Zelensky confirmou a recusa mais tarde, durante uma reunião do Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ucrânia em 5 de agosto de 2026 . Ele não descartou que a decisão pudesse estar relacionada ao fato de a Ucrânia estar sendo "mais complacente" nas negociações
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Os Estados Unidos queimaram uma quantidade impressionante de interceptadores Patriot desde que sua guerra com o Irã começou em fevereiro de 2026. De acordo com números obtidos pelo The New York Times, os militares dos EUA dispararam mais de 1.500 interceptadores Patriot, restando menos de 1.700 no inventário . Repor essa carência levaria mais de dois anos, mesmo em ritmo acelerado de produção
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Uma análise do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) estimou que o estoque americano de mísseis Patriot PAC-3 MSE diminuiu cerca de 55% a 65% . Os números atualizados do think tank, que levam em conta os combates após um cessar-fogo, mostram que restam apenas 759 dos mísseis Patriot americanos de ponta no estoque
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O Exército dos EUA usou "virtualmente todos" os seus estoques de mísseis de precisão de longo alcance durante a campanha no Irã, e cerca de metade de seus inventários de Patriot e THAAD (Sistema de Defesa de Área de Alta Altitude Terminal), segundo a Reuters . A capacidade de produção anual é de apenas cerca de 600 interceptadores PAC-3 por ano pela Lockheed Martin, muito abaixo da taxa de consumo em tempos de guerra
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O secretário de Defesa Pete Hegseth chamou os relatos de escassez de "história fabricada" em junho de 2026, mas dois meses antes ele admitiu que repor os estoques de mísseis poderia levar "meses e anos" .
A escassez já afetou outros aliados: autoridades americanas disseram ao The New York Times que Washington atrasou entregas de armas para "clientes na Europa e na Ásia" .
As conversas entre Washington e Kiev sobre licenciar a produção do Patriot para a Ucrânia continuam, mas nenhum acordo final foi assinado, e o presidente Trump expressou dúvidas sobre o arranjo . Embora os EUA estejam avançando com as discussões — incluindo uma opção para a Ucrânia fabricar alguns componentes para montagem final em outro lugar na Europa — novos interceptadores produzidos sob qualquer acordo não chegariam antes de um ano ou mais .
Mesmo que um acordo seja fechado, o próprio Zelensky admitiu que estabelecer a produção doméstica levará de 12 meses a vários anos, devido a longos procedimentos burocráticos . No final de julho de 2026, a Ucrânia e a Raytheon concordaram em princípio em iniciar a produção conjunta, mas o Pentágono ainda está avaliando os cursos de ação .
O embaixador dos EUA na OTAN, Matthew Whitaker, declarou em 4 de agosto de 2026 que um acordo de produção de longo prazo "não será concluído antes deste inverno", ressaltando que os interceptadores Patriot PAC-3 permanecem estritamente controlados pelas regras de exportação dos EUA .
A Rússia está explorando deliberadamente a escassez de Patriot na Ucrânia, lançando barragens maciças de mísseis balísticos que sobrecarregam as defesas aéreas esgotadas . As entregas aliadas de interceptadores de defesa aérea para a Ucrânia em 2026 caíram para apenas um terço do nível de 2025
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Zelensky disse à CNN em agosto de 2026 que a Ucrânia atualmente tem apenas 1% do estoque americano de Patriots e precisa de 5% para sobreviver ao inverno — um número que, segundo ele, permitiria à Ucrânia "destruir todas" as capacidades de mísseis balísticos da Rússia . "Se eles nos venderem 5%, vamos passar o inverno e salvar vidas", disse Zelensky
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A Rússia tem usado mísseis balísticos fornecidos pela Coreia do Norte em sua campanha intensificada . No início de agosto de 2026, ataques russos a Kiev e região mataram pelo menos 17 pessoas, e autoridades ucranianas disseram que a escassez de interceptadores custou diretamente vidas que poderiam ter sido salvas . Cidades como Odesa foram mergulhadas na escuridão após ataques russos, e o número de mísseis balísticos que a Rússia lança por mês dobrou em comparação com 2025
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O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) avaliou que a Rússia está repriorizando a produção de mísseis balísticos e de cruzeiro especificamente para explorar a escassez de Patriot na Ucrânia .
A Ucrânia está presa entre uma administração americana que não quer se desfazer dos escassos estoques de Patriots consumidos pela guerra com o Irã, um caminho de produção doméstica que levará anos para se concretizar, e um exército russo que está acelerando os ataques com mísseis balísticos precisamente porque sabe que os suprimentos de interceptadores da Ucrânia estão em níveis criticamente baixos. Sem uma infusão rápida de interceptadores — que parece improvável — a Ucrânia enfrenta um inverno de cobertura de defesa aérea drasticamente reduzida e ataques russos intensificados contra suas cidades e infraestrutura energética.