A ideia de que os mercados de crédito não atribuíram nenhum prêmio de risco à dívida de IA está cada vez mais defasada. Na prática, o que se vê é um cenário com dois vetores:
Onde os spreads continuam apertados:
Onde os prêmios de risco estão emergindo:
A característica estrutural mais preocupante é a explosão de passivos que não aparecem nos balanços patrimoniais:
A onda de US$ 570 bilhões reflete uma resposta racional à demanda insaciável de capital da IA vinda dos tomadores de crédito mais sólidos do mundo. No entanto, a noção de que os mercados não precificaram nenhum risco é falsa em meados de 2026 – os spreads de CDS estão subindo, a demanda está perdendo força, e o Fitch, o BIS e o Federal Reserve (o banco central americano) já sinalizaram preocupações sistêmicas.
O verdadeiro risco que permanece subprecificado são os US$ 1,65 trilhão em passivos fora dos balanços e a teia opaca de crédito privado, arrendamentos e joint ventures que pode transformar uma correção no mercado de IA em um evento de crédito que atinja seguradoras, fundos de crédito privado e investidores em títulos de forma que a análise tradicional de balanços não consegue capturar.