Jill Lepore, historiadora de Harvard e escritora da The New Yorker, argumenta no seu novo livro que as empresas de tecnologia do Vale do Silício estão, silenciosamente, assumindo funções centrais do governo democrátic... Lepore critica líderes como Elon Musk e Sam Altman como 'maus leitores' que interpretam história...
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Create a landscape editorial hero image for this Studio Global article: What does historian Jill Lepore argue in her upcoming book "The Rise and Fall of the Artificial State" about Silicon Valley's replacement of. Article summary: In her upcoming book The Rise and Fall of the Artificial State (out August 25, 2026), Harvard historian and New Yorker writer Jill Lepore argues that Silicon Valley tech companies are quietly taking over the core functio. Topic tags: general web, ai safety, ai, automation, workflow. Style: premium digital editorial illustration, source-backed research mood, clean composition, high detail, modern web publication hero. Use reference image context only for broad subject, composition, and topical grounding; do not copy the exact image. Avoid: logos, brand marks, copyrighted characters, real person likenesses, fake screenshots, UI text, readable text, watermarks, ch
Em seu aguardado livro The Rise and Fall of the Artificial State (Ascensão e Queda do Estado Artificial), com lançamento previsto para 25 de agosto de 2026, a historiadora de Harvard e escritora da The New Yorker, Jill Lepore, faz um alerta contundente: as empresas de tecnologia do Vale do Silício estão, de forma silenciosa e gradual, tomando para si as funções essenciais do governo democrático e as substituindo por um regime corporativo e algorítmico — um sistema que ela denomina "Estado Artificial" . A seguir, os principais argumentos da obra.
Lepore alerta que empresas de tecnologia estão cada vez mais usurpando funções que antes eram prerrogativas dos governos democráticos, como julgar discursos, determinar o acesso à informação e moldar o debate público . Ela descreve essa mudança como "um retorno à tirania e à mistificação, na forma de governo por algoritmos, corporações e máquinas"
.
A historiadora critica líderes do setor, como Elon Musk e Sam Altman, classificando-os como "maus leitores" que interpretam a ficção científica distópica — histórias escritas como alertas sobre os perigos do avanço tecnológico descontrolado — como se fossem plantas baixas ou manuais de instruções a serem seguidos à risca . Para Lepore, esses executivos tratam contos de advertência (como O Exterminador do Futuro e Blade Runner) como guias aspiracionais, e não como avisos morais
.
Lepore traça a origem do Estado Artificial a partir de dois momentos decisivos. O icônico anúncio da Apple no Super Bowl de 1984 (que apresentou o Macintosh) posicionou a empresa como uma libertadora que quebrava o monopólio do "Grande Irmão", ajudando a transformar a percepção pública das empresas de tecnologia de entidades comerciais em forças emancipatórias . Já a Lei de Telecomunicações de 1996 desregulamentou os setores de telecomunicações e mídia nos EUA, permitindo a consolidação do poder corporativo e a ascensão dos monopólios de plataformas digitais
.
Lepore rejeita a narrativa do Vale do Silício de que plataformas de mídia social, especialmente o Twitter, seriam equivalentes modernos de uma praça pública ou fórum democrático. Ela argumenta que essas plataformas oferecem uma imagem profundamente distorcida do eleitorado e são espaços privados governados por interesses corporativos, não por deliberação democrática . Esse mito, segundo ela, obscurece o grau em que empresas privadas controlam o discurso público.
Lepore sustenta que o Estado Artificial é fundamentalmente insustentável porque implica o rompimento da humanidade com o mundo natural . Influenciados por filosofias como o longtermismo, líderes de tecnologia têm abandonado os esforços para mitigar as mudanças climáticas na Terra, preferindo imaginar um futuro em que a humanidade fuja de um planeta moribundo para Marte ou outras colônias extraterrestres
. Essa fantasia de escapar do colapso ecológico por meio da transcendência tecnológica, para ela, é moralmente falida e fisicamente impossível em larga escala — tornando o Estado Artificial um projeto condenado que acelera a própria destruição que afirma querer evitar
.
Ao longo do livro, Lepore convoca historiadores e humanistas a se engajarem mais diretamente com tecnólogos e formuladores de políticas públicas . Ela argumenta que os líderes da indústria de tecnologia operam com uma profunda ignorância da história, da teoria política e da governança constitucional — e que essa ignorância tem consequências perigosas. Uma maior colaboração, em sua visão, traria uma perspectiva histórica crucial para as decisões sobre automação, governança de IA e o design de sistemas que, cada vez mais, governam a vida das pessoas
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Jill Lepore, historiadora de Harvard e escritora da The New Yorker, argumenta no seu novo livro que as empresas de tecnologia do Vale do Silício estão, silenciosamente, assumindo funções centrais do governo democrátic...
Jill Lepore, historiadora de Harvard e escritora da The New Yorker, argumenta no seu novo livro que as empresas de tecnologia do Vale do Silício estão, silenciosamente, assumindo funções centrais do governo democrátic... Lepore critica líderes como Elon Musk e Sam Altman como 'maus leitores' que interpretam histórias de ficção científica distópica, que são alertas sobre os excessos da tecnologia, como se fossem manuais de instruções a...
A historiadora identifica o anúncio da Apple no Super Bowl de 1984 e a Lei de Telecomunicações dos EUA de 1996 como momentos históricos cruciais que pavimentaram o caminho para a ascensão do Estado Artificial.