Contratos perpétuos pré-IPO são derivativos sintéticos que acompanham o preço das ações de uma empresa antes de ela começar a ser negociada em uma bolsa de valores pública. Eles não têm data de vencimento — daí o termo "perpétuo" — e permitem que os traders assumam posições compradas (long) ou vendidas (short) alavancadas. A Hyperliquid lançou seu contrato UNITREE em 4 de agosto de 2026, a um preço inicial de ~US$ 73,33 por ação, o que implicava um valor de mercado de cerca de US$ 297 bilhões. O preço rapidamente se estabilizou perto de US$ 74 e, desde então, subiu para a faixa de US$ 92 a US$ 94 em meados de agosto.
A Bybit seguiu o exemplo por volta de 15 de agosto, lançando seu próprio contrato perpétuo pré-IPO da Unitree, expandindo o pré-mercado baseado em cripto para uma segunda grande exchange.
A diferença entre o preço do contrato perpétuo cripto (~US$ 93) e o preço oficial da IPO (~US$ 22,37) é enorme. Vários fatores explicam isso:
A grande incógnita: a ação vai subir para encontrar o preço do contrato perpétuo no dia de sua estreia, ou o prêmio do perpétuo vai desabar em direção ao preço da IPO? A resposta moldará como reguladores e emissores enxergam esses pré-mercados sintéticos.
Os contratos perpétuos pré-IPO operam em uma zona cinzenta regulatória. Principais desenvolvimentos:
A IPO da Unitree é um caso de teste emblemático para contratos perpétuos pré-IPO, mas não é um evento isolado. A Hyperliquid também lançou um contrato perpétuo pré-IPO para a SpaceX em maio de 2026, que em certo ponto implicava um valuation acima de US$ 2,5 trilhões. A tendência levanta cinco questões em aberto:
Por enquanto, a história é simples: traders de cripto atribuíram um valuation de US$ 38 bilhões a uma empresa que abre o capital oficialmente a US$ 9 bilhões. O mercado — e os reguladores — estão observando para ver quem pisca primeiro.