Pedido por novas regulações — Ao contrário de muitos CEOs de tecnologia que resistem à supervisão, Zuckerberg pediu que o governo dos EUA desenvolva novas estruturas regulatórias para lançamentos de modelos de IA e prometeu um fundo comunitário de US$ 1 bilhão para áreas próximas aos data centers da Meta .
A tensão entre Muse Glimmer e Muse Spark — A Meta lançou o Muse Glimmer, um modelo de 30 bilhões de parâmetros, com pesos verdadeiramente abertos sob a licença permissiva Apache 2.0, projetado para rodar em uma única GPU de consumidor . Mas o modelo mais potente, Muse Spark 1.2, foi inicialmente lançado com pesos fechados, e a Meta só se comprometeu a abri-los depois que a reação negativa se tornou clara, revertendo sua mudança anterior em direção a serviços proprietários na nuvem
. Esse padrão — abrir modelos menores enquanto mantém os modelos de ponta proprietários até que a pressão aumente — enfraquece a retórica universalista do manifesto.
Tensão com o modelo de negócios de publicidade — A Reuters Breakingviews observou que o manifesto parece mais "um anúncio do que tecnologia": para a visão de Zuckerberg funcionar, o mundo precisa de modelos de código aberto como os da Meta, não de rivais protegidos. A conclusão "transforma um texto que poderia ser ponderado em algo claramente interesseiro" . Toda a receita da Meta depende de capturar a atenção e os dados dos usuários para publicidade, o que se encaixa mal com um chamado por controle genuinamente descentralizado do usuário
.
Ben Goertzel, o "Pai da IAG" e CEO da SingularityNET, desafiou diretamente a visão de Zuckerberg em uma entrevista exclusiva. Ele concorda que a IA não deve ser controlada por uma única organização, mas argumenta que a abordagem de Zuckerberg fica aquém de distribuir o poder de fato . A distinção central de Goertzel: acesso aberto para usar um modelo não é o mesmo que propriedade distribuída e controle sobre a infraestrutura. A Meta ainda controla o poder computacional de treinamento, os pipelines de dados e o ecossistema de implantação — o que significa que os usuários têm acesso aos modelos, mas não poder real sobre a direção da tecnologia
. "Se o código é aberto, mas os dados precisam de um datacenter para serem armazenados e você precisa de um servidor de hiperescala para usá-lo, o fato de o código ser aberto não ajuda muito", alerta Goertzel
. Ele defende uma IAG totalmente descentralizada construída em redes blockchain, onde o código principal é de propriedade da comunidade, não controlado por corporações
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Competição EUA-China — O manifesto é explicitamente posicionado como uma tentativa de liderança americana na corrida da IA. Zuckerberg alertou que regulamentações focadas em segurança correm o risco de concentrar poder entre alguns laboratórios de ponta, enquanto dão aos desenvolvedores chineses uma vantagem competitiva . A Fortune reportou que o manifesto foi um "blitz de mídia" enfatizando a batalha contra rivais chineses, e a Meta enquadrou o código aberto como a estratégia americana vencedora .
Compromisso massivo de Capex — A Meta se comprometeu com US$ 130–145 bilhões em gastos de capital em infraestrutura de IA, reforçando a visão de que a corrida será vencida por quem tem os bolsos mais fundos — um fato que se encaixa de forma estranha com o enquadramento igualitário do manifesto .