No sétimo mês da guerra, o conflito se expandiu em vez de se aproximar de uma solução. A diplomacia sobre o Estreito de Hormuz travou, os avanços dos houthis elevaram a pressão sobre a navegação no Mar Vermelho e os danos e riscos à infraestrutura energética regional impulsionaram os preços.
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Irã rejeita discurso de paz, e Trump fala em controlar petróleo
O Irã rejeitou a afirmação do presidente Donald Trump de que Teerã buscava com urgência um acordo de paz. Ainda assim, Trump levantou a possibilidade de os Estados Unidos permanecerem no Irã e “ficarem com o petróleo”, fazendo uma comparação explícita com o acordo petrolífero entre Washington e a Venezuela.
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A Casa Branca descreveu o acordo venezuelano como uma iniciativa que daria aos Estados Unidos controle majoritário sobre mais de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo da Venezuela. Reportagens, porém, indicavam que as condições práticas do arranjo mais amplo ainda eram incertas.
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5 Não haviam sido divulgados termos públicos comprovados de um acordo equivalente envolvendo o petróleo iraniano.
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Teerã também afirmou ter derrubado um drone americano MQ-1 sobre o Estreito de Hormuz. A alegação iraniana não havia sido confirmada de forma independente.
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Hormuz e Bab el-Mandeb se tornam o centro da crise
A questão estratégica central continuou sendo o acesso marítimo à energia. O Estreito de Hormuz — passagem crucial para embarques de petróleo e gás — seguia fortemente afetado. Ao mesmo tempo, a tomada do porto iemenita de Mokha pelos houthis e seu avanço em direção a ilhas estratégicas do Mar Vermelho aumentaram sua capacidade de ameaçar a rota de Bab el-Mandeb e as opções sauditas de exportação.
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As conversas previstas em Omã entre o Irã e países do Golfo, que tratariam de um possível arranjo para Hormuz, foram adiadas. O cancelamento retirou, no curto prazo, a principal via diplomática para tentar reabrir a passagem marítima.
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Ataques a alvos sauditas e paralisações ou riscos para instalações de energia agravaram o temor de redução da oferta. O petróleo bruto ultrapassou US$ 100 por barril, enquanto os combustíveis refinados foram particularmente afetados. As reportagens apontaram o preço médio do diesel nos Estados Unidos acima de US$ 6 por galão; os picos citados, de Brent acima de US$ 109 e diesel acima de US$ 6,23, refletem essa escalada.
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Pressão sobre aliados e aposta eleitoral
Washington não fez a intervenção direta pedida pela Arábia Saudita, e as contribuições navais dos aliados foram limitadas. Isso ampliou a preocupação dos países do Golfo de que a guerra pudesse se espalhar enquanto as rotas de navegação permaneciam inseguras. As fontes analisadas confirmam o adiamento das negociações e a escalada dos houthis, mas não trazem detalhes suficientes para quantificar o comprometimento de navios de guerra de cada país.
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Trump previu que o Irã cederia e que a guerra terminaria imediatamente após as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, previstas para novembro. Segundo ele, os preços dos combustíveis cairiam fortemente depois do fim do conflito.
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Politicamente, a previsão envolvia risco. As reportagens descreveram preocupação crescente de que a guerra e a alta dos combustíveis prejudicassem os republicanos. A pesquisa citada, segundo a qual cerca de um quarto dos americanos considerava a guerra válida, apontava apoio público limitado ao conflito.
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