A queda na 8ª etapa encerrou de forma abrupta a participação de Tadej Pogačar na Vuelta a España. O esloveno era o líder da classificação geral e buscava conquistar o único título de uma grande volta que ainda faltava em seu currículo, depois das vitórias no Giro d’Italia e no Tour de France.
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Como foi a queda
Pogačar caiu no meio do pelotão quando restavam aproximadamente 31 a 33 km para a chegada da etapa entre Puçol e Xeraco. Imagens mostraram o ciclista desviando de repente, perdendo o controle e sendo lançado por cima do guidão antes de atingir o asfalto com força.
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A causa exata do acidente não foi oficialmente determinada. Relatos e imagens alimentaram especulações sobre uma pedra ou outro objeto na pista, além da possibilidade de contato com uma câmera GoPro, mas nenhuma dessas hipóteses foi confirmada pelas autoridades da prova ou pela equipe.
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O campeão mundial chegou a tentar se levantar, mas não conseguiu continuar. Ele foi atendido pela equipe médica da corrida e levado de ambulância para o hospital.
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Quais foram as lesões
Após a avaliação médica, a UAE Team Emirates–XRG informou que Pogačar sofreu:
- concussão;
- fratura deslocada da clavícula esquerda, que exigirá cirurgia;
- fratura cervical estável na vértebra C7, localizada na parte inferior do pescoço;
- múltiplas escoriações, incluindo ferimentos no ombro e no rosto.
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O diretor médico da equipe, Adrian Rotunno, afirmou que o atleta estava estável e que não havia outras lesões graves nem consequências neurológicas identificadas até então.
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Pogačar foi inicialmente levado a um hospital em Gandia e depois transferido de ambulância para Barcelona, onde continuou sob cuidados médicos. A operação na clavícula foi adiada até que os protocolos de segurança para a concussão permitam o procedimento.
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O impacto na temporada
A equipe ainda não estabeleceu uma data para o retorno. Por isso, a participação de Pogačar na defesa do título mundial, no Campeonato Europeu e no Il Lombardia passou a ser considerada incerta, e não oficialmente descartada. A recuperação simultânea da concussão e das fraturas será determinante.
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A proximidade do Campeonato Mundial — cuja prova de estrada foi apontada em um dos relatos como marcada para dali a cerca de quatro semanas — não representa, por si só, uma liberação médica para competir.
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A primeira desistência de Pogačar em uma grande volta
O abandono foi apontado como o primeiro de Pogačar em uma prova de três semanas. Antes da queda, ele havia vencido três das sete primeiras etapas e usado a camisa vermelha desde a etapa inicial. Também tinha uma vantagem de 3min50s sobre Enric Mas, seu principal perseguidor na classificação geral.
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A desistência interrompeu sua tentativa de completar a chamada “tríplice coroa” das grandes voltas — vencer Giro, Tour e Vuelta ao longo da carreira.
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Mas assume a liderança, e a Vuelta muda de cenário
Com a saída de Pogačar, Enric Mas herdou a liderança geral. Após a etapa, ele aparecia cerca de um minuto à frente de Primož Roglič, enquanto a disputa pelo título ficava muito mais equilibrada. A vantagem de quase quatro minutos que Pogačar tinha sobre Mas desapareceu com o abandono.
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Mas decidiu não vestir a camisa vermelha na cerimônia do pódio, em um gesto de respeito ao rival acidentado. O espanhol afirmou, em essência, que não havia vencido a liderança em uma disputa normal, já que Pogačar havia caído.
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Qual foi a resposta da UAE Team Emirates
A equipe retirou Pogačar da prova imediatamente, priorizou sua avaliação hospitalar e o acompanhamento da concussão, confirmou a necessidade de cirurgia na clavícula e evitou estabelecer um prazo de retorno. O foco, neste momento, é a recuperação médica, não a definição dos próximos objetivos esportivos.
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