Do montante adicional, aproximadamente US$ 420 milhões serão destinados ao tratamento de jovens do estado, US$ 97 milhões para programas de prevenção em saúde mental e US$ 50 milhões para cobrir honorários advocatícios e custas processuais .
A corte não se limitou a multar. Ela impôs uma verdadeira 'reforma' nas plataformas para usuários do Novo México com menos de 18 anos, com validade de cinco anos . As principais exigências incluem:
O juiz Biedscheid foi enfático ao classificar a Meta como um 'incômodo público' (public nuisance) segundo a lei do Novo México, comparando as plataformas da empresa a uma fábrica poluidora . Em sua decisão, ele escreveu que as redes sociais são uma 'causa significativa' da 'crise atual e contínua de saúde mental entre os jovens do Novo México'
.
O magistrado citou especificamente:
A Meta já declarou que pretende recorrer da decisão . Durante todo o processo, a empresa argumentou que a Seção 230 do Communications Decency Act (uma lei federal dos EUA) impede esse tipo de ação estadual, e que a multa e as determinações sobre a plataforma são inconstitucionais
. A companhia também afirmou que já investe pesadamente em ferramentas de segurança para adolescentes e que a ordem judicial é excessiva
.
O Procurador-Geral do Novo México, Raúl Torrez, comemorou a decisão como uma vitória histórica. Ele declarou que a Meta criou 'um sistema de vício e exploração' direcionado a crianças e que esta decisão envia uma mensagem clara de que as empresas de tecnologia serão responsabilizadas pelas leis estaduais de incômodo público . Torrez descreveu o fundo de US$ 567 milhões como um 'remédio histórico' que financiará diretamente o tratamento de saúde mental para jovens prejudicados pelas plataformas
. Ele enfatizou que as mudanças na plataforma — como o toque de recolher de notificações, o limite de uso e a remoção das curtidas — estabelecem um novo padrão de como as empresas de tecnologia devem projetar produtos para menores
.