Em 12 de agosto, tropas israelenses entraram em confronto breve com os colonos e desmontaram um posto avançado ilegal montado com uma tenda, mas depois se retiraram . Os colonos retornaram e restabeleceram o cerco, enquanto os soldados das FDI permaneceram por dias sem intervir
. Em 13 de agosto, as FDI efetivamente colocaram a aldeia em lockdown, posicionando tropas dentro de casas palestinas e forçando duas das famílias sitiadas a deixar suas propriedades
. O prefeito de Qusra, Abdul Karim, declarou que o exército declarou a área como zona militar fechada, bloqueando jornalistas e ativistas — mas não os colonos
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Em 14 e 15 de agosto, colonos atacaram as equipes municipais que chegaram para restaurar a água e a luz nas três casas . De acordo com o prefeito, as forças israelenses intervieram — mas prenderam quatro dos eletricistas e bloquearam o veículo deles, em vez de remover os colonos
. Até 15 de agosto, pelo menos 18 colonos permaneciam na área, continuando a cercar as propriedades
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Em 14 de agosto, as FDI anunciaram que investigariam sua própria conduta em Qusra . A investigação cobre:
A crise expôs um vácuo de poder. O ministro da Defesa, Israel Katz, retirou do exército a autoridade sobre crimes de colonos no início de 2026, transferindo a aplicação da lei para a polícia — uma medida que grupos de direitos humanos dizem ter sido criada para proteger os colonos de processos . Tanto os militares quanto a polícia encaminharam perguntas sobre prisões em Qusra para a outra agência
. Figuras da coalizão de extrema-direita, incluindo o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich (ele mesmo um líder de colonos), resistem a qualquer repressão, vendo os colonos como uma base política fundamental
. Smotrich luta por sua sobrevivência política antes das eleições de outubro, limitando a margem de manobra do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu contra os colonos
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O governo Biden montou uma pressão diplomática significativa. A Casa Branca quer que o primeiro-ministro Netanyahu condene publicamente a violência dos colonos — algo que ele não havia feito até 14 de agosto .
O embaixador dos EUA, Mike Huckabee, um apoiador declarado e de longa data dos assentamentos israelenses, emitiu uma repreensão incomumente dura . Em 13 de agosto, ele postou no X (antigo Twitter) chamando os colonos de "terroristas israelenses" e descrevendo o cerco como um "ato de terror horripilante"
. Ele disse que a embaixada dos EUA havia solicitado diretamente que as forças de segurança israelenses removessem os colonos
. No entanto, Huckabee também defendeu o movimento de colonos e as FDI como um todo, afirmando que a crise não refletia sobre os assentamentos em geral
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O Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) informou que as forças israelenses impediram que médicos, ativistas solidários e jornalistas chegassem às famílias sitiadas . Uma reunião do Conselho de Segurança da ONU em 12 de agosto descreveu as condições na Cisjordânia como tendo atingido um "ponto de ruptura"
. O escritório de direitos humanos da ONU disse que as forças israelenses "parecem ter bloqueado" o acesso humanitário e que, mesmo depois de os soldados desmontarem as tendas dos colonos, eles continuaram a cercar as casas
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O cerco de Qusra acontece dentro de um padrão muito maior: