No entanto, em agosto de 2026, a Microsoft assinou um novo acordo de remoção de carbono com a startup CREW Carbon, com sede no Brooklyn — um negócio que, à primeira vista, parece contradizer a retração geral. Uma análise mais detalhada revela que não se trata de uma contradição, mas sim de uma janela para a nova estratégia mais seletiva da Microsoft.
A Microsoft entrou no mercado de remoção de carbono em 2020 e rapidamente se tornou sua principal compradora corporativa, chegando a representar até 90% das compras voluntárias globais de remoção de carbono em seu pico . Somente em 2025, a empresa contratou 45 milhões de toneladas métricas de créditos, o dobro do volume de 2024 e nove vezes o valor de 2023 .
A retração de 2026 não foi repentina. Em abril de 2026, a Microsoft começou a informar parceiros e fornecedores que estava pausando novas compras de créditos de remoção de carbono . O New York Times noticiou que a indústria de remoção de carbono estava "atordoada" com o recuo da Microsoft do mercado que ela ajudou a criar . A diretora de Sustentabilidade, Melanie Nakagawa, afirmou que o programa de descarbonização da empresa não havia terminado, destacando que "em alguns momentos podemos ajustar o ritmo ou o volume" das compras .
O motivo subjacente é claro: os gastos da Microsoft com infraestrutura de IA explodiram. Apenas de abril a junho de 2026, a empresa gastou US$ 41 bilhões, com a maior parte direcionada a iniciativas de IA e construção de data centers, a caminho de aproximadamente US$ 175 bilhões em gastos com infraestrutura de IA no ano completo .
Em 4 de agosto de 2026, a CREW Carbon anunciou um acordo de fornecimento com a Microsoft para a entrega de até 23.602 unidades de remoção de carbono (CRUs) duráveis e verificadas, geradas por meio da tecnologia patenteada de aumento de alcalinidade em efluentes (WAE) . A tecnologia se integra à infraestrutura existente de tratamento de efluentes e converte o CO₂ atmosférico em bicarbonatos estáveis que são armazenados permanentemente no fluxo de água .
Este é o terceiro acordo de remoção de carbono que a Microsoft assina desde que anunciou sua desaceleração, confirmando que a empresa não saiu do mercado — ela simplesmente se tornou muito mais seletiva .
O que o acordo com a CREW sinaliza sobre a estratégia da Microsoft:
Precisão em vez de volume. Com cerca de 23.600 toneladas, este é um valor ínfimo em relação aos milhões de toneladas contratados pela Microsoft em anos anteriores. Isso sinaliza que a Microsoft ainda está fazendo apostas seletivas em métodos novos e duráveis de remoção — mas a uma fração de seu ritmo de compra anterior .
Diversificação de portfólio. O método da CREW é um caminho distinto — aumento da alcalinidade oceânica via infraestrutura de efluentes — que adiciona diversidade tecnológica ao portfólio de remoção de carbono da Microsoft sem exigir um comprometimento maciço de capital .
Remoção de baixo custo e alta durabilidade. O aumento de alcalinidade baseado em efluentes é relativamente de baixo custo e oferece armazenamento permanente como bicarbonatos, alinhando-se à preferência declarada da Microsoft por créditos de alta durabilidade . Phillip Goodman, diretor do Portfólio de Remoção de Carbono da Microsoft, classificou a abordagem como "altamente durável e mensurável" com "alta certeza de Monitoramento, Relatório e Verificação (MRV)" .
Validação de mercado para uma abordagem inovadora. O acordo eleva o valor total comprometido de remoção de carbono da CREW para mais de US$ 40 milhões, baseando-se em contratos de longo prazo existentes com compradores corporativos como JPMorgan, Google, Autodesk e Stripe, por meio da Frontier . O endosso da Microsoft fornece uma credibilidade significativa para a remoção de carbono baseada em efluentes como um caminho viável.
A Microsoft continua sendo de longe a maior compradora individual no mercado voluntário de remoção de carbono, mas seu corte de 80% nas compras representa um choque severo de demanda para um setor que se tornou altamente dependente do apetite da gigante tecnológica por créditos . A retração da empresa forçou desenvolvedores, investidores e formuladores de políticas a reavaliar a dependência do mercado em um único comprador corporativo.
Ao mesmo tempo, o acordo com a CREW Carbon mostra que a Microsoft não está se afastando totalmente da remoção de carbono. Ela está fazendo investimentos menores e mais direcionados em tecnologias que considera promissoras — especialmente aquelas com baixo custo, alta durabilidade e capacidade de integração com a infraestrutura existente. O programa de remoção de carbono da empresa não acabou; ele está sendo recalibrado.
"Nossa abordagem de descarbonização combina redução, remoção e eficiência, e a remoção de carbono é uma peça dessa equação", disse Nakagawa em um comunicado . O acordo com a CREW sugere que a peça de "remoção" ainda tem um lugar na Microsoft — mas agora ela precisa competir com a IA por cada dólar.
No entanto, em agosto de 2026, a Microsoft assinou um novo acordo de remoção de carbono com a startup CREW Carbon, com sede no Brooklyn — um negócio que, à primeira vista, parece contradizer a retração geral. Uma análise mais detalhada revela que não se trata de uma contradição, mas sim de uma janela para a nova estratégia mais seletiva da Microsoft.
A Microsoft entrou no mercado de remoção de carbono em 2020 e rapidamente se tornou sua principal compradora corporativa, chegando a representar até 90% das compras voluntárias globais de remoção de carbono em seu pico . Somente em 2025, a empresa contratou 45 milhões de toneladas métricas de créditos, o dobro do volume de 2024 e nove vezes o valor de 2023 .
A retração de 2026 não foi repentina. Em abril de 2026, a Microsoft começou a informar parceiros e fornecedores que estava pausando novas compras de créditos de remoção de carbono . O New York Times noticiou que a indústria de remoção de carbono estava "atordoada" com o recuo da Microsoft do mercado que ela ajudou a criar . A diretora de Sustentabilidade, Melanie Nakagawa, afirmou que o programa de descarbonização da empresa não havia terminado, destacando que "em alguns momentos podemos ajustar o ritmo ou o volume" das compras .
O motivo subjacente é claro: os gastos da Microsoft com infraestrutura de IA explodiram. Apenas de abril a junho de 2026, a empresa gastou US$ 41 bilhões, com a maior parte direcionada a iniciativas de IA e construção de data centers, a caminho de aproximadamente US$ 175 bilhões em gastos com infraestrutura de IA no ano completo .
Em 4 de agosto de 2026, a CREW Carbon anunciou um acordo de fornecimento com a Microsoft para a entrega de até 23.602 unidades de remoção de carbono (CRUs) duráveis e verificadas, geradas por meio da tecnologia patenteada de aumento de alcalinidade em efluentes (WAE) . A tecnologia se integra à infraestrutura existente de tratamento de efluentes e converte o CO₂ atmosférico em bicarbonatos estáveis que são armazenados permanentemente no fluxo de água .
Este é o terceiro acordo de remoção de carbono que a Microsoft assina desde que anunciou sua desaceleração, confirmando que a empresa não saiu do mercado — ela simplesmente se tornou muito mais seletiva .
O que o acordo com a CREW sinaliza sobre a estratégia da Microsoft:
Precisão em vez de volume. Com cerca de 23.600 toneladas, este é um valor ínfimo em relação aos milhões de toneladas contratados pela Microsoft em anos anteriores. Isso sinaliza que a Microsoft ainda está fazendo apostas seletivas em métodos novos e duráveis de remoção — mas a uma fração de seu ritmo de compra anterior .
Diversificação de portfólio. O método da CREW é um caminho distinto — aumento da alcalinidade oceânica via infraestrutura de efluentes — que adiciona diversidade tecnológica ao portfólio de remoção de carbono da Microsoft sem exigir um comprometimento maciço de capital .
Remoção de baixo custo e alta durabilidade. O aumento de alcalinidade baseado em efluentes é relativamente de baixo custo e oferece armazenamento permanente como bicarbonatos, alinhando-se à preferência declarada da Microsoft por créditos de alta durabilidade . Phillip Goodman, diretor do Portfólio de Remoção de Carbono da Microsoft, classificou a abordagem como "altamente durável e mensurável" com "alta certeza de Monitoramento, Relatório e Verificação (MRV)" .
Validação de mercado para uma abordagem inovadora. O acordo eleva o valor total comprometido de remoção de carbono da CREW para mais de US$ 40 milhões, baseando-se em contratos de longo prazo existentes com compradores corporativos como JPMorgan, Google, Autodesk e Stripe, por meio da Frontier . O endosso da Microsoft fornece uma credibilidade significativa para a remoção de carbono baseada em efluentes como um caminho viável.
A Microsoft continua sendo de longe a maior compradora individual no mercado voluntário de remoção de carbono, mas seu corte de 80% nas compras representa um choque severo de demanda para um setor que se tornou altamente dependente do apetite da gigante tecnológica por créditos . A retração da empresa forçou desenvolvedores, investidores e formuladores de políticas a reavaliar a dependência do mercado em um único comprador corporativo.
Ao mesmo tempo, o acordo com a CREW Carbon mostra que a Microsoft não está se afastando totalmente da remoção de carbono. Ela está fazendo investimentos menores e mais direcionados em tecnologias que considera promissoras — especialmente aquelas com baixo custo, alta durabilidade e capacidade de integração com a infraestrutura existente. O programa de remoção de carbono da empresa não acabou; ele está sendo recalibrado.
"Nossa abordagem de descarbonização combina redução, remoção e eficiência, e a remoção de carbono é uma peça dessa equação", disse Nakagawa em um comunicado . O acordo com a CREW sugere que a peça de "remoção" ainda tem um lugar na Microsoft — mas agora ela precisa competir com a IA por cada dólar.