As exportações seguiram o mesmo ritmo. Dados preliminares de rastreamento de navios da Kpler e Vortexa mostraram que as exportações de petróleo bruto e condensado dos EAU atingiram um recorde de 3,7 milhões de bpd em junho de 2026 . O país agiu rapidamente para colocar essa oferta adicional nos mercados globais por meio de vendas spot agressivas.
Apenas na primeira quinzena de junho de 2026, a ADNOC vendeu pelo menos 30 milhões de barris de petróleo bruto spot para refinarias e empresas de trading na Ásia, incluindo clientes na Índia, China, Coreia do Sul e Japão . Em meados de agosto, as vendas spot acumuladas já haviam ultrapassado 94 milhões de barris por meio de sete licitações, de acordo com um levantamento da Reuters . A estratégia ajudou os EAU a ganhar participação de mercado entre os produtores do Oriente Médio na Ásia, uma região-chave para o crescimento da demanda .
Sob as cotas da OPEP, o teto de produção recente dos EAU era de aproximadamente 3,5 milhões de bpd . A ambição de longa data da ADNOC, no entanto, tem sido atingir uma capacidade instalada de 5 milhões de bpd até 2027 . A meta oficial permanece inalterada, mas a empresa sinaliza que pode ir além.
A ADNOC Drilling, uma subsidiária listada, indicou que está pronta para expandir a capacidade para além de 5 milhões de bpd se receber autorização . O ministro de Energia, Suhail al-Mazrouei, já declarou anteriormente que os EAU poderiam aumentar a capacidade de produção para 6 milhões de bpd, se necessário . A AIE projeta que a produção total de petróleo dos EAU — incluindo petróleo bruto, condensado e líquidos de gás natural — pode chegar a 5,2 milhões de bpd em 2027, um aumento de 730.000 bpd em relação ao ano anterior .
Dias após a saída da OPEP, a ADNOC anunciou uma aceleração de seus planos de gastos de capital, comprometendo-se a conceder até US$ 55 bilhões (200 bilhões de dirrãs dos EAU) em projetos upstream e downstream no período de 2026 a 2028 . Isso faz parte de um programa de gastos de cinco anos de US$ 150 bilhões anunciado anteriormente . O investimento é direcionado à expansão da capacidade de produção, ao desenvolvimento de novos ativos e à possibilidade de respostas mais rápidas às mudanças na demanda global de energia .
Em agosto de 2026, a ADNOC Gas anunciou um investimento adicional de mais de US$ 8 bilhões para aumentar sua capacidade de produção . Os planos incluem a construção de uma nova unidade de processamento de gás natural na instalação de Habshan (a maior do país) e uma nova instalação de exportação de gás em Ruwais . O investimento ressalta que a estratégia pós-OPEP dos EAU não se limita ao petróleo bruto.
A ADNOC também está avançando para recursos não convencionais. O CEO de upstream da empresa, Musabbeh al-Kaabi, afirmou em maio de 2026 que a ADNOC espera tomar uma decisão final de investimento em seu empreendimento de gás não convencional (desenvolvido em conjunto com a TotalEnergies) ainda este ano, com um projeto separado de petróleo não convencional provavelmente sendo aprovado logo em seguida . Essa produção do tipo shale (folhelho) expandiria ainda mais a flexibilidade de produção dos EAU.
O efeito cumulativo dessas movimentações é uma mudança fundamental na forma como os EAU gerenciam seus recursos petrolíferos. Fontes do setor citadas pela Reuters descrevem a ADNOC como tendo se tornado "mais agressiva e ágil" desde a saída da OPEP, priorizando a maximização da monetização de recursos, livre das cotas do cartel . A saída removeu aproximadamente 3,5 milhões de bpd da linha de base de cotas da OPEP+ e marcou uma ruptura decisiva com décadas de gerenciamento de oferta .
Para os mercados globais de petróleo, as implicações são significativas: os EAU são agora um produtor sem restrições, com bilhões de dólares em investimentos comprometidos e uma trajetória clara para 5 milhões de bpd ou mais em capacidade até 2027. Os primeiros dados de junho de 2026 já foram descritos como uma validação inicial da decisão dos EAU de seguir seu próprio caminho .
As exportações seguiram o mesmo ritmo. Dados preliminares de rastreamento de navios da Kpler e Vortexa mostraram que as exportações de petróleo bruto e condensado dos EAU atingiram um recorde de 3,7 milhões de bpd em junho de 2026 . O país agiu rapidamente para colocar essa oferta adicional nos mercados globais por meio de vendas spot agressivas.
Apenas na primeira quinzena de junho de 2026, a ADNOC vendeu pelo menos 30 milhões de barris de petróleo bruto spot para refinarias e empresas de trading na Ásia, incluindo clientes na Índia, China, Coreia do Sul e Japão . Em meados de agosto, as vendas spot acumuladas já haviam ultrapassado 94 milhões de barris por meio de sete licitações, de acordo com um levantamento da Reuters . A estratégia ajudou os EAU a ganhar participação de mercado entre os produtores do Oriente Médio na Ásia, uma região-chave para o crescimento da demanda .
Sob as cotas da OPEP, o teto de produção recente dos EAU era de aproximadamente 3,5 milhões de bpd . A ambição de longa data da ADNOC, no entanto, tem sido atingir uma capacidade instalada de 5 milhões de bpd até 2027 . A meta oficial permanece inalterada, mas a empresa sinaliza que pode ir além.
A ADNOC Drilling, uma subsidiária listada, indicou que está pronta para expandir a capacidade para além de 5 milhões de bpd se receber autorização . O ministro de Energia, Suhail al-Mazrouei, já declarou anteriormente que os EAU poderiam aumentar a capacidade de produção para 6 milhões de bpd, se necessário . A AIE projeta que a produção total de petróleo dos EAU — incluindo petróleo bruto, condensado e líquidos de gás natural — pode chegar a 5,2 milhões de bpd em 2027, um aumento de 730.000 bpd em relação ao ano anterior .
Dias após a saída da OPEP, a ADNOC anunciou uma aceleração de seus planos de gastos de capital, comprometendo-se a conceder até US$ 55 bilhões (200 bilhões de dirrãs dos EAU) em projetos upstream e downstream no período de 2026 a 2028 . Isso faz parte de um programa de gastos de cinco anos de US$ 150 bilhões anunciado anteriormente . O investimento é direcionado à expansão da capacidade de produção, ao desenvolvimento de novos ativos e à possibilidade de respostas mais rápidas às mudanças na demanda global de energia .
Em agosto de 2026, a ADNOC Gas anunciou um investimento adicional de mais de US$ 8 bilhões para aumentar sua capacidade de produção . Os planos incluem a construção de uma nova unidade de processamento de gás natural na instalação de Habshan (a maior do país) e uma nova instalação de exportação de gás em Ruwais . O investimento ressalta que a estratégia pós-OPEP dos EAU não se limita ao petróleo bruto.
A ADNOC também está avançando para recursos não convencionais. O CEO de upstream da empresa, Musabbeh al-Kaabi, afirmou em maio de 2026 que a ADNOC espera tomar uma decisão final de investimento em seu empreendimento de gás não convencional (desenvolvido em conjunto com a TotalEnergies) ainda este ano, com um projeto separado de petróleo não convencional provavelmente sendo aprovado logo em seguida . Essa produção do tipo shale (folhelho) expandiria ainda mais a flexibilidade de produção dos EAU.
O efeito cumulativo dessas movimentações é uma mudança fundamental na forma como os EAU gerenciam seus recursos petrolíferos. Fontes do setor citadas pela Reuters descrevem a ADNOC como tendo se tornado "mais agressiva e ágil" desde a saída da OPEP, priorizando a maximização da monetização de recursos, livre das cotas do cartel . A saída removeu aproximadamente 3,5 milhões de bpd da linha de base de cotas da OPEP+ e marcou uma ruptura decisiva com décadas de gerenciamento de oferta .
Para os mercados globais de petróleo, as implicações são significativas: os EAU são agora um produtor sem restrições, com bilhões de dólares em investimentos comprometidos e uma trajetória clara para 5 milhões de bpd ou mais em capacidade até 2027. Os primeiros dados de junho de 2026 já foram descritos como uma validação inicial da decisão dos EAU de seguir seu próprio caminho .