. Autoridades avaliam se o custo de tomar recursos em dólar compensa, num cenário de alta dos rendimentos globais, influenciado por preços elevados do petróleo e inflação. 2
Um cupom em torno de 7% seria bem superior ao custo da dívida doméstica. Neste ano, o cupom médio dos títulos vietnamitas de 10 anos subiu para 4,2%, ante 3,1% um ano antes. Ainda assim, permanece abaixo da taxa indicativa discutida para a emissão em dólar. 2
O Vietnã já havia emitido mais de US$ 9 bilhões em títulos públicos no mercado doméstico neste ano. Ao mesmo tempo, o crédito bancário cresce mais rápido que os depósitos desde pelo menos 2021, abrindo lacunas de financiamento e fortalecendo o argumento em favor de fontes alternativas, especialmente no exterior. 2
A possível emissão ocorre em meio a uma postura mais receptiva a recursos internacionais. Sob o secretário-geral do Partido Comunista, To Lam, o governo vem flexibilizando uma tradição de cautela com empréstimos externos, apesar de a dívida pública ter sido estimada em cerca de 37% do PIB no ano passado. A mudança acompanha a busca por crescimento acelerado em um contexto de incerteza no comércio global, relevante para uma economia fortemente dependente de exportações. 2
Outros sinais dessa abertura incluem:
Em resumo, a emissão soberana em dólar ainda é apenas uma possibilidade. Ela permitiria ao Vietnã diversificar o financiamento de infraestrutura e investimentos, mas a decisão dependerá da comparação entre esse benefício estratégico e um custo de captação em dólar consideravelmente mais alto do que no mercado interno. 2
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O Ministério das Finanças do Vietnã discute com bancos de investimento uma possível emissão soberana em dólar, mas ainda não tomou uma decisão final.
O Ministério das Finanças do Vietnã discute com bancos de investimento uma possível emissão soberana em dólar, mas ainda não tomou uma decisão final. A estrutura mais citada prevê vencimento em 10 anos, volume entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão e cupom indicativo próximo de 7%.
Os recursos poderiam financiar infraestrutura e outros projetos, além de diversificar as fontes de capital além dos bancos locais.