A patente americana US 11,522,674 B1 foi concedida em 6 de dezembro de 2022. Intitulada “Encryption, decryption, and key generation apparatus and method involving Diophantine equation and artificial intelligence”, ela lista Lim como inventor e a Aires Investment Holdings como titular.
A partir daí, os irmãos passaram cerca de três anos desenvolvendo a LionGuard dentro da Aires. Lim manteve sua empresa de investimentos, enquanto Ken abriu mão de seu cargo sênior em produtos de banco privado e consultoria de investimentos para construir a startup.
A LionGuard é um aplicativo de criptografia de arquivos vendido por assinatura. A ferramenta foi projetada para proteger documentos armazenados no próprio dispositivo, em serviços de nuvem ou em redes.
O funcionamento descrito pela empresa é direto: o remetente gera uma chave de criptografia e a envia ao destinatário pretendido por meio do aplicativo. Para abrir o arquivo, o destinatário precisa usar a LionGuard para descriptografá-lo.
Aires afirma combinar sua abordagem proprietária, baseada em equações diofantinas, com componentes criptográficos já conhecidos. A descrição do produto em uma listagem da Microsoft menciona o uso de criptografia AES-256.
A principal preocupação explorada pela Aires é conhecida como “coletar agora, descriptografar depois”. Nesse cenário, um invasor rouba dados criptografados hoje e guarda os arquivos para tentar quebrá-los no futuro, quando computadores quânticos suficientemente capazes estiverem disponíveis.
A empresa diz que seu método de geração de chaves seria resistente a esse tipo de ataque porque a resolução das equações subjacentes seria computacionalmente inviável — inclusive para computadores quânticos.
Essa afirmação, porém, precisa ser interpretada com cuidado. Descrições como “inquebrável” são caracterizações da empresa ou da cobertura da imprensa, não uma garantia de segurança estabelecida de forma independente. A concessão de uma patente confirma que determinadas reivindicações foram aprovadas, mas não equivale à extensa criptoanálise pública, à padronização, à revisão da implementação e à validação independente normalmente esperadas de sistemas criptográficos de alta segurança.
Com os detalhes disponíveis, não é possível verificar se a LionGuard já passou por esse nível de avaliação.
Segundo o relato de junho de 2026, a LionGuard estava em fase beta e tinha mais de 100 assinantes. Entre os usuários empresariais estavam organizações dos setores de petróleo e gás, negociação de commodities, tecnologia educacional, serviços de nuvem e serviços bancários e financeiros.
O preço publicado era de S$ 388 por usuário ao mês. A Aires informou que pretendia reduzir a tarifa para alcançar pequenas e médias empresas, incluindo escritórios de advocacia e contabilidade, redes de alimentação, family offices e companhias maiores que lidam com dados sensíveis.
Além da criptografia de arquivos, a empresa afirma possuir quatro patentes internacionais relacionadas à criptografia avançada. Também testa aplicações para códigos bidimensionais, como códigos de barras e QR Codes, com foco em pagamentos, logística, autenticação de cadeias de suprimentos e identificação de produtos.
A Aires havia levantado mais de US$ 2 milhões com investidores privados e agências locais, incluindo a Enterprise Singapore. A empresa buscava uma possível listagem nos Estados Unidos, em Singapura ou no Japão para captar uma quantia de oito dígitos e financiar marketing e expansão internacional.
Na época do relato, a companhia tinha oito funcionários em MacPherson, em Singapura.
A empresa também se beneficia do movimento de Singapura para transformar sua pesquisa em tecnologias quânticas em aplicações comerciais — especialmente em segurança preparada para a era quântica.
A Estratégia Nacional de Tecnologias Quânticas do país prevê cerca de S$ 300 milhões em cinco anos. O investimento se soma a mais de S$ 400 milhões aplicados anteriormente em pesquisa e desenvolvimento quântico, com iniciativas voltadas a talentos, infraestrutura, pesquisa e capacidade comercial.
A Aires ocupa um espaço relativamente enxuto e focado em cibersegurança dentro desse ecossistema. Em vez de construir hardware de computação quântica, a empresa tenta transformar uma abordagem de proteção pós-quântica em um software que possa ser usado por organizações.
A trajetória dos irmãos não é apenas um caso de pesquisa acadêmica que virou startup. Ela também reflete uma tentativa de antecipar um mercado que, inicialmente, ainda era pouco maduro.
Ken contou que, em 2023, algumas pessoas confundiam “criptografia quântica” com criptomoedas. Em 2026, segundo ele, os potenciais clientes já perguntavam mais sobre integração, cronogramas de implantação e preparação de longo prazo.
Essa mudança no tipo de conversa com os clientes, somada à decisão de abandonar carreiras consolidadas no setor financeiro, ajudou a convencer os irmãos a comercializar a patente de Lim em vez de mantê-la como um ativo acadêmico ou pessoal.
A aposta da Aires é que uma combinação de matemática difícil e software simples de implantar possa oferecer uma alternativa para empresas preocupadas com a próxima geração de ameaças digitais. Mas, como acontece com qualquer promessa criptográfica de alto impacto, a confiança definitiva dependerá menos do marketing e mais da avaliação independente da comunidade de segurança.
A patente americana US 11,522,674 B1 foi concedida em 6 de dezembro de 2022. Intitulada “Encryption, decryption, and key generation apparatus and method involving Diophantine equation and artificial intelligence”, ela lista Lim como inventor e a Aires Investment Holdings como titular.
A partir daí, os irmãos passaram cerca de três anos desenvolvendo a LionGuard dentro da Aires. Lim manteve sua empresa de investimentos, enquanto Ken abriu mão de seu cargo sênior em produtos de banco privado e consultoria de investimentos para construir a startup.
A LionGuard é um aplicativo de criptografia de arquivos vendido por assinatura. A ferramenta foi projetada para proteger documentos armazenados no próprio dispositivo, em serviços de nuvem ou em redes.
O funcionamento descrito pela empresa é direto: o remetente gera uma chave de criptografia e a envia ao destinatário pretendido por meio do aplicativo. Para abrir o arquivo, o destinatário precisa usar a LionGuard para descriptografá-lo.
Aires afirma combinar sua abordagem proprietária, baseada em equações diofantinas, com componentes criptográficos já conhecidos. A descrição do produto em uma listagem da Microsoft menciona o uso de criptografia AES-256.
A principal preocupação explorada pela Aires é conhecida como “coletar agora, descriptografar depois”. Nesse cenário, um invasor rouba dados criptografados hoje e guarda os arquivos para tentar quebrá-los no futuro, quando computadores quânticos suficientemente capazes estiverem disponíveis.
A empresa diz que seu método de geração de chaves seria resistente a esse tipo de ataque porque a resolução das equações subjacentes seria computacionalmente inviável — inclusive para computadores quânticos.
Essa afirmação, porém, precisa ser interpretada com cuidado. Descrições como “inquebrável” são caracterizações da empresa ou da cobertura da imprensa, não uma garantia de segurança estabelecida de forma independente. A concessão de uma patente confirma que determinadas reivindicações foram aprovadas, mas não equivale à extensa criptoanálise pública, à padronização, à revisão da implementação e à validação independente normalmente esperadas de sistemas criptográficos de alta segurança.
Com os detalhes disponíveis, não é possível verificar se a LionGuard já passou por esse nível de avaliação.
Segundo o relato de junho de 2026, a LionGuard estava em fase beta e tinha mais de 100 assinantes. Entre os usuários empresariais estavam organizações dos setores de petróleo e gás, negociação de commodities, tecnologia educacional, serviços de nuvem e serviços bancários e financeiros.
O preço publicado era de S$ 388 por usuário ao mês. A Aires informou que pretendia reduzir a tarifa para alcançar pequenas e médias empresas, incluindo escritórios de advocacia e contabilidade, redes de alimentação, family offices e companhias maiores que lidam com dados sensíveis.
Além da criptografia de arquivos, a empresa afirma possuir quatro patentes internacionais relacionadas à criptografia avançada. Também testa aplicações para códigos bidimensionais, como códigos de barras e QR Codes, com foco em pagamentos, logística, autenticação de cadeias de suprimentos e identificação de produtos.
A Aires havia levantado mais de US$ 2 milhões com investidores privados e agências locais, incluindo a Enterprise Singapore. A empresa buscava uma possível listagem nos Estados Unidos, em Singapura ou no Japão para captar uma quantia de oito dígitos e financiar marketing e expansão internacional.
Na época do relato, a companhia tinha oito funcionários em MacPherson, em Singapura.
A empresa também se beneficia do movimento de Singapura para transformar sua pesquisa em tecnologias quânticas em aplicações comerciais — especialmente em segurança preparada para a era quântica.
A Estratégia Nacional de Tecnologias Quânticas do país prevê cerca de S$ 300 milhões em cinco anos. O investimento se soma a mais de S$ 400 milhões aplicados anteriormente em pesquisa e desenvolvimento quântico, com iniciativas voltadas a talentos, infraestrutura, pesquisa e capacidade comercial.
A Aires ocupa um espaço relativamente enxuto e focado em cibersegurança dentro desse ecossistema. Em vez de construir hardware de computação quântica, a empresa tenta transformar uma abordagem de proteção pós-quântica em um software que possa ser usado por organizações.
A trajetória dos irmãos não é apenas um caso de pesquisa acadêmica que virou startup. Ela também reflete uma tentativa de antecipar um mercado que, inicialmente, ainda era pouco maduro.
Ken contou que, em 2023, algumas pessoas confundiam “criptografia quântica” com criptomoedas. Em 2026, segundo ele, os potenciais clientes já perguntavam mais sobre integração, cronogramas de implantação e preparação de longo prazo.
Essa mudança no tipo de conversa com os clientes, somada à decisão de abandonar carreiras consolidadas no setor financeiro, ajudou a convencer os irmãos a comercializar a patente de Lim em vez de mantê-la como um ativo acadêmico ou pessoal.
A aposta da Aires é que uma combinação de matemática difícil e software simples de implantar possa oferecer uma alternativa para empresas preocupadas com a próxima geração de ameaças digitais. Mas, como acontece com qualquer promessa criptográfica de alto impacto, a confiança definitiva dependerá menos do marketing e mais da avaliação independente da comunidade de segurança.