Em 15 de agosto, ataques aéreos israelenses mataram pelo menos 11 pessoas nas vilas de Ansar e Deir al-Zahrani, no sul do Líbano — o ataque mais letal desde o início da trégua . O ataque em Ansar matou sete pessoas, incluindo três crianças e duas mulheres, enquanto um segundo ataque em Deir al-Zahrani matou mais quatro
. Os militares israelenses disseram que os bombardeios tiveram como alvo combatentes do Hezbollah e foram uma resposta a "violações flagrantes do cessar-fogo" pelo grupo
.
O Ministério da Saúde do Líbano e a agência de notícias estatal confirmaram o número de mortos. Os ataques atingiram casas nos arredores de Ansar e em Deir al-Zahrani, áreas a aproximadamente 20 quilômetros da fronteira que não eram bombardeadas nessa profundidade desde o início da trégua, há dois meses .
Em 16 de agosto, as IDF confirmaram a morte de Abu Hassan Alaa (nascido Ali Mohammad Fakhr al-Din), um comandante sênior da Unidade Badr do Hezbollah, em um ataque na área de Deir al-Zahrani . As IDF afirmaram que Alaa estava envolvido no planejamento e execução de ataques contra tropas israelenses, incluindo o lançamento de mísseis antitanque e drones explosivos contra soldados no sul do Líbano
. Relatos israelenses indicam que pelo menos dois comandantes do Hezbollah foram mortos nas operações da noite
. As IDF afirmaram que os familiares mortos no ataque não eram os alvos pretendidos
. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que os ataques foram uma retaliação a uma ação do Hezbollah que feriu três soldados no início de 15 de agosto
. O Hezbollah não confirmou a morte de nenhum comandante.
Várias fontes indicam que o Hezbollah interrompeu as principais operações militares desde o cessar-fogo de junho. Relatos de meados de julho sugerem que o Irã instruiu o Hezbollah e seus representantes a "se prepararem para um conflito mais amplo e severo" em meio à escalada das hostilidades entre EUA e Irã . O líder do Hezbollah, Sheikh Naim Qassem, em 14 de agosto, denunciou publicamente a aceitação pelo governo libanês do acordo mediado pelos EUA, chamando-o de "erro" e pedindo o fim da "humilhação" nas negociações com Israel
. O grupo ameaçou uma "resposta apropriada" aos ataques de 15 e 16 de agosto
.
A afirmação específica de que o Hezbollah está esperando um "sinal verde" explícito do Irã antes de lançar uma escalada total é relatada pela mídia regional, mas não é diretamente confirmada pelas fontes de maior autoridade analisadas. O que está claro é que a direção estratégica do Irã restringe fortemente a liberdade do Hezbollah de escalar de forma independente . Fontes libanesas citadas pelo site dos Emirados Árabes Erem News e pelo Israel Hayom indicam que o Hezbollah está reforçando posições ao norte do rio Litani e elaborando planos para ataques intensivos contra comunidades israelenses no norte, aguardando um sinal verde de Teerã que depende de como o confronto mais amplo entre EUA e Irã se desenvolver .
O acordo de cessar-fogo de 60 dias entre os EUA e o Irã, alcançado em junho de 2026, expira em 17 de agosto sem progressos significativos . O MOU tinha a intenção de reduzir as hostilidades sobre o Estreito de Ormuz e questões nucleares, mas as negociações estagnaram, aumentando o risco de que as hostilidades entre EUA e Irã sejam retomadas e desestabilizem ainda mais a situação no Líbano
. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, escreveu no X que "O Estreito de Ormuz foi, é e continuará sendo território iraniano"
.
Conclusão: O cessar-fogo está se desgastando, mas não entrou em colapso total. Os ataques de 15 e 16 de agosto e a morte de um comandante sênior do Hezbollah representam a escalada mais séria desde junho. A mídia israelense noticiou que o exército está se preparando para uma possível escalada de vários dias no Líbano . Se isso se transformará em um conflito mais amplo depende fortemente da tomada de decisão do Irã — com o MOU EUA-Irã expirando sem renovação — e do cálculo político de Israel antes das eleições de outubro.
Nota sobre limitações: Vários detalhes neste relatório — incluindo o Hezbollah esperar explicitamente por um "sinal verde" iraniano, o bloqueio específico do avanço israelense na Cordilheira de Ali al-Taher e declarações detalhadas do presidente Joseph Aoun e da UNIFIL — não são totalmente corroborados pelas fontes de maior autoridade analisadas. Esses elementos são relatados pela mídia regional, mas se beneficiariam de fontes diretas para confirmação total.