A trégua entre Estados Unidos e Irã expira na segunda-feira sem nenhum acordo de renovação à vista, e a crise no Estreito de Ormuz se intensificou drasticamente na última semana. O cenário é de confronto direto, com o tráfego marítimo praticamente paralisado e o preço do petróleo em alta. Confira o panorama completo com base nas últimas reportagens.
Ataques a navios e acusações mútuas
- Pelo menos dois navios foram atacados no Estreito de Ormuz na quinta-feira, 13 de agosto, segundo os Emirados Árabes Unidos (EAU), que afirmam que o Irã foi o responsável pelos ataques
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. No dia 11 de agosto, os EUA e os houthis do Iêmen reportaram ataques separados a embarcações no Golfo de Omã
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- As ondas anteriores de ataques incluem: três petroleiros atingidos por projéteis no início de julho (o que levou a ataques dos EUA e à revogação da licença de petróleo do Irã)
; um ataque de drone iraniano a um navio de carga no final de junho (respondido com ataques retaliatórios dos EUA)
; e a apreensão de dois navios pelo Irã em abril
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- As acusações: Os EAU culpam diretamente o Irã pelos últimos ataques com mísseis
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. O Irã afirma que o Estreito permanecerá fechado para embarcações não autorizadas, proibindo o trânsito de navios dos EUA e de Israel, e insiste que Washington deve aceitar suas condições antes que o transporte seja retomado ![]()
. Os EUA, por sua vez, dizem ter "controle total" da via navegável — uma afirmação que o Irã nega veementemente
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Tráfego marítimo praticamente parado
- O trânsito pelo Estreito de Ormuz "parecia ter chegado a uma paralisação quase total" na sexta-feira, 14 de agosto, após os últimos ataques e novas ameaças dos EUA
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- No início de julho, apenas 25 navios passaram pelo Estreito em um único dia (contra 49 no dia anterior), de acordo com a empresa de dados marítimos Kpler — uma queda de 50%
. A via navegável normalmente transporta cerca de um quinto do suprimento diário mundial de petróleo e GNL
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Negociações travadas e exigências ampliadas do Irã
- No dia 8 de agosto, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã emitiu uma série de condições para a reabertura do Estreito. O secretário Mohammad Bagher Zolghadr disse que os EUA devem:
- Encerrar permanentemente a guerra contra o Irã e seus aliados
- Suspender o bloqueio naval dos EUA
- Eliminar todas as sanções
- Retirar as tropas da região
- "Corrigir seu comportamento" e nunca mais ameaçar o Irã
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- O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou no dia 9 de agosto que não há negociações diretas em andamento entre Teerã e Washington, e que intermediários ainda tentam encontrar uma forma de retomar as conversas
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- Ambos os lados estão apresentando exigências cada vez mais amplas, em vez de convergirem
. O memorando de entendimento de junho, que havia interrompido as hostilidades, entrou em colapso ![]()
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Pressão econômica e militar dos EUA
- No dia 13 de agosto, os EUA afirmaram que podem manter um bloqueio naval ao Irã "indefinidamente" e prometeram aumentar a pressão econômica à medida que o prazo do cessar-fogo se aproxima
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- No dia 14 de agosto, os EUA alertaram que intensificariam ainda mais a pressão econômica após os dois últimos ataques a navios
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- Rodadas anteriores de coerção incluíram: a revogação da licença de vendas de petróleo do Irã (7 de julho)
; o lançamento de centenas de ataques contra alvos iranianos em retaliação a ataques a navios
; e a exigência de Trump de compensação do Irã por mortes ligadas ao conflito
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Preços do petróleo e da gasolina
- O barril do petróleo Brent fechou a US$ 88,52 em 14 de agosto, alta de US$ 1,45 (1,67%), com o WTI a US$ 85,38 o barril
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- A Agência Internacional de Energia (AIE) reduziu sua previsão de demanda de petróleo para 2026 em 1,6 milhão de barris por dia, citando a interrupção em Ormuz
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- Os preços da gasolina nos EUA estão subindo, já que a redução das remessas de petróleo bruto através de Ormuz pressiona as refinarias domésticas; Trump alertou os motoristas para se prepararem para custos mais altos
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- O petróleo chegou a ser negociado acima de US$ 90 o barril em meados de julho, quando o tráfego quase parou
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Avaliações de especialistas
- Fontes diplomáticas descrevem as conversas como não evoluindo para um acordo ou mesmo um memorando de entendimento neste estágio, com as exigências conflitantes do Irã tornando um acordo algo distante
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- Analistas observam que o Irã efetivamente antecipou todas as suas principais exigências (retirada da ameaça dos EUA, alívio financeiro e gestão iraniana do Estreito) enquanto adia a discussão de seu programa nuclear — algo inaceitável para o governo Trump
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- O risco de um impasse prolongado é alto. Sem negociações diretas entre EUA e Irã em andamento, o canal mediado por Omã parece insuficiente para reduzir a diferença, e ambos os lados estão endurecendo suas posições
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