Governos de diferentes países e cidades estão deixando de enquadrar data centers apenas como edifícios industriais. O avanço é no sentido de tratá-los como grandes consumidores de infraestrutura — com efeitos potenciais sobre a rede elétrica, a disponibilidade de água, o uso do solo e a rotina das comunidades próximas.
A resposta não é uma proibição global. Em vez disso, autoridades vêm combinando moratórias, análise pública caso a caso, regras mais estritas de localização e tamanho, exigências de comprovação de abastecimento e padrões de resfriamento que reduzam o consumo de água doce.
Tailândia: suspensão enquanto novas normas são preparadas
Na Tailândia, as autoridades suspenderam a construção de cerca de 49 data centers e interromperam decisões sobre outros projetos pendentes enquanto órgãos públicos elaboram padrões nacionais. A proposta busca abordar uso de recursos, localização, segurança e efeitos econômicos e ambientais locais. Em Bangkok, projetos planejados também foram suspensos para nova análise de armazenamento de combustível, uso do solo, demanda de eletricidade e água.
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Tucson exige revisão pública e comprovação de recursos
Em Tucson, no Arizona, a prefeitura adotou em agosto suas primeiras regras voltadas especificamente a data centers de grande porte. Os projetos precisam passar por um processo de análise pública que culmina em decisão do prefeito e do conselho municipal, demonstrar acesso suficiente a energia e água e informar o consumo de energia previsto, além de sua matriz energética.
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Arábia Saudita formaliza regras urbanísticas para o setor
A Arábia Saudita adotou normas municipais para data centers comerciais independentes, padronizando requisitos de uso do solo e de desenvolvimento à medida que o setor se expande. A medida representa mais uma tentativa de organizar e administrar o crescimento do que uma moratória.
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Louisville pausa novos projetos para formular regras permanentes
Em Louisville, no estado de Kentucky, o governo metropolitano aprovou uma pausa de seis meses — ou 180 dias — para novas construções de data centers de grande porte, mudanças de zoneamento, licenças de uso condicional e determinadas conversões de imóveis. O objetivo é criar regras permanentes.
A Comissão de Planejamento avançou posteriormente com propostas de alteração do código, incluindo exigências mais rigorosas para ruído, sistemas de água e distância em relação a áreas residenciais. As propostas ainda dependem de novas etapas legislativas.
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Limites de porte e localização na Pensilvânia
Em West Hempfield Township, na Pensilvânia, a administração local aprovou por unanimidade uma norma que controla tanto o tamanho quanto a localização dos data centers. A política direciona essas instalações para a área de crescimento designada, com ligação a redes públicas de água e esgoto, e busca preservar terras agrícolas e rurais. Também estabelece faixas de separação em relação a zonas residenciais e agrícolas.
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No Condado de Oldham, em Kentucky, regras propostas avançaram por audiência pública e segunda leitura após recomendações da Comissão de Planejamento. A direção central da política é exigir escrutínio local mais forte antes da aprovação, em vez de liberar automaticamente grandes projetos. As informações disponíveis, porém, não confirmam o texto final aprovado nem sua situação jurídica definitiva.
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Resfriamento com menos consumo de água
Um modelo regulatório recorrente é exigir sistemas de circuito fechado, que recirculam a água usada no resfriamento em vez de mantê-la exposta à atmosfera e demandar reposição contínua. Por exemplo, uma proposta de norma em um condado da Pensilvânia exige resfriamento por água em circuito fechado.
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Outras iniciativas buscam proibir ou limitar fortemente o uso de água subterrânea e obrigar os empreendedores a provar que o abastecimento suportará a demanda sem prejudicar usuários já atendidos.
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Em comum, essas medidas transferem para os desenvolvedores o ônus de demonstrar, antes da aprovação, que o empreendimento é compatível com a rede elétrica, a oferta de água, o planejamento territorial e a vizinhança. Em alguns locais, isso significa aceitar uma paralisação temporária — ou limites diretos de porte e localização — até que essas salvaguardas estejam definidas.