Posição do Irã: Teerã afirma que não está negociando uma extensão. Sua principal exigência é que os EUA primeiro retornem aos termos originais do MOU de junho e estabeleçam um cronograma concreto para sua implementação antes que qualquer conversa sobre renovação possa começar . O Irã acusa Washington de violar o acordo existente
.
Posição dos EUA: Em resposta ao que chama de novos ataques iranianos a navios comerciais e estados árabes, os EUA reimpuseram seu bloqueio naval. Washington culpa Teerã por não cumprir suas obrigações no MOU . Nenhuma oferta formal dos EUA para uma simples extensão foi confirmada publicamente por nenhum dos lados.
Bloqueio naval dos EUA reimposto: Os EUA restabeleceram o bloqueio e redirecionaram pelo menos 55 navios comerciais para longe de portos iranianos até 10 de agosto . O Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou que os EUA podem manter o bloqueio "indefinidamente" . Trump afirmou que os EUA "controlam" o Estreito, mas o Irã contesta essa alegação .
Tráfego de navegação severamente interrompido: Dados da MarineTraffic mostram uma queda drástica no trânsito de embarcações. A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico do Irã mantém que o estreito "permanece bloqueado e não será reaberto até que as condições do Irã sejam aceitas" .
Conversas Irã-Omã como canal alternativo: O Irã e Omã estão próximos de finalizar um acordo para uma rota de navegação comercial restrita através do Estreito, com coordenadas geográficas já acordadas. No entanto, o Irã alerta que isso não reabrirá automaticamente a via navegável e nega qualquer envolvimento direto dos EUA nessas conversas .
Risco de escalada muito alto: Com o fim do cessar-fogo, a ausência de negociações para renovação, ataques iranianos ativos a navios, o bloqueio dos EUA e o avanço da linha-dura iraniana no legislativo, o risco de um confronto naval direto entre EUA e Irã é iminente. O Institute for the Study of War avalia que elementos linha-dura dentro do IRGC estão ditando as exigências por concessões máximas, usando a força como instrumento de pressão . O Pentágono foi instruído a acelerar a produção e entrega de armas, diante do esgotamento dos estoques de munição .
Risco econômico global do petróleo: O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% do trânsito global de petróleo. O fechamento de facto contínuo eleva o risco de um grande pico no preço do petróleo e de uma escalada regional mais ampla, envolvendo estados árabes do Golfo .