Pesquisadores da Universidade de Tübingen, Max Planck Institute, MATS Research e Snyk desenvolveram um ataque de repetição (replay) que extrai o raciocínio oculto de modelos como Claude, GPT e Gemini – sem precisar in... A vulnerabilidade existe porque as empresas devolvem o ‘raciocínio’ do modelo em blocos criptogr...
Resposta de pesquisa

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Em agosto de 2026, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Tübingen, do Instituto Max Planck para Sistemas Inteligentes, do MATS Research, do ELLIS Institute Tübingen e da empresa de segurança Snyk publicou um artigo descrevendo um ataque surpreendentemente simples contra os rastros de raciocínio criptografados de modelos de IA de ponta. O ataque funcionou contra os três maiores provedores – Anthropic, OpenAI e Google – e não exigiu nenhuma técnica de jailbreak contra um único modelo de fronteira .
Quando um usuário faz uma consulta a um modelo como o Claude Opus 4.8 ou GPT-5.6 Sol por meio de uma API, o modelo realiza um raciocínio interno passo a passo – sua ‘cadeia de pensamento’ – e devolve esse raciocínio ao cliente como um bloco de texto criptografado. Em chamadas subsequentes, o cliente envia esse bloco de volta para a API, permitindo que o modelo continue seu raciocínio sem que o provedor precise armazenar o estado intermediário em seus servidores .
O que os pesquisadores descobriram é que esses blocos criptografados não estão vinculados a uma sessão, usuário ou mesmo a um modelo específico. Todos compartilham uma única chave de criptografia global entre todas as sessões e usuários . Isso significa que um bloco capturado em uma conversa pode ser reproduzido em outro contexto. A ideia central: alimente um bloco de um modelo de fronteira altamente protegido em um modelo ‘irmão’ mais fraco e menos alinhado do mesmo provedor (como o Claude Haiku), e o modelo mais fraco – que tem menos mecanismos de recusa – decodificará e exibirá o conteúdo do bloco literalmente
.
Para executar o ataque, são necessárias apenas duas chamadas de API: uma para capturar o bloco criptografado e outra para alimentá-lo no modelo mais fraco .
O ataque não apenas expôs o raciocínio dos modelos de fronteira – ele também forneceu novas evidências no debate em andamento sobre se a empresa chinesa Moonshot AI treinou seu modelo Kimi K3 destilando (essencialmente copiando) o raciocínio dos modelos americanos.
Depois de extrair os rastros de raciocínio do Claude Opus 4.8 e do GPT-5.6 Sol, os pesquisadores os compararam com as saídas de modelos de peso aberto, incluindo a Kimi K3. Eles descobriram que as saídas da Kimi K3 exibiam o que descreveram como ‘fenômenos anormais de probabilidade’ que coincidiam fortemente com os padrões encontrados nos rastros de Claude e GPT .
A evidência é circunstancial, não definitiva. Pesquisadores independentes afirmam que as descobertas ‘fornecem algumas evidências – embora não conclusivas – de que certos modelos chineses podem ter sido treinados destilando informações de raciocínio de modelos dos EUA’ . Outro achado sugestivo: quando solicitada a se autoidentificar, a Kimi K3 inicialmente se identificou como ‘Claude’, da Anthropic, o que aumentou as acusações
.
A Kimi K3 é um modelo de peso aberto com 2,8 trilhões de parâmetros, lançado pela Moonshot AI em 16 de julho de 2026. Ela supera o Claude Opus 4.8 em alguns benchmarks, mas não é uma líder incontestável. No Índice de Inteligência Artificial Analysis, independente, a K3 pontua 57, contra 60 do Claude Fable 5 e 59 do GPT-5.6 Sol. A própria Moonshot foi incomumente franca ao dizer que a K3 ainda fica atrás do GPT-5.6 Sol e do Claude Fable 5 no geral .
A acusação de destilação não é nova – tanto a Anthropic quanto a OpenAI já acusaram empresas chinesas de destilar sistematicamente seus modelos. Uma revisão de artigos acadêmicos e patentes chinesas revelou pesquisadores militares chineses usando saídas de modelos da OpenAI e Anthropic para treinar sistemas de IA domésticos para capacidades de defesa .
O lançamento da Kimi K3 gerou controvérsia imediata. Horas após seu lançamento em 16 de julho, a Anthropic acusou a Moonshot de construir a K3 destilando o Claude, e a alegação chegou à Casa Branca, aumentando a perspectiva de sanções .
No entanto, críticos da alegação de destilação apontam para um problema de cronograma. O Claude Opus 4.8 foi lançado pouco antes do lançamento da Kimi K3. Pesquisadores independentes dizem que o cronograma torna a cópia direta ‘implausível’, porque simplesmente não houve tempo suficiente para treinar um modelo de 2,8 trilhões de parâmetros usando destilação de um modelo que havia sido lançado recentemente . A Moonshot argumenta que a K3 foi construída a partir de pesquisa independente
.
A mesma falha arquitetural expôs uma vulnerabilidade de segurança prática. Como os modelos de fronteira às vezes incorporam credenciais e dados pessoais em seu processo de raciocínio, os blocos criptografados que os desenvolvedores compartilhavam publicamente – em logs de sessão de agentes, por exemplo – continham informações confidenciais que qualquer pessoa que conhecesse o truque poderia ler.
Ao escanear cerca de 7.000 logs de sessão de agente compartilhados publicamente antes de agosto de 2026, os pesquisadores encontraram 62 chaves de API ativas, 33 senhas e outros dados confidenciais de usuários – 704 artefatos de privacidade no total – escondidos dentro dos blocos de raciocínio criptografados . Qualquer desenvolvedor que publicou logs de agente brutos pode ter exposto, sem saber, chaves de API, senhas e informações de identificação pessoal dentro de blocos que eles acreditavam que ninguém poderia ler
. Isso incluiu logs armazenados em repositórios públicos do GitHub .
Os pesquisadores identificaram quatro caminhos de abuso distintos possibilitados pela vulnerabilidade: reconstrução do raciocínio oculto, recuperação de seguros incorporados em rastros de agente, injeção de instruções por meio de um canal não inspecionável e repetição entre sessões de blocos não expirados .
As três empresas implementaram mitigações no lado do servidor depois que a equipe de pesquisa seguiu os procedimentos de divulgação responsável .
Os pesquisadores divulgaram suas descobertas para OpenAI, Anthropic, Google, Microsoft e Hugging Face. Depois que os provedores implementaram as alterações, as verificações de reprodutibilidade confirmaram que a principal técnica de extração não funciona mais contra as versões atuais da API . A documentação agora aconselha a remoção dos blocos de raciocínio antes de compartilhar logs ou trocar de modelo no meio da conversa
.
Notavelmente, o pesquisador de criptografia Matthew Green havia relatado separadamente a vulnerabilidade de repetição entre sessões para a OpenAI e a Anthropic por meio de seus programas de recompensa por bugs em maio de 2026, mas recebeu respostas desdenhosas antes da publicação do artigo acadêmico .
As correções estão ativas desde agosto de 2026, mas os logs de sessão históricos com blocos de raciocínio decodificados que já foram extraídos da web pública permanecem acessíveis .
O ataque ‘Pensamentos Roubados’ revela uma tensão fundamental no design das APIs de IA modernas. Os provedores querem transferir o estado de raciocínio para o cliente por questões de escalabilidade e latência, mas a vinculação criptográfica necessária para manter esse estado seguro entre sessões, usuários e modelos exige um design cuidadoso. A abordagem de chave de criptografia global única usada por Anthropic, OpenAI e Google foi um atalho que criou uma vulnerabilidade de segurança e privacidade que afetou todos os usuários e desenvolvedores que interagiram com essas APIs.
O ataque também cai no meio de um conflito crescente entre EUA e China sobre destilação de IA. Embora as evidências sobre a Kimi K3 sejam circunstanciais, elas fornecem a evidência técnica mais forte até agora de que a destilação pode estar ocorrendo em escala, e dá a formuladores de políticas e pesquisadores uma nova ferramenta para investigar a proveniência dos modelos de IA.
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Pesquisadores da Universidade de Tübingen, Max Planck Institute, MATS Research e Snyk desenvolveram um ataque de repetição (replay) que extrai o raciocínio oculto de modelos como Claude, GPT e Gemini – sem precisar in...
Pesquisadores da Universidade de Tübingen, Max Planck Institute, MATS Research e Snyk desenvolveram um ataque de repetição (replay) que extrai o raciocínio oculto de modelos como Claude, GPT e Gemini – sem precisar in... A vulnerabilidade existe porque as empresas devolvem o ‘raciocínio’ do modelo em blocos criptografados, mas todos usam uma única chave global.
Ao comparar os raciocínios extraídos com os da Kimi K3, da chinesa Moonshot AI, os pesquisadores encontraram padrões ‘anormalmente’ parecidos – uma evidência circunstancial, mas a mais forte até agora, de que a chines...