O mercado está cada vez mais pressionado pela falta de diesel, gasolina e querosene de aviação disponíveis para entrega — não necessariamente pela falta de petróleo bruto. Patrick Pouyanné afirmou que o petróleo continua atravessando o Estreito de Ormuz, mas custos maiores de frete, seguro e segurança tornaram antie...
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Resposta de pesquisa

Create a landscape editorial hero image for this Studio Global article: What did TotalEnergies CEO Patrick Pouyanne and Shell CEO Wael Sawan say at the ONS conference in Stavanger about the oil market’s unusual d. Article summary: Pouyanné and Sawan’s central message in Stavanger was that the market is no longer chiefly short of crude; it is short of deliverable refined fuel. That split explains why crude near $90 a barrel can coexist with excepti. Topic tags: general, news, general web, user generated. Style: premium digital editorial illustration, source-backed research mood, clean composition, high detail, modern web publication hero. Use reference image context only for broad subject, composition, and topical grounding; do not copy the exact image. Avoid: logos, brand marks, copyrighted characters, real person likenesses, fake screenshots, UI text, readable text, watermarks, charts w
A característica mais incomum do mercado de petróleo neste momento é o distanciamento entre o preço do óleo bruto e o dos combustíveis já refinados. O petróleo do Mar do Norte, conhecido como North Sea Dated, era negociado perto de US$ 92 por barril em agosto, enquanto as margens de diesel, gasolina e querosene de aviação permaneciam próximas de níveis recordes. 8
Durante a conferência ONS, em Stavanger, na Noruega, o CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, descreveu o cenário como um mercado baixista para o petróleo bruto ao mesmo tempo em que os derivados vivem um momento de alta. A explicação é direta: o petróleo ainda consegue atravessar o Estreito de Ormuz, mas os custos maiores de frete, seguro e segurança fazem com que o transporte de combustíveis refinados deixe de ser economicamente viável. 13
Wael Sawan, CEO da Shell, resumiu a pressão sobre os derivados como uma “ameaça tripla”: os ataques ucranianos contra refinarias russas, os riscos para a navegação no Golfo Pérsico e as interrupções no Mar Vermelho.
O problema não se resume à quantidade de petróleo existente ou extraída. O petróleo bruto e os produtos refinados circulam em navios diferentes e por redes comerciais distintas.
Grandes petroleiros — os chamados VLCCs — conseguem distribuir custos de segurança, seguro contra riscos de guerra e viagem por cargas de aproximadamente 2 milhões de barris. Já os navios menores usados para transportar produtos refinados levam volumes muito menores. Assim, o mesmo prêmio de risco pesa mais sobre cada barril de diesel ou gasolina. Quando frete e segurança sobem muito, uma viagem com petróleo bruto ainda pode ser rentável, enquanto uma viagem com derivados deixa de ser. 11
13
O resultado é um problema de distribuição física: refinarias, empresas e consumidores podem enfrentar falta do combustível adequado no local necessário mesmo quando ainda existem cargas de petróleo disponíveis em outra região.
Segundo a Reuters, ataques ucranianos reduziram em quase 30% o processamento das refinarias russas, para menos de 4 milhões de barris por dia nos últimos meses. Em julho, a Rússia também proibiu as exportações de diesel.
As exportações russas de derivados por via marítima caíram cerca de um terço em julho, na comparação mensal, para aproximadamente 3,9 milhões de toneladas. A queda refletiu tanto a menor produção quanto as restrições às exportações.
Pouyanné também teria estimado que os ataques de drones ucranianos reduziram a oferta de combustíveis russos em 3 milhões a 3,5 milhões de barris por dia. Essa cifra precisa ser interpretada com cautela: ela representa uma estimativa ampla de oferta ou disponibilidade interrompida, e não necessariamente uma quantidade comprovada de capacidade de refino retirada permanentemente de operação. 11
O petróleo bruto é apenas um dos componentes do preço da gasolina e do diesel. Margens de refino, transporte, seguros, estoques regionais e disponibilidade de determinados tipos de combustível podem se tornar mais importantes quando as cadeias de abastecimento estão desorganizadas.
Os contratos futuros de gasóleo com baixo teor de enxofre na Europa chegaram, em 30 de julho, a um prêmio recorde de US$ 74,66 por barril em relação ao petróleo bruto. As margens europeias do querosene de aviação também continuaram acima de US$ 80 por barril. O chamado crack spread mede a diferença entre o preço de um derivado e o petróleo usado como matéria-prima; ele não é igual ao preço final pago no posto. 1
8
Para o consumidor, a consequência é desconfortável: a queda do petróleo de referência não garante gasolina ou diesel mais baratos. Relatos da conferência ONS indicaram que os consumidores europeus podem continuar expostos a preços elevados, enquanto a gasolina nos Estados Unidos pode permanecer acima de US$ 4 por galão se o gargalo de produtos e transporte persistir.
A Kpler estima que as importações asiáticas de destilados leves e médios — categoria que inclui diesel, querosene de aviação e gasolina — terão média de 5,59 milhões de barris por dia em agosto. O volume é próximo dos 5,60 milhões de barris por dia registrados em julho, mas está 21% abaixo da média de 7,08 milhões de barris por dia observada nos três meses encerrados em fevereiro. A diferença equivale a um déficit de aproximadamente 1,49 milhão de barris por dia. 17
O impacto não é uniforme. Países importadores com menor renda têm menos capacidade de superar outros compradores nos leilões e contam com estoques de segurança mais limitados. Por isso, países como Indonésia e Filipinas estão mais expostos. A Austrália conseguiu garantir cargas de reposição com mais facilidade, mas pagando preços significativamente maiores. 17
É por isso que a crise não pode ser medida apenas pelo volume de petróleo bruto que passa pelo Estreito de Ormuz. Para famílias, companhias aéreas, transportadoras e indústrias, a pergunta decisiva é se o combustível refinado utilizável consegue chegar ao destino a um preço suportável.
Uma refinaria em Singapura teria obtido uma margem de US$ 71,29 por barril de gasóleo em 21 de agosto. O valor caiu em relação aos US$ 85,63 registrados um mês antes, mas continua excepcionalmente alto. O gasóleo é uma das principais matérias-primas do diesel. 6
Uma margem desse tamanho é um forte sinal do mercado: as refinarias estão sendo muito bem remuneradas para produzir um combustível de que os compradores precisam com urgência. Isso ajuda a explicar como o mercado pode parecer relativamente fraco para o petróleo bruto e, ao mesmo tempo, extremamente apertado para o diesel e outros destilados médios.
A pressão pode continuar caso a oferta do Oriente Médio permaneça interrompida, as exportações russas sigam restritas, as refinarias asiáticas não consigam retomar operações normais e novas sanções americanas contra o Irã reduzam ainda mais a disponibilidade de barris. Exportações adicionais da China poderiam aliviar o desequilíbrio, mas o efeito dependeria tanto de produção suficiente nas refinarias quanto da capacidade de transportar os derivados com segurança. 2
3
Uma volta rápida à normalidade exigiria várias mudanças simultâneas:
Mesmo uma melhora na segurança não encheria imediatamente os tanques de armazenamento regionais. Separadamente, Sawan afirmou que o reequilíbrio do mercado mais amplo de petróleo bruto poderia levar quase um ano ou até mais, sinal de que os mercados físicos de energia podem continuar sob estresse depois que o primeiro choque de oferta diminuir.
A principal lição de Stavanger, portanto, não é que o petróleo bruto deixou de importar. É que ele já não é o único — nem necessariamente o principal — gargalo. Para os consumidores, a escassez decisiva é cada vez mais a de combustível refinado que possa ser transportado, segurado e entregue ao mercado onde é necessário.
Studio Global AI
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O mercado está cada vez mais pressionado pela falta de diesel, gasolina e querosene de aviação disponíveis para entrega — não necessariamente pela falta de petróleo bruto.
O mercado está cada vez mais pressionado pela falta de diesel, gasolina e querosene de aviação disponíveis para entrega — não necessariamente pela falta de petróleo bruto. Patrick Pouyanné afirmou que o petróleo continua atravessando o Estreito de Ormuz, mas custos maiores de frete, seguro e segurança tornaram antieconômicas muitas viagens de navios com produtos refinados.
Uma margem de refino de US$ 71,29 por barril para gasóleo em Singapura mostra a intensidade da escassez, mas não equivale ao preço pago pelo consumidor no posto.
O mercado está cada vez mais pressionado pela falta de diesel, gasolina e querosene de aviação disponíveis para entrega — não necessariamente pela falta de petróleo bruto. Patrick Pouyanné afirmou que o petróleo continua atravessando o Estreito de Ormuz, mas custos maiores de frete, seguro e segurança tornaram antie...
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A característica mais incomum do mercado de petróleo neste momento é o distanciamento entre o preço do óleo bruto e o dos combustíveis já refinados. O petróleo do Mar do Norte, conhecido como North Sea Dated, era negociado perto de US$ 92 por barril em agosto, enquanto as margens de diesel, gasolina e querosene de aviação permaneciam próximas de níveis recordes. 8
Durante a conferência ONS, em Stavanger, na Noruega, o CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, descreveu o cenário como um mercado baixista para o petróleo bruto ao mesmo tempo em que os derivados vivem um momento de alta. A explicação é direta: o petróleo ainda consegue atravessar o Estreito de Ormuz, mas os custos maiores de frete, seguro e segurança fazem com que o transporte de combustíveis refinados deixe de ser economicamente viável. 13
Wael Sawan, CEO da Shell, resumiu a pressão sobre os derivados como uma “ameaça tripla”: os ataques ucranianos contra refinarias russas, os riscos para a navegação no Golfo Pérsico e as interrupções no Mar Vermelho.
O problema não se resume à quantidade de petróleo existente ou extraída. O petróleo bruto e os produtos refinados circulam em navios diferentes e por redes comerciais distintas.
Grandes petroleiros — os chamados VLCCs — conseguem distribuir custos de segurança, seguro contra riscos de guerra e viagem por cargas de aproximadamente 2 milhões de barris. Já os navios menores usados para transportar produtos refinados levam volumes muito menores. Assim, o mesmo prêmio de risco pesa mais sobre cada barril de diesel ou gasolina. Quando frete e segurança sobem muito, uma viagem com petróleo bruto ainda pode ser rentável, enquanto uma viagem com derivados deixa de ser. 11
13
O resultado é um problema de distribuição física: refinarias, empresas e consumidores podem enfrentar falta do combustível adequado no local necessário mesmo quando ainda existem cargas de petróleo disponíveis em outra região.
Segundo a Reuters, ataques ucranianos reduziram em quase 30% o processamento das refinarias russas, para menos de 4 milhões de barris por dia nos últimos meses. Em julho, a Rússia também proibiu as exportações de diesel.
As exportações russas de derivados por via marítima caíram cerca de um terço em julho, na comparação mensal, para aproximadamente 3,9 milhões de toneladas. A queda refletiu tanto a menor produção quanto as restrições às exportações.
Pouyanné também teria estimado que os ataques de drones ucranianos reduziram a oferta de combustíveis russos em 3 milhões a 3,5 milhões de barris por dia. Essa cifra precisa ser interpretada com cautela: ela representa uma estimativa ampla de oferta ou disponibilidade interrompida, e não necessariamente uma quantidade comprovada de capacidade de refino retirada permanentemente de operação. 11
O petróleo bruto é apenas um dos componentes do preço da gasolina e do diesel. Margens de refino, transporte, seguros, estoques regionais e disponibilidade de determinados tipos de combustível podem se tornar mais importantes quando as cadeias de abastecimento estão desorganizadas.
Os contratos futuros de gasóleo com baixo teor de enxofre na Europa chegaram, em 30 de julho, a um prêmio recorde de US$ 74,66 por barril em relação ao petróleo bruto. As margens europeias do querosene de aviação também continuaram acima de US$ 80 por barril. O chamado crack spread mede a diferença entre o preço de um derivado e o petróleo usado como matéria-prima; ele não é igual ao preço final pago no posto. 1
8
Para o consumidor, a consequência é desconfortável: a queda do petróleo de referência não garante gasolina ou diesel mais baratos. Relatos da conferência ONS indicaram que os consumidores europeus podem continuar expostos a preços elevados, enquanto a gasolina nos Estados Unidos pode permanecer acima de US$ 4 por galão se o gargalo de produtos e transporte persistir.
A Kpler estima que as importações asiáticas de destilados leves e médios — categoria que inclui diesel, querosene de aviação e gasolina — terão média de 5,59 milhões de barris por dia em agosto. O volume é próximo dos 5,60 milhões de barris por dia registrados em julho, mas está 21% abaixo da média de 7,08 milhões de barris por dia observada nos três meses encerrados em fevereiro. A diferença equivale a um déficit de aproximadamente 1,49 milhão de barris por dia. 17
O impacto não é uniforme. Países importadores com menor renda têm menos capacidade de superar outros compradores nos leilões e contam com estoques de segurança mais limitados. Por isso, países como Indonésia e Filipinas estão mais expostos. A Austrália conseguiu garantir cargas de reposição com mais facilidade, mas pagando preços significativamente maiores. 17
É por isso que a crise não pode ser medida apenas pelo volume de petróleo bruto que passa pelo Estreito de Ormuz. Para famílias, companhias aéreas, transportadoras e indústrias, a pergunta decisiva é se o combustível refinado utilizável consegue chegar ao destino a um preço suportável.
Uma refinaria em Singapura teria obtido uma margem de US$ 71,29 por barril de gasóleo em 21 de agosto. O valor caiu em relação aos US$ 85,63 registrados um mês antes, mas continua excepcionalmente alto. O gasóleo é uma das principais matérias-primas do diesel. 6
Uma margem desse tamanho é um forte sinal do mercado: as refinarias estão sendo muito bem remuneradas para produzir um combustível de que os compradores precisam com urgência. Isso ajuda a explicar como o mercado pode parecer relativamente fraco para o petróleo bruto e, ao mesmo tempo, extremamente apertado para o diesel e outros destilados médios.
A pressão pode continuar caso a oferta do Oriente Médio permaneça interrompida, as exportações russas sigam restritas, as refinarias asiáticas não consigam retomar operações normais e novas sanções americanas contra o Irã reduzam ainda mais a disponibilidade de barris. Exportações adicionais da China poderiam aliviar o desequilíbrio, mas o efeito dependeria tanto de produção suficiente nas refinarias quanto da capacidade de transportar os derivados com segurança. 2
3
Uma volta rápida à normalidade exigiria várias mudanças simultâneas:
Mesmo uma melhora na segurança não encheria imediatamente os tanques de armazenamento regionais. Separadamente, Sawan afirmou que o reequilíbrio do mercado mais amplo de petróleo bruto poderia levar quase um ano ou até mais, sinal de que os mercados físicos de energia podem continuar sob estresse depois que o primeiro choque de oferta diminuir.
A principal lição de Stavanger, portanto, não é que o petróleo bruto deixou de importar. É que ele já não é o único — nem necessariamente o principal — gargalo. Para os consumidores, a escassez decisiva é cada vez mais a de combustível refinado que possa ser transportado, segurado e entregue ao mercado onde é necessário.
Studio Global AI
Esta página inclui uma resposta baseada na fonte que você pode continuar em Studio Global.
O mercado está cada vez mais pressionado pela falta de diesel, gasolina e querosene de aviação disponíveis para entrega — não necessariamente pela falta de petróleo bruto.
O mercado está cada vez mais pressionado pela falta de diesel, gasolina e querosene de aviação disponíveis para entrega — não necessariamente pela falta de petróleo bruto. Patrick Pouyanné afirmou que o petróleo continua atravessando o Estreito de Ormuz, mas custos maiores de frete, seguro e segurança tornaram antieconômicas muitas viagens de navios com produtos refinados.
Uma margem de refino de US$ 71,29 por barril para gasóleo em Singapura mostra a intensidade da escassez, mas não equivale ao preço pago pelo consumidor no posto.