A celebração ocorreu em meio à pior crise econômica e política de Cuba em décadas . Em janeiro de 2026, o governo Trump impôs um bloqueio de combustível, ameaçando tarifas a qualquer país que exportasse petróleo para Cuba, cortando os embarques venezuelanos
. Novas sanções, anunciadas em 23 de julho de 2026, ampliaram as restrições a setores-chave da economia cubana
. O bloqueio causou apagões quase diários de até 20 horas, forçando os cubanos a planejar suas vidas em torno do retorno da luz
. A escassez de medicamentos se agravou, alimentos apodreceram em geladeiras sem energia e o sistema de saúde entrou em colapso, com autoridades sanitárias alertando que a falta de energia ameaça diretamente a sobrevivência dos pacientes
. A economia estatal, já ineficiente, mergulhou em uma crise total, com milhões enfrentando severas dificuldades
. Em meio à crise, o governo cubano buscou reformas limitadas de mercado e abriu negociações com os EUA, embora Díaz-Canel atribua a deterioração exclusivamente a fatores externos
. Especialistas em direitos humanos da ONU condenaram as novas sanções dos EUA, alertando que estão empurrando Cuba para uma "crise em grande escala" e pedindo ação internacional
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O presidente Díaz-Canel reconheceu que Cuba atravessa "um dos momentos mais difíceis em décadas", mas atribuiu a crise inteiramente à pressão dos EUA, prometendo defender a "justiça social" e insistindo que "Cuba não desiste" . Alguns cidadãos expressaram nostalgia por Fidel. Argelia Mustelier, uma aposentada de 61 anos de Havana Velha, disse: "Fidel nos deixou tudo de bom que veio do processo revolucionário cubano. Nestes tempos difíceis... ele teria encontrado uma maneira de trazer alguma felicidade ao seu país"
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No entanto, as gerações mais jovens veem Fidel como o arquiteto do sistema que levou à crise atual. Um jovem cubano disse à AP: "Nossa geração não experimentou os triunfos da revolução. Nós só experimentamos seus fracassos" . Quando o Partido Comunista declarou que "Fidel é eterno", as redes sociais explodiram com sarcasmo e indignação, com usuários associando a "eternidade" de Castro aos apagões, à falta d'água, ao lixo acumulado e à miséria generalizada
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A crise atual é exacerbada pelo que muitos analistas chamam de 'campanha de pressão máxima' do governo Trump contra Cuba . Desde seu retorno ao poder em 2025, Trump endureceu significativamente as sanções existentes, que já duravam mais de seis décadas . O bloqueio de combustível, em particular, foi descrito como um 'genocídio' pelo governo cubano, enquanto a ONU alertou que crianças estão morrendo por falta de medicamentos essenciais . A situação levou a três apagões nacionais em apenas seis meses, com a rede elétrica do país à beira do colapso total . Em resposta, o governo cubano iniciou conversas diplomáticas com os EUA para tentar aliviar a crise, mas sem avanços significativos até o momento .