Em 5 de agosto de 2026, Cambridge anunciou que havia recebido 'novas informações' sobre as qualificações acadêmicas e nomeações honorárias de Arday e que abriria uma investigação . Horas depois, Arday renunciou com efeito imediato. Em uma declaração publicada pelo Good Law Project, ele disse que renunciava com 'profunda tristeza', reconhecia erros em seu trabalho, mas insistia que não era um 'mentiroso' e que havia enfrentado 'um nível implacável de escrutínio público e ataque pessoal'
.
Na sexta-feira, 14 de agosto de 2026 — pouco mais de uma semana após sua renúncia — Arday foi encontrado morto em sua casa na Daley Thompson Way, em Battersea, no sul de Londres . A Polícia Metropolitana afirmou que foi acionada pelo Serviço de Ambulâncias de Londres pouco depois das 15h, após o relato de que um homem havia sido encontrado inconsciente. Ele foi declarado morto no local; os familiares próximos foram informados
. Até o momento, a polícia não confirmou oficialmente a identidade do falecido em seu comunicado, mas múltiplas fontes, incluindo a Associated Press, confirmaram que se tratava de Arday
. A causa da morte não foi divulgada
.
O caso de Arday se tornou um ponto de conflito para várias controvérsias sobrepostas na academia britânica.
Diversidade vs. rigor acadêmico. Críticos argumentaram que Cambridge elevou Arday principalmente como um 'garoto-propaganda da diversidade' sem verificar adequadamente suas credenciais, e que a pressão por representação racial comprometeu o rigor acadêmico . O The Telegraph publicou uma reportagem de grande repercussão intitulada 'A queda do garoto-propaganda da diversidade de Cambridge'
. Por outro lado, muitos contra-argumentaram que o escrutínio intenso que Arday sofreu foi, em si, motivado por racismo.
Acusações de 'racismo grotesco'. Um grupo de professores sênior de Cambridge circulou uma carta conjunta pedindo uma investigação independente e argumentando que a liderança da universidade era responsável pelo 'racismo grotesco desencadeado' pela nomeação de Arday . Eles sustentaram que um acadêmico negro foi submetido a um nível de vilipêndio público que um acadêmico branco em circunstâncias semelhantes jamais enfrentaria
.
A resposta institucional de Cambridge. A universidade anunciou uma revisão de seu processo de contratação de professores seniores, dizendo que as conclusões da investigação sobre Arday alimentariam uma nova análise das práticas de contratação . No entanto, um grupo de acadêmicos de Cambridge rejeitou a medida como insuficiente e pediu uma 'investigação independente, completa e transparente' sobre como Arday foi contratado
.
Uma guerra cultural mais ampla. O jornal The Independent descreveu o caso de Arday como 'uma guerra cultural latente que explodiu', com a mídia de direita usando-o como um instrumento contra as iniciativas de diversidade, equidade e inclusão no ensino superior, enquanto seus defensores o viam como um alerta sobre os padrões duplos raciais aplicados a acadêmicos negros .
O caso permanece sem solução em várias frentes: a investigação de Cambridge ainda estava em andamento no momento da morte de Arday, e o debate sobre o que sua ascensão e queda revelam sobre raça, mérito e responsabilidade institucional na academia britânica continua.