A historiadora critica líderes do setor, como Elon Musk e Sam Altman, classificando-os como "maus leitores" que interpretam a ficção científica distópica — histórias escritas como alertas sobre os perigos do avanço tecnológico descontrolado — como se fossem plantas baixas ou manuais de instruções a serem seguidos à risca . Para Lepore, esses executivos tratam contos de advertência (como O Exterminador do Futuro e Blade Runner) como guias aspiracionais, e não como avisos morais .
Lepore traça a origem do Estado Artificial a partir de dois momentos decisivos. O icônico anúncio da Apple no Super Bowl de 1984 (que apresentou o Macintosh) posicionou a empresa como uma libertadora que quebrava o monopólio do "Grande Irmão", ajudando a transformar a percepção pública das empresas de tecnologia de entidades comerciais em forças emancipatórias . Já a Lei de Telecomunicações de 1996 desregulamentou os setores de telecomunicações e mídia nos EUA, permitindo a consolidação do poder corporativo e a ascensão dos monopólios de plataformas digitais .
Lepore rejeita a narrativa do Vale do Silício de que plataformas de mídia social, especialmente o Twitter, seriam equivalentes modernos de uma praça pública ou fórum democrático. Ela argumenta que essas plataformas oferecem uma imagem profundamente distorcida do eleitorado e são espaços privados governados por interesses corporativos, não por deliberação democrática . Esse mito, segundo ela, obscurece o grau em que empresas privadas controlam o discurso público.
Lepore sustenta que o Estado Artificial é fundamentalmente insustentável porque implica o rompimento da humanidade com o mundo natural . Influenciados por filosofias como o longtermismo, líderes de tecnologia têm abandonado os esforços para mitigar as mudanças climáticas na Terra, preferindo imaginar um futuro em que a humanidade fuja de um planeta moribundo para Marte ou outras colônias extraterrestres . Essa fantasia de escapar do colapso ecológico por meio da transcendência tecnológica, para ela, é moralmente falida e fisicamente impossível em larga escala — tornando o Estado Artificial um projeto condenado que acelera a própria destruição que afirma querer evitar .
Ao longo do livro, Lepore convoca historiadores e humanistas a se engajarem mais diretamente com tecnólogos e formuladores de políticas públicas . Ela argumenta que os líderes da indústria de tecnologia operam com uma profunda ignorância da história, da teoria política e da governança constitucional — e que essa ignorância tem consequências perigosas. Uma maior colaboração, em sua visão, traria uma perspectiva histórica crucial para as decisões sobre automação, governança de IA e o design de sistemas que, cada vez mais, governam a vida das pessoas .
A historiadora critica líderes do setor, como Elon Musk e Sam Altman, classificando-os como "maus leitores" que interpretam a ficção científica distópica — histórias escritas como alertas sobre os perigos do avanço tecnológico descontrolado — como se fossem plantas baixas ou manuais de instruções a serem seguidos à risca . Para Lepore, esses executivos tratam contos de advertência (como O Exterminador do Futuro e Blade Runner) como guias aspiracionais, e não como avisos morais .
Lepore traça a origem do Estado Artificial a partir de dois momentos decisivos. O icônico anúncio da Apple no Super Bowl de 1984 (que apresentou o Macintosh) posicionou a empresa como uma libertadora que quebrava o monopólio do "Grande Irmão", ajudando a transformar a percepção pública das empresas de tecnologia de entidades comerciais em forças emancipatórias . Já a Lei de Telecomunicações de 1996 desregulamentou os setores de telecomunicações e mídia nos EUA, permitindo a consolidação do poder corporativo e a ascensão dos monopólios de plataformas digitais .
Lepore rejeita a narrativa do Vale do Silício de que plataformas de mídia social, especialmente o Twitter, seriam equivalentes modernos de uma praça pública ou fórum democrático. Ela argumenta que essas plataformas oferecem uma imagem profundamente distorcida do eleitorado e são espaços privados governados por interesses corporativos, não por deliberação democrática . Esse mito, segundo ela, obscurece o grau em que empresas privadas controlam o discurso público.
Lepore sustenta que o Estado Artificial é fundamentalmente insustentável porque implica o rompimento da humanidade com o mundo natural . Influenciados por filosofias como o longtermismo, líderes de tecnologia têm abandonado os esforços para mitigar as mudanças climáticas na Terra, preferindo imaginar um futuro em que a humanidade fuja de um planeta moribundo para Marte ou outras colônias extraterrestres . Essa fantasia de escapar do colapso ecológico por meio da transcendência tecnológica, para ela, é moralmente falida e fisicamente impossível em larga escala — tornando o Estado Artificial um projeto condenado que acelera a própria destruição que afirma querer evitar .
Ao longo do livro, Lepore convoca historiadores e humanistas a se engajarem mais diretamente com tecnólogos e formuladores de políticas públicas . Ela argumenta que os líderes da indústria de tecnologia operam com uma profunda ignorância da história, da teoria política e da governança constitucional — e que essa ignorância tem consequências perigosas. Uma maior colaboração, em sua visão, traria uma perspectiva histórica crucial para as decisões sobre automação, governança de IA e o design de sistemas que, cada vez mais, governam a vida das pessoas .