Horas depois, o Irã retaliou. Mísseis da Guarda Revolucionária Islâmica atingiram refinarias, usinas de gás e terminais de exportação na Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Bahrein. O alvo mais crítico foi o Ras Laffan Industrial City, no Catar — o maior complexo de exportação de GNL do mundo .
O ataque iraniano destruiu duas unidades de liquefação (Trains 4 e 6) em Ras Laffan, eliminando cerca de 17% da capacidade de exportação de GNL do Catar — o equivalente a aproximadamente 12,8 milhões de toneladas por ano. O CEO da QatarEnergy, Saad al-Kaabi, declarou força maior sobre contratos de longo prazo e estimou uma perda de receita anual de 20 bilhões de dólares. A previsão de reparo total é de 3 a 5 anos .
No final de maio, o Irã conseguiu restaurar parcialmente a produção de gás em três plataformas offshore de South Pars, afirmando que não sofreram danos estruturais . Porém, as unidades de liquefação do Catar sofreram avarias graves. Relatórios de final de julho confirmaram que as duas unidades destruídas em Ras Laffan continuam fora de operação, sem alteração no cronograma de reparos .
O impacto mais imediato foi sentido na Europa. No início de agosto de 2026, os estoques de gás da União Europeia estavam em apenas 57-58% da capacidade — o nível mais baixo para essa época do ano desde 2011, e cerca de 12 a 17 pontos percentuais abaixo da média de cinco anos . A Wood Mackenzie avaliou que os inventários estão em níveis "excepcionalmente baixos" e que o suprimento para o inverno de 2026/27 está em risco .
O CEO da Equinor, maior fornecedora de gás da Europa, afirmou que o continente dificilmente atingirá a meta de 80% de armazenamento antes do inverno, projetando um preenchimento de apenas 70% — o que deixa o sistema exposto a picos de preço e ondas de frio .
Compradores asiáticos, enfrentando seus próprios déficits de oferta e demanda impulsionada pelo El Niño, estão superando as ofertas europeias por carregamentos spot de GNL, desviando volumes dos EUA que antes seguiam para terminais europeus . A Europa perdeu o status de mercado premium para o GNL flexível.
Norman Liebke, do Commerzbank, afirmou que mesmo que o Estreito de Ormuz reabra de forma sustentável, os preços do gás na Europa permanecerão elevados devido à infraestrutura danificada do Catar, aos estoques europeus baixos e à demanda asiática mais forte. Ele vê alívio apenas no longo prazo .
A Europa já não conta com a maior parte do gás russo por gasoduto e GNL devido às sanções, eliminando o que historicamente era seu maior amortecedor de oferta. A paralisação do Catar fechou simultaneamente outra grande fonte alternativa .
Enquanto o Oriente Médio sangra, as exportadoras americanas colhem lucros recordes:
Outros produtores americanos também obtiveram lucros extraordinários. A revista Fortune observou que os valores das ações de petróleo e gás dos EUA saltaram de 20 a 70% em todo o setor .
Múltiplos analistas — incluindo Commerzbank, Wood Mackenzie e JPMorgan — alertam que os mercados financeiros ainda estão subprecificando o risco de volatilidade geopolítica . A perda simultânea da capacidade de gás doméstico iraniano e da capacidade de exportação do Catar, combinada com o risco de fechamento do Estreito de Ormuz, representa um choque de oferta sem precedentes modernos.
A Wood Mackenzie observou que novas interrupções no Estreito de Ormuz impulsionaram os preços spot para mais do que o dobro do vale de junho, e que os estoques europeus não podem ser reabastecidos de forma confiável nessas condições . O mercado precificou uma resolução rápida, mas os danos a Ras Laffan são medidos em anos, não em semanas.
Os ataques de 18 de março de 2026 a South Pars e a destruição iraniana de duas unidades de liquefação em Ras Laffan removeram ~17% da capacidade de exportação do Catar (prazo de reparo de 3 a 5 anos), levaram os estoques europeus a mínimas sazonais recordes (~57-58% cheios contra a média de cinco anos), desviaram o GNL americano para a Ásia, elevaram o Brent em ~6% e o TTF em ~35% no dia, e impulsionaram Cheniere (+36% no ano) e Venture Global (+130% no ano) a máximas plurianuais. Analistas do Commerzbank, Equinor e Wood Mackenzie alertam que o mercado ainda não precificou totalmente os danos de infraestrutura plurianuais e o contínuo risco geopolítico.
Horas depois, o Irã retaliou. Mísseis da Guarda Revolucionária Islâmica atingiram refinarias, usinas de gás e terminais de exportação na Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Bahrein. O alvo mais crítico foi o Ras Laffan Industrial City, no Catar — o maior complexo de exportação de GNL do mundo .
O ataque iraniano destruiu duas unidades de liquefação (Trains 4 e 6) em Ras Laffan, eliminando cerca de 17% da capacidade de exportação de GNL do Catar — o equivalente a aproximadamente 12,8 milhões de toneladas por ano. O CEO da QatarEnergy, Saad al-Kaabi, declarou força maior sobre contratos de longo prazo e estimou uma perda de receita anual de 20 bilhões de dólares. A previsão de reparo total é de 3 a 5 anos .
No final de maio, o Irã conseguiu restaurar parcialmente a produção de gás em três plataformas offshore de South Pars, afirmando que não sofreram danos estruturais . Porém, as unidades de liquefação do Catar sofreram avarias graves. Relatórios de final de julho confirmaram que as duas unidades destruídas em Ras Laffan continuam fora de operação, sem alteração no cronograma de reparos .
O impacto mais imediato foi sentido na Europa. No início de agosto de 2026, os estoques de gás da União Europeia estavam em apenas 57-58% da capacidade — o nível mais baixo para essa época do ano desde 2011, e cerca de 12 a 17 pontos percentuais abaixo da média de cinco anos . A Wood Mackenzie avaliou que os inventários estão em níveis "excepcionalmente baixos" e que o suprimento para o inverno de 2026/27 está em risco .
O CEO da Equinor, maior fornecedora de gás da Europa, afirmou que o continente dificilmente atingirá a meta de 80% de armazenamento antes do inverno, projetando um preenchimento de apenas 70% — o que deixa o sistema exposto a picos de preço e ondas de frio .
Compradores asiáticos, enfrentando seus próprios déficits de oferta e demanda impulsionada pelo El Niño, estão superando as ofertas europeias por carregamentos spot de GNL, desviando volumes dos EUA que antes seguiam para terminais europeus . A Europa perdeu o status de mercado premium para o GNL flexível.
Norman Liebke, do Commerzbank, afirmou que mesmo que o Estreito de Ormuz reabra de forma sustentável, os preços do gás na Europa permanecerão elevados devido à infraestrutura danificada do Catar, aos estoques europeus baixos e à demanda asiática mais forte. Ele vê alívio apenas no longo prazo .
A Europa já não conta com a maior parte do gás russo por gasoduto e GNL devido às sanções, eliminando o que historicamente era seu maior amortecedor de oferta. A paralisação do Catar fechou simultaneamente outra grande fonte alternativa .
Enquanto o Oriente Médio sangra, as exportadoras americanas colhem lucros recordes:
Outros produtores americanos também obtiveram lucros extraordinários. A revista Fortune observou que os valores das ações de petróleo e gás dos EUA saltaram de 20 a 70% em todo o setor .
Múltiplos analistas — incluindo Commerzbank, Wood Mackenzie e JPMorgan — alertam que os mercados financeiros ainda estão subprecificando o risco de volatilidade geopolítica . A perda simultânea da capacidade de gás doméstico iraniano e da capacidade de exportação do Catar, combinada com o risco de fechamento do Estreito de Ormuz, representa um choque de oferta sem precedentes modernos.
A Wood Mackenzie observou que novas interrupções no Estreito de Ormuz impulsionaram os preços spot para mais do que o dobro do vale de junho, e que os estoques europeus não podem ser reabastecidos de forma confiável nessas condições . O mercado precificou uma resolução rápida, mas os danos a Ras Laffan são medidos em anos, não em semanas.
Os ataques de 18 de março de 2026 a South Pars e a destruição iraniana de duas unidades de liquefação em Ras Laffan removeram ~17% da capacidade de exportação do Catar (prazo de reparo de 3 a 5 anos), levaram os estoques europeus a mínimas sazonais recordes (~57-58% cheios contra a média de cinco anos), desviaram o GNL americano para a Ásia, elevaram o Brent em ~6% e o TTF em ~35% no dia, e impulsionaram Cheniere (+36% no ano) e Venture Global (+130% no ano) a máximas plurianuais. Analistas do Commerzbank, Equinor e Wood Mackenzie alertam que o mercado ainda não precificou totalmente os danos de infraestrutura plurianuais e o contínuo risco geopolítico.