O ouro caiu 0,93% para US$ 4.367,52/oz nesta quinta feira (13), recuando da máxima de 10 semanas, com traders realizando lucros após um rali de duas semanas impulsionado pela inflação mais fria nos EUA. O recuo foi impulsionado pela realização de lucros, alta do dólar, cautela antes do PPI de julho (que veio estável...
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Os preços do ouro recuaram cerca de 0,93% nesta quinta-feira, 13 de agosto, fechando a US$ 4.367,52 a onça-troy e se afastando da máxima de 10 semanas atingida mais cedo na sessão asiática . O movimento de baixa veio após um rali acentuado de duas semanas que elevou o metal em aproximadamente 7,5% desde o final de julho, impulsionado pelo arrefecimento da inflação nos EUA e pela escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio
. A queda de quinta-feira foi uma consolidação natural — uma combinação de realização de lucros, cautela antes do PPI, um dólar mais forte e resistência técnica na média móvel de 100 dias
. Veja a seguir os principais fatores e o que eles significam para as perspectivas do ouro.
O ouro havia disparado para uma máxima de 10 semanas no pregão asiático de quinta-feira, impulsionado pelo Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de julho, mais frio do que o esperado, divulgado na quarta-feira, que subiu apenas 0,1% na comparação mensal . O relatório do CPI veio em linha com as previsões dos economistas e reforçou as expectativas de que o Federal Reserve pode manter os juros estáveis em setembro, levando o ouro ao seu maior nível desde 5 de junho
. Com o metal já acumulando alta de mais de 7% nas duas semanas anteriores, os traders aproveitaram a oportunidade para garantir lucros, desencadeando uma correção
.
O Índice de Preços ao Produtor (PPI) de julho veio estável (inalterado na comparação mensal) quando foi divulgado na manhã de quinta-feira, somando-se às evidências de que as pressões inflacionárias do choque anterior nos preços de energia estão diminuindo . Combinados com o CPI de julho (+0,1% mês a mês), os dois dados de inflação mais fracos reduziram as expectativas de um aumento da taxa do Fed em setembro para aproximadamente 40%
. Os mercados agora veem 66% de chance de que os diretores do Fed mantenham os juros inalterados na próxima reunião
. Uma inflação mais baixa é normalmente positiva para o ouro (que não rende juros), pois reduz o custo de oportunidade de manter o metal em comparação com ativos que rendem juros. No entanto, o Fed continua cauteloso: os custos elevados de energia, ligados às interrupções no Oriente Médio, podem manter a porta aberta para um novo aperto, criando um sinal misto que impede o ouro de romper de forma decisiva para cima
.
Os riscos geopolíticos no Oriente Médio continuaram a sustentar a demanda por proteção (safe haven), mesmo com a realização de lucros puxando os preços para baixo. Em 9 de agosto, o grupo houthi, alinhado ao Irã no Iêmen, reivindicou um ataque de drone contra a refinaria de Jazan da Saudi Aramco, no valor de US$ 21 bilhões, causando um incêndio que as autoridades sauditas rapidamente extinguíram, sem vítimas . O ataque ocorreu dois dias depois de a Arábia Saudita assinar um pacto de defesa com a Turquia e o Paquistão, aumentando a instabilidade regional . Os houthis reivindicaram um segundo ataque à mesma instalação em 13 de agosto, destacando a ameaça persistente à infraestrutura petrolífera saudita .
Além dos ataques à refinaria, o Estreito de Ormuz continua sendo um ponto crítico. O Irã alertou que a vital rota de navegação de petróleo não será reaberta a menos que os compromissos da outra parte sejam cumpridos, mantendo vivos os temores de interrupção no fornecimento de petróleo e apoiando o prêmio de safe-haven do ouro . As tensões mais amplas entre EUA e Irã e as negociações diplomáticas paralisadas sobre um acordo de paz para reabrir o Estreito adicionam um prêmio de risco geopolítico persistente
.
O ouro está preso entre duas forças poderosas. Do lado altista: a escalada da turbulência no Oriente Médio (ataques houthis, risco no Estreito de Ormuz, tensões EUA-Irã) e o arrefecimento da inflação nos EUA (CPI +0,1%, PPI estável), que reduz a urgência de aperto do Fed . Do lado baixista: a possibilidade persistente de um aumento da taxa em setembro (cerca de 40% de probabilidade), um dólar mais forte que adiciona ventos contrários para o ouro cotado em dólar e os custos elevados de energia que podem manter o Fed cauteloso
.
Apesar do recuo de quinta-feira, a trajetória mais ampla do ouro permanece construtiva. O metal registrou um ganho de 7,2% na semana encerrada em 7 de agosto — o maior ganho percentual semanal desde janeiro de 2026 — e continua no caminho para uma segunda semana consecutiva de alta, mantendo-se acima de US$ 4.350 . No último mês, o ouro subiu cerca de 7,73%
. O metal encontrou resistência técnica na média móvel de 100 dias, por volta de US$ 4.387, o que desencadeou vendas, mas fechou acima desse nível no início da semana pela primeira vez desde abril de 2026
.
Em resumo: A queda de quinta-feira foi uma consolidação técnica após um rali de duas semanas, amplificada pela cautela com o PPI e pelo dólar mais forte. Os fatores subjacentes — inflação americana em arrefecimento, que reduz a pressão por aperto, e a escalada da turbulência no Oriente Médio, que alimenta os fluxos de safe-haven — permanecem firmemente no lugar, mantendo o ouro solidamente acima de US$ 4.350 e posicionado para novos ganhos se a temperatura geopolítica subir ou se o Fed sinalizar uma pausa definitiva.
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O ouro caiu 0,93% para US$ 4.367,52/oz nesta quinta feira (13), recuando da máxima de 10 semanas, com traders realizando lucros após um rali de duas semanas impulsionado pela inflação mais fria nos EUA.
O ouro caiu 0,93% para US$ 4.367,52/oz nesta quinta feira (13), recuando da máxima de 10 semanas, com traders realizando lucros após um rali de duas semanas impulsionado pela inflação mais fria nos EUA. O recuo foi impulsionado pela realização de lucros, alta do dólar, cautela antes do PPI de julho (que veio estável) e incertezas sobre os próximos passos do Federal Reserve em setembro.
Apesar da queda, os fatores de alta continuam: a inflação em desaceleração reduz a pressão por alta dos juros, enquanto as tensões no Oriente Médio — incluindo um ataque de drone houthi à refinaria da Aramco em Jazan...