Em 28 de julho de 2026, a FCC (órgão regulador de comunicações dos EUA) proibiu a importação de novos robôs avançados estrangeiros, incluindo humanoides e quadrúpedes, além de inversores de energia conectados, citando... A proibição atinge a dominância chinesa no mercado global de robôs humanoides e equipamentos crí...
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Em 28 de julho de 2026, o governo Trump — por meio da Federal Communications Commission (FCC) — proibiu a importação de novos dispositivos robóticos avançados estrangeiros (incluindo robôs humanoides e quadrúpedes) e inversores de energia conectados, citando "riscos inaceitáveis" à segurança nacional dos EUA . A FCC adicionou ambas as categorias à sua "Covered List" (Lista de Equipamentos Proibidos), criada pelo Secure and Trusted Communications Networks Act de 2019, efetivamente barrando a autorização, importação, comercialização e venda de novos modelos nos Estados Unidos
.
A medida se insere em uma ofensiva mais ampla e de vários anos dos EUA contra a importação de tecnologia chinesa, em várias frentes:
O governo enquadrou a proibição como uma proteção para a construção da infraestrutura de IA americana. Robôs humanoides e quadrúpedes são vistos como uma fronteira onde a China (liderada por empresas como a Unitree Robotics) detém uma forte participação no mercado global. Autoridades argumentaram que esses dispositivos poderiam representar riscos de segurança cibernética e espionagem, incluindo vigilância remota e coleta de dados por adversários estrangeiros .
Inversores de energia conectados são essenciais para conectar sistemas de energia renovável e baterias à rede elétrica, além de alimentar data centers de IA. A FCC determinou que esses dispositivos poderiam ser explorados para causar apagões ou permitir a coleta de dados por adversários estrangeiros. A proibição atinge um componente crítico tanto para a transição energética quanto para a infraestrutura de IA .
A lista da FCC, originalmente conhecida como "Seção 2", tinha como alvo equipamentos de telecomunicações chineses de empresas como Huawei e ZTE. Adicionar robótica e inversores de energia marca uma expansão significativa do bloqueio de importações por segurança nacional, agora alcançando hardware físico e infraestrutura energética, sinalizando uma definição mais ampla do que constitui um risco à segurança nacional na cadeia de suprimentos de tecnologia .
Autoridades afirmaram explicitamente que as proibições visam trazer de volta indústrias-chave para os EUA (o chamado "reshoring") e reduzir a dependência americana da manufatura chinesa para tecnologias consideradas críticas para a segurança nacional e competitividade econômica. Especialistas classificaram a tática como uma estratégia de "nearshoring" (produção próxima), que poderia acelerar a produção doméstica de robótica e componentes de energia .
Esta ordem se baseia em tarifas e proibições anteriores do governo Trump contra semicondutores, equipamentos de telecomunicações e software de IA chineses. A ação amplia o conflito de produtos digitais e de rede para dispositivos eletromecânicos avançados e componentes da rede elétrica, representando a mais recente escalada na rivalidade tecnológica entre EUA e China .
A FCC definiu os "dispositivos robóticos avançados" banidos como robôs móveis, incluindo humanoides e quadrúpedes (máquinas de quatro patas frequentemente chamadas de "cães-robô"), capazes de locomoção, desvio de obstáculos, navegação ou movimento no solo . A definição é ampla o suficiente para abranger aspiradores de pó robôs e cortadores de grama robóticos produzidos no exterior, embora braços robóticos industriais e robôs estacionários sejam isentos
.
Os inversores de energia conectados cobertos pela proibição são aqueles usados para converter corrente contínua (DC) em corrente alternada (AC) para conexão à rede elétrica, comumente encontrados em sistemas de energia solar, armazenamento de baterias e data centers .
Crucialmente, a proibição se aplica apenas a novos modelos que ainda não foram autorizados para venda nos EUA. Dispositivos já no mercado, robôs comprados anteriormente e equipamentos usados pelo governo federal estão isentos . Empresas também podem solicitar aprovação condicional para dispositivos cobertos por meio de um processo de revisão de segurança nacional
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A ação da FCC em julho de 2026 representa uma ampliação significativa do filtro de segurança nacional dos EUA sobre tecnologia importada. Ao ir além dos equipamentos de comunicação para incluir robótica e infraestrutura energética, o governo sinalizou que a definição de "tecnologia crítica" agora engloba hardware físico central para IA, automação e redes de energia renovável. Espera-se que a proibição acelere os esforços de produção doméstica e remodele as cadeias de suprimentos globais tanto para robótica avançada quanto para equipamentos de conversão de energia — com os fabricantes dominantes da China arcando com o maior impacto .
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