Massa e idade: IRS 3 tem uma massa de cerca de 6 massas solares e uma idade de aproximadamente 72 milhões de anos . Ela entrou na fase de Ramo Assintótico das Gigantes (AGB, na sigla em inglês), o estágio final do seu ciclo de vida, durante o qual a estrela se torna enorme, fria e luminosa, enquanto perde massa através de ventos estelares poderosos . A estrela está perdendo massa a uma taxa extraordinária — aproximadamente a massa da Terra a cada 18 dias .
Composição do envelope: A estrela é cercada por um envelope em camadas, em forma de concha, que se estende por aproximadamente 10.000 unidades astronômicas a partir da estrela . O envelope contém poeira rica em oxigênio, incluindo silicatos (identificados pela característica de estiramento Si-O em 9,7 µm e pelo modo de dobramento O-Si-O em 18,5 µm) e alumina . Crucialmente, a equipe também detectou moléculas de água no envelope pela primeira vez .
Como o MIRI resolveu o debate químico: Observações anteriores deixavam margem para dúvida sobre se a IRS 3 era rica em carbono ou em oxigênio . O instrumento de Infravermelho Médio (MIRI) do Webb obteve o primeiro espectro contínuo em infravermelho médio da estrela, revelando assinaturas claras de poeira de silicato e identificando conclusivamente a IRS 3 como uma estrela AGB rica em oxigênio (O-rich) . Isso descartou uma composição dominada por carbono .
A presença de moléculas de água é especialmente surpreendente porque a região ao redor de Sagittarius A* é dominada por intensa radiação ultravioleta e raios-X provenientes do buraco negro e do gás quente ao redor, que normalmente destruiriam moléculas frágeis como a água muito rapidamente . "Os centros galácticos estão entre os ambientes mais extremos, então entender se as estrelas podem continuar enriquecendo seus arredores é uma questão importante", disse Florian Peißker, astrônomo da Universidade de Colônia, na Alemanha, que liderou o estudo . A sobrevivência da água neste ambiente demonstra que o material molecular pode persistir mesmo sob condições radiativas extremas .
Essas descobertas sugerem que estrelas evoluídas próximas a centros galácticos podem continuar enriquecendo seus arredores com poeira e água — ingredientes-chave para a formação de planetas e a química da vida — mesmo em ambientes anteriormente considerados hostis demais para tais processos . Isso indica que a reciclagem de material e o potencial para a formação de planetas podem ser possíveis muito mais perto de um buraco negro supermassivo do que se acreditava anteriormente . A descoberta mostra, essencialmente, que os blocos de construção de futuras estrelas e planetas podem se formar mesmo sob estresse gravitacional extremo e radiação intensa .
Massa e idade: IRS 3 tem uma massa de cerca de 6 massas solares e uma idade de aproximadamente 72 milhões de anos . Ela entrou na fase de Ramo Assintótico das Gigantes (AGB, na sigla em inglês), o estágio final do seu ciclo de vida, durante o qual a estrela se torna enorme, fria e luminosa, enquanto perde massa através de ventos estelares poderosos . A estrela está perdendo massa a uma taxa extraordinária — aproximadamente a massa da Terra a cada 18 dias .
Composição do envelope: A estrela é cercada por um envelope em camadas, em forma de concha, que se estende por aproximadamente 10.000 unidades astronômicas a partir da estrela . O envelope contém poeira rica em oxigênio, incluindo silicatos (identificados pela característica de estiramento Si-O em 9,7 µm e pelo modo de dobramento O-Si-O em 18,5 µm) e alumina . Crucialmente, a equipe também detectou moléculas de água no envelope pela primeira vez .
Como o MIRI resolveu o debate químico: Observações anteriores deixavam margem para dúvida sobre se a IRS 3 era rica em carbono ou em oxigênio . O instrumento de Infravermelho Médio (MIRI) do Webb obteve o primeiro espectro contínuo em infravermelho médio da estrela, revelando assinaturas claras de poeira de silicato e identificando conclusivamente a IRS 3 como uma estrela AGB rica em oxigênio (O-rich) . Isso descartou uma composição dominada por carbono .
A presença de moléculas de água é especialmente surpreendente porque a região ao redor de Sagittarius A* é dominada por intensa radiação ultravioleta e raios-X provenientes do buraco negro e do gás quente ao redor, que normalmente destruiriam moléculas frágeis como a água muito rapidamente . "Os centros galácticos estão entre os ambientes mais extremos, então entender se as estrelas podem continuar enriquecendo seus arredores é uma questão importante", disse Florian Peißker, astrônomo da Universidade de Colônia, na Alemanha, que liderou o estudo . A sobrevivência da água neste ambiente demonstra que o material molecular pode persistir mesmo sob condições radiativas extremas .
Essas descobertas sugerem que estrelas evoluídas próximas a centros galácticos podem continuar enriquecendo seus arredores com poeira e água — ingredientes-chave para a formação de planetas e a química da vida — mesmo em ambientes anteriormente considerados hostis demais para tais processos . Isso indica que a reciclagem de material e o potencial para a formação de planetas podem ser possíveis muito mais perto de um buraco negro supermassivo do que se acreditava anteriormente . A descoberta mostra, essencialmente, que os blocos de construção de futuras estrelas e planetas podem se formar mesmo sob estresse gravitacional extremo e radiação intensa .