A movimentação mais recente, reportada em 16 de agosto, envolveu cerca de US$ 500 mil convertidos em Ether e enviados pelo Tornado Cash, após uma transferência semelhante de aproximadamente US$ 2 milhões três semanas... Os roubos teriam ocorrido por meio de falsas ligações e mensagens de suporte da Coinbase, que per...
Resposta de pesquisa

Create a landscape editorial hero image for this Studio Global article: What is known about the threat actor linked to more than $300 million in reported thefts from Coinbase users—including the latest August 16. Article summary: The evidence points to an unidentified, financially motivated phishing/social-engineering operator or cluster—not a confirmed Coinbase smart-contract exploiter. Public on-chain attribution is suggestive rather than dispo. Topic tags: general, general web, user generated, education, news. Style: premium digital editorial illustration, source-backed research mood, clean composition, high detail, modern web publication hero. Use reference image context only for broad subject, composition, and topical grounding; do not copy the exact image. Avoid: logos, brand marks, copyrighted characters, real person likenesses, fake screenshots, UI text, readable text, watermarks
As evidências públicas mais fortes apontam para um operador — ou possivelmente um grupo de operadores — financeiramente motivado e especializado em phishing e engenharia social. Até o momento, não há confirmação de que os roubos tenham sido resultado da exploração de um smart contract da Coinbase.
Relatos publicados após a atividade mais recente indicam que cerca de US$ 500 mil em criptomoedas foram convertidos em Ether e encaminhados pelo Tornado Cash em 16 de agosto. O movimento teria ocorrido aproximadamente três semanas depois de uma transferência semelhante, estimada em US$ 2 milhões. Carteiras relacionadas ainda guardariam dezenas de milhões de dólares.
A atribuição, porém, continua provisória. Rótulos usados por plataformas de análise de blockchain, como “hacker da Coinbase”, representam uma hipótese investigativa — não uma conclusão judicial. Da mesma forma, a cifra de mais de US$ 300 milhões é uma estimativa de investigadores ou veículos de imprensa sobre as perdas agregadas e não prova que todos os roubos contra usuários da Coinbase tenham sido cometidos pela mesma pessoa ou grupo.
O padrão descrito nas investigações foi predominantemente humano, e não baseado em uma falha de código. As vítimas teriam sido contatadas por golpistas que se passavam por representantes do suporte da Coinbase. A partir daí, os criminosos podiam pressioná-las a revelar credenciais, aprovar transações, transferir ativos ou entregar o controle das contas. Os relatos sobre a campanha fazem uma distinção explícita entre esse método e uma exploração de smart contract.
A diferença é importante. Em um ataque contra um smart contract, o criminoso normalmente se aproveita de uma falha na lógica de um aplicativo executado na blockchain. Já em um golpe de falsa central de atendimento, o alvo é manipulado para autorizar — ou facilitar — a transferência. O ponto fraco passa a ser a confiança e a tomada de decisão do usuário, geralmente sob pressão e com o uso de informações pessoais que tornam a abordagem mais convincente.
Em fevereiro de 2025, os investigadores de blockchain ZachXBT e tanuki42 relataram perdas superiores a US$ 65 milhões entre usuários da Coinbase nos meses de dezembro de 2024 e janeiro de 2025. Eles estimaram ainda que os prejuízos anuais causados por golpes semelhantes de engenharia social poderiam ultrapassar US$ 300 milhões. A análise reuniu relatos de vítimas e movimentações on-chain, mas reconheceu que os dados disponíveis eram incompletos.
Em maio de 2025, outro relatório atribuiu aproximadamente US$ 45 milhões em perdas adicionais de usuários da Coinbase a golpes coordenados de engenharia social em apenas uma semana. Os números reforçam a visão de que os ataques foram persistentes e organizados. Sozinhos, no entanto, não comprovam que todos os incidentes tenham sido controlados pelo mesmo operador de carteiras.
Em uma das investigações, um endereço de consolidação foi associado a mais de 25 vítimas. Esse tipo de agrupamento ajuda a conectar transações e identificar um padrão de campanha, mas ainda representa uma atribuição indireta — não a prova da identidade real do criminoso.
A Coinbase informou, em maio de 2025, que criminosos subornaram funcionários terceirizados de suporte ao cliente no exterior para obter dados de usuários. Segundo a empresa, as informações seriam usadas para tornar mais convincentes as tentativas de se passar pela Coinbase e induzir clientes a enviar suas criptomoedas. A companhia estimou custos de remediação e de reembolso voluntário entre US$ 180 milhões e US$ 400 milhões.
O acesso a dados de clientes pode tornar um golpe de suporte muito mais persuasivo: alguém que conhece o nome, os contatos ou informações da conta da vítima tende a parecer mais legítimo. Mas as evidências públicas reunidas aqui não demonstram que os criminosos responsáveis pelo incidente envolvendo dados internos sejam as mesmas pessoas que controlavam as carteiras ligadas aos roubos mais amplos. Por isso, os dois episódios devem ser tratados como riscos relacionados, e não como uma atribuição comum já comprovada.
Em maio de 2025, uma carteira associada por investigadores a campanhas de phishing contra usuários da Coinbase teria trocado cerca de US$ 42,5 milhões em Bitcoin por Ether usando a THORChain. A carteira também enviou a ZachXBT uma mensagem on-chain com a frase “L bozo”.
A mensagem indicou que quem controlava a carteira estava disposto a provocar publicamente um investigador. Ela não revelou o nome, a localização ou a ligação do responsável com todos os demais roubos atribuídos à campanha.
Um mixer de criptomoedas é projetado para complicar a ligação direta entre um depósito e um saque posterior. O Tornado Cash usa pools compartilhados e mecanismos de transação voltados à privacidade: os fundos depositados por um endereço podem ser retirados depois por outro. A blockchain não desaparece, mas o caminho simples entre a entrada e a saída se torna muito mais difícil de demonstrar.
Ainda é possível analisar horários, valores, padrões repetidos de comportamento das carteiras, bridges, corretoras descentralizadas e endereços de depósito em exchanges centralizadas. Esses elementos podem ajudar a estabelecer correlações. Correlação, porém, nem sempre basta para identificar a pessoa por trás de um saque ou convencer uma exchange ou um tribunal a bloquear os fundos. Quanto mais tempo os ativos permanecem fora de uma custódia rastreável, mais difícil pode ser recuperá-los.
Em 26 de novembro de 2024, o Tribunal de Apelações do Quinto Circuito dos Estados Unidos decidiu que o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro americano, conhecido pela sigla OFAC, excedeu sua autoridade legal ao sancionar os smart contracts imutáveis do Tornado Cash. Para o tribunal, esses contratos não eram “propriedade” que pudesse ser bloqueada com base na legislação aplicável.
A decisão tratou da base jurídica das sanções. Ela não legalizou roubos ou lavagem de dinheiro, não eliminou possíveis responsabilidades criminais e não garantiu que fundos enviados por um mixer possam ser recuperados. Também não transforma o uso suspeito de um mixer em prova automática de inocência ou culpa. A decisão judicial e a questão do uso criminoso são assuntos distintos.
O risco mais persistente revelado pelo caso não é uma falha misteriosa na infraestrutura de blockchain da Coinbase. É uma pessoa convincente do outro lado de uma ligação, mensagem ou link.
Usuários devem:
A movimentação de 16 de agosto mostra que os fundos associados à campanha relatada continuam ativos. Mas a conclusão mais importante é simples: a engenharia social pode superar controles técnicos robustos quando um criminoso consegue convencer um usuário legítimo a autorizar a transferência.
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A movimentação mais recente, reportada em 16 de agosto, envolveu cerca de US$ 500 mil convertidos em Ether e enviados pelo Tornado Cash, após uma transferência semelhante de aproximadamente US$ 2 milhões três semanas...
A movimentação mais recente, reportada em 16 de agosto, envolveu cerca de US$ 500 mil convertidos em Ether e enviados pelo Tornado Cash, após uma transferência semelhante de aproximadamente US$ 2 milhões três semanas... Os roubos teriam ocorrido por meio de falsas ligações e mensagens de suporte da Coinbase, que persuadiram vítimas a entregar acessos ou aprovar transferências — e não por uma exploração de smart contract.
O Tornado Cash dificulta a conexão direta entre depósitos e saques, mas não torna a blockchain invisível: horários, valores, comportamento das carteiras e pontos de saída ainda podem gerar pistas para investigadores.