As declarações mais recentes de Kiev e Moscou apontam para uma guerra prolongada, e não para um cessar-fogo iminente. Enquanto a Ucrânia vê uma possibilidade limitada de reabrir contatos técnicos, o Kremlin afirma que as negociações estão paralisadas e mantém suas exigências territoriais.
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Budanov prevê combates durante o inverno
Kyrylo Budanov, chefe do Gabinete do Presidente da Ucrânia, afirmou que é “irrealista” esperar o fim da guerra no curto prazo. Na avaliação dele, os combates devem continuar durante o inverno.
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O dirigente também disse que a Ucrânia precisa mobilizar pelo menos 30 mil pessoas por mês para sustentar sua defesa. A necessidade de manter um fluxo constante de efetivos evidencia a pressão militar e social enfrentada pelo país após anos de conflito.
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Contatos ainda estão restritos a questões técnicas
De acordo com Budanov, a interação entre Kiev e Moscou atualmente se concentra, em grande parte, nas trocas de prisioneiros. Ele também mencionou a expectativa de que conversas técnicas sejam retomadas em breve, possivelmente em setembro, com a participação de representantes dos Estados Unidos.
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A perspectiva, porém, não é de um acordo rápido. Budanov descreveu essas conversas como preparatórias e voltadas a questões técnicas, que poderiam abrir caminho para negociações mais amplas no futuro.
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Exigência territorial continua no centro do impasse
Um dos principais obstáculos é a posição russa de que a Ucrânia deve abandonar toda a região de Donetsk, incluindo áreas que não estão sob controle de Moscou. Essa condição é incompatível com a posição declarada por Kiev e ajuda a explicar por que um cessar-fogo ainda parece distante.
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A Rússia também afirma que suas forças continuam avançando no campo de batalha. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que as negociações de paz estão em uma “pausa profunda” e que não há “novas ideias” para retomar o processo.
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Peskov ainda disse que a Ucrânia conhece as exigências russas, mas não estaria disposta a discuti-las por via diplomática. O Kremlin, segundo relatos, também não tinha prevista uma conversa entre Vladimir Putin e Donald Trump naquele momento.
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Visita do diretor da CIA não produziu avanço público
O diretor da CIA, John Ratcliffe, visitou Moscou e se reuniu com autoridades russas de inteligência. O Kremlin informou, contudo, que ele não se encontrou com Putin. O presidente russo teria sido informado posteriormente sobre o resultado da visita, que não revelou um avanço diplomático visível.
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Ataques à energia e à logística se intensificam
Enquanto os canais diplomáticos permanecem limitados, os dois lados ampliam ataques contra estruturas consideradas importantes para o esforço de guerra. A Ucrânia continua lançando ataques de longo alcance contra instalações de energia russas, incluindo uma refinaria da Lukoil, com o objetivo declarado de reduzir os recursos disponíveis para financiar as operações militares.
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A Rússia, por sua vez, intensificou ataques contra portos, instalações industriais e centros de distribuição de varejistas na Ucrânia. Autoridades ucranianas também relataram ataques repetidos contra a infraestrutura de gás e outras instalações do setor energético.
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Moscou reconheceu ainda ataques contra alvos da indústria de defesa e centros de transporte e logística ucranianos.
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O que as declarações indicam
Em conjunto, as falas de Budanov e Peskov mostram uma diplomacia reduzida principalmente a canais humanitários e técnicos, enquanto Rússia e Ucrânia tentam atingir a capacidade militar, energética, logística e econômica uma da outra. O cenário descrito pelos dois lados é de preparação para mais meses de conflito, com novas pressões sobre a população ucraniana antes de qualquer perspectiva concreta de cessar-fogo.
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