De acordo com detalhes divulgados pela mídia estatal iraniana, o acordo proibiria qualquer embarcação americana ou israelense de passar pelo estreito e multaria os infratores em até 20% do valor da carga . A rota é descrita como um arranjo temporário com duração de dois a quatro meses, condicionado a mudanças na resposta dos EUA, e não representa uma reabertura total . O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, disse que, embora Irã e Omã tenham concordado com a rota, o mecanismo de implementação e outras questões ainda estão em negociação .
Irã — Teerã afirma que o acordo está "prestes a ser finalizado", mas insiste que o estreito não será reaberto até que os Estados Unidos atendam a várias condições, incluindo o fim do bloqueio naval a navios iranianos e o pagamento de indenizações . A Autoridade do Estreito de Ormuz do Golfo Pérsico declarou em 13 de agosto que "o Estreito de Ormuz permanece bloqueado e não será reaberto até que as condições do Irã sejam aceitas" .
Omã — Omã atuou como mediador, inicialmente propondo um plano apoiado pelos países do Golfo para gestão regional conjunta e taxas voluntárias, que o Irã rejeitou . Mascate continua as negociações em busca de um anúncio conjunto, mas a posição de Omã está mais alinhada com os estados do Golfo, que se opõem a conceder ao Irã o controle unilateral do estreito .
Estados Unidos — Os EUA não são parte do acordo bilateral. Um funcionário do governo americano disse à Reuters em 9 de agosto que qualquer acordo entre Irã e Omã "teria que incluir os Estados Unidos" . O presidente Trump respondeu aumentando suas próprias exigências — incluindo que o Irã pague indenizações por pessoas mortas em guerras e ataques — e afirmando o controle militar dos EUA sobre o estreito .
A crise começou no final de fevereiro de 2026, quando operações militares dos EUA e de Israel contra o Irã desencadearam retaliação iraniana, incluindo ataques à navegação comercial no estreito . Os ataques escalaram severamente em julho de 2026. Em 7 de julho, um navio-tanque de GNL do Catar correu risco de explosão e um petroleiro saudita foi danificado perto do estreito, levando as autoridades marítimas a elevar o risco de ameaça para "grave" . Apenas dois petroleiros cruzaram o estreito em 9 de julho . Em 17 de julho, apenas três navios de carga cruzaram em um único dia — o menor número desde maio — com a maioria das embarcações parando ou fazendo manobras de retorno .
Em 11 de agosto, o tráfego de navios caiu para apenas seis embarcações, em comparação com uma média de 10 dias de cerca de 11 . Em 14 de agosto, os trânsitos ainda estavam "limitados" bem abaixo das médias mensais em meio às reivindicações de soberania conflitantes . Alguns poucos navios pagaram taxas à Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) para passagem segura, mas a grande maioria da navegação comercial parou de usar a via .
A disputa de soberania se intensificou em uma retórica direta e crescente em meados de agosto de 2026:
A interrupção tem sido descrita como o maior choque de oferta de petróleo da história . O petróleo Brent saltou 8% imediatamente após o início das operações EUA-Israel no final de fevereiro, de cerca de US$ 71 para US$ 77 o barril, e em um ponto atingiu US$ 144,42 em 7 de abril, antes de colapsar para US$ 69,35 no início de julho . O estreito normalmente lida com cerca de 20% da oferta global de petróleo e uma parcela significativa de GNL .
A Agência Internacional de Energia (AIE) reduziu sua previsão de demanda de petróleo para 2026 em 1,6 milhão de barris por dia devido à interrupção em Ormuz . Escassez global está surgindo: a Brookings Institution descreveu a situação como "o maior choque de oferta de petróleo da história", com escassez emergindo em toda a Ásia, da Tailândia ao Paquistão, e a Europa enfrentando preços disparados e escassez de diesel . Em 12 de agosto, o Brent era negociado perto de US$ 90 o barril, subindo 2% em um dia após ataques frustrarem esperanças de reabertura .
Os EUA mantiveram um bloqueio naval à navegação relacionada ao Irã, e Trump exigiu reparações iranianas, embora nenhum novo regime formal de sanções específico para a crise de Ormuz tenha sido anunciado além das medidas existentes . Um relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso (CRS) observa que as opções dos EUA incluem sanções adicionais contra o Irã e entidades que facilitam pagamentos de taxas em Ormuz .
Conclusão: Até 15 de agosto de 2026, o acordo Irã-Omã está tecnicamente em "estágio final", mas não foi assinado. O estreito permanece efetivamente fechado para a maioria do tráfego comercial, e as reivindicações de soberania conflitantes entre Trump e o Irã — incluindo a ameaça de Trump de declarar o estreito como território dos EUA — tornaram uma resolução diplomática mais remota. O tráfego de navios está em mínimos históricos, os mercados de petróleo permanecem altamente voláteis e a interrupção no fornecimento global de energia é a pior já registrada.
De acordo com detalhes divulgados pela mídia estatal iraniana, o acordo proibiria qualquer embarcação americana ou israelense de passar pelo estreito e multaria os infratores em até 20% do valor da carga . A rota é descrita como um arranjo temporário com duração de dois a quatro meses, condicionado a mudanças na resposta dos EUA, e não representa uma reabertura total . O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, disse que, embora Irã e Omã tenham concordado com a rota, o mecanismo de implementação e outras questões ainda estão em negociação .
Irã — Teerã afirma que o acordo está "prestes a ser finalizado", mas insiste que o estreito não será reaberto até que os Estados Unidos atendam a várias condições, incluindo o fim do bloqueio naval a navios iranianos e o pagamento de indenizações . A Autoridade do Estreito de Ormuz do Golfo Pérsico declarou em 13 de agosto que "o Estreito de Ormuz permanece bloqueado e não será reaberto até que as condições do Irã sejam aceitas" .
Omã — Omã atuou como mediador, inicialmente propondo um plano apoiado pelos países do Golfo para gestão regional conjunta e taxas voluntárias, que o Irã rejeitou . Mascate continua as negociações em busca de um anúncio conjunto, mas a posição de Omã está mais alinhada com os estados do Golfo, que se opõem a conceder ao Irã o controle unilateral do estreito .
Estados Unidos — Os EUA não são parte do acordo bilateral. Um funcionário do governo americano disse à Reuters em 9 de agosto que qualquer acordo entre Irã e Omã "teria que incluir os Estados Unidos" . O presidente Trump respondeu aumentando suas próprias exigências — incluindo que o Irã pague indenizações por pessoas mortas em guerras e ataques — e afirmando o controle militar dos EUA sobre o estreito .
A crise começou no final de fevereiro de 2026, quando operações militares dos EUA e de Israel contra o Irã desencadearam retaliação iraniana, incluindo ataques à navegação comercial no estreito . Os ataques escalaram severamente em julho de 2026. Em 7 de julho, um navio-tanque de GNL do Catar correu risco de explosão e um petroleiro saudita foi danificado perto do estreito, levando as autoridades marítimas a elevar o risco de ameaça para "grave" . Apenas dois petroleiros cruzaram o estreito em 9 de julho . Em 17 de julho, apenas três navios de carga cruzaram em um único dia — o menor número desde maio — com a maioria das embarcações parando ou fazendo manobras de retorno .
Em 11 de agosto, o tráfego de navios caiu para apenas seis embarcações, em comparação com uma média de 10 dias de cerca de 11 . Em 14 de agosto, os trânsitos ainda estavam "limitados" bem abaixo das médias mensais em meio às reivindicações de soberania conflitantes . Alguns poucos navios pagaram taxas à Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) para passagem segura, mas a grande maioria da navegação comercial parou de usar a via .
A disputa de soberania se intensificou em uma retórica direta e crescente em meados de agosto de 2026:
A interrupção tem sido descrita como o maior choque de oferta de petróleo da história . O petróleo Brent saltou 8% imediatamente após o início das operações EUA-Israel no final de fevereiro, de cerca de US$ 71 para US$ 77 o barril, e em um ponto atingiu US$ 144,42 em 7 de abril, antes de colapsar para US$ 69,35 no início de julho . O estreito normalmente lida com cerca de 20% da oferta global de petróleo e uma parcela significativa de GNL .
A Agência Internacional de Energia (AIE) reduziu sua previsão de demanda de petróleo para 2026 em 1,6 milhão de barris por dia devido à interrupção em Ormuz . Escassez global está surgindo: a Brookings Institution descreveu a situação como "o maior choque de oferta de petróleo da história", com escassez emergindo em toda a Ásia, da Tailândia ao Paquistão, e a Europa enfrentando preços disparados e escassez de diesel . Em 12 de agosto, o Brent era negociado perto de US$ 90 o barril, subindo 2% em um dia após ataques frustrarem esperanças de reabertura .
Os EUA mantiveram um bloqueio naval à navegação relacionada ao Irã, e Trump exigiu reparações iranianas, embora nenhum novo regime formal de sanções específico para a crise de Ormuz tenha sido anunciado além das medidas existentes . Um relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso (CRS) observa que as opções dos EUA incluem sanções adicionais contra o Irã e entidades que facilitam pagamentos de taxas em Ormuz .
Conclusão: Até 15 de agosto de 2026, o acordo Irã-Omã está tecnicamente em "estágio final", mas não foi assinado. O estreito permanece efetivamente fechado para a maioria do tráfego comercial, e as reivindicações de soberania conflitantes entre Trump e o Irã — incluindo a ameaça de Trump de declarar o estreito como território dos EUA — tornaram uma resolução diplomática mais remota. O tráfego de navios está em mínimos históricos, os mercados de petróleo permanecem altamente voláteis e a interrupção no fornecimento global de energia é a pior já registrada.