"Nosso fornecimento de água continua cortado até hoje, nos privando da água de que dependemos para nossas casas, nosso sustento e nossas terras agrícolas", disse Nemer a repórteres .
O caso de Fasayil não é isolado. É o exemplo mais visível de um padrão mais amplo que se intensifica: a tomada de nascentes de água doce palestinas por colonos israelenses e ataques sistemáticos à infraestrutura hídrica na Cisjordânia ocupada em 2025–2026.
Fasayil, um vilarejo palestino no Vale do Jordão, dependia de sua nascente natural para a agricultura de subsistência e para o abastecimento doméstico. A sequência de eventos que levou à sua perda:
Abed Al Ebayat, morador de Fasayil, contou à ABC News que os colonos deixaram uma pilha enorme de ração animal na soleira da última família palestina da área, e o fedor de tâmaras apodrecidas toma conta do ar porque a nascente tomada matou as plantações .
Os incidentes documentados vão muito além de Fasayil. Os casos principais incluem:
Nascente Ein Samiya (nordeste de Ramallah): Colonos assumiram o controle de uma nascente e de uma estação de distribuição de água que atendia cerca de 20 vilarejos palestinos. Em 2026, a nascente era usada por colonos para lazer, enquanto pastores palestinos não conseguiam mais acessá-la. A concessionária de água informou que a estação, que abastece cerca de 100 mil palestinos, foi alvo de repetidos atos de vandalismo .
Ein al-Auja (norte de Jericó): Uma nascente e cachoeira antes abundante, com vazão estimada em milhares de metros cúbicos por dia, foi desviada. A comunidade beduína que dela dependia — mais de 100 famílias — foi em grande parte deslocada. Haitham Rashaidh estava entre os últimos a partir quando o solo secou .
Poços perto de Jericó (agosto de 2026): Forças israelenses destruíram três dos principais poços de água que serviam pastores palestinos numa das regiões mais secas da Cisjordânia. Moradores descreveram o fato como a pior escalada numa crise hídrica de meses .
Reservatórios antigos perto de Belém (julho de 2026): O ministro das Finanças israelense de extrema-direita, Bezalel Smotrich, ameaçou tomar os históricos Reservatórios de Salomão, uma medida que grupos de direitos humanos classificaram como uma escalada significativa na campanha pelo controle da terra e da água na Cisjordânia .
Nascente Ein Rawabi (nordeste de Jerusalém): Em julho de 2026, colonos israelenses tomaram o controle desta nascente após vandalizarem o local. O Governo de Jerusalém afirmou que a nascente é a única fonte de água para as comunidades beduínas da área .
| Dimensão | Números-chave |
|---|---|
| Ataques de colonos a locais de água/saneamento documentados pela ONU (até meados de 2026) | Pelo menos 160 |
| Ataques à infraestrutura hídrica no 1º semestre de 2025 | 62 |
| Estruturas de água/saneamento danificadas/destruídas (jan–jun 2026) | Mais de 190 |
| Total de ataques de colonos com vítimas ou danos materiais (2025) | 1.828 |
| Média de ataques de colonos por dia em 2025 | 5 |
| Ataques de colonos documentados pela Anistia Internacional (jan 2023 – dez 2025) | 4.575 |
| Mortes de palestinos em ataques de colonos (2026, até julho) | 18 (superou o total de 17 em 2025) |
| População de assentamentos na Cisjordânia | Mais de 500 mil, em 147 assentamentos e postos avançados em expansão |
Nas comunidades afetadas, os palestinos afirmam que o padrão de tomada de água e violência é deliberadamente projetado para tornar a vida insustentável e forçá-los a deixar suas terras . Em Qusra, ao sul de Nablus, o ACNUDH (ONU) relatou em agosto de 2026 que três famílias palestinas — cerca de 15 pessoas — estavam confinadas em suas casas "em estado de terror" depois que colonos cortaram sua energia e água . O cerco começou quando colonos bloquearam a estrada, montaram uma barraca nos quintais e se recusaram a permitir a entrada ou saída de任何人 .
O Exército israelense reconheceu ter recebido numerosos relatos de civis israelenses prejudicando deliberadamente a infraestrutura hídrica palestina. Registrou 120 incidentes de "crime nacionalista" em 2025 — um aumento de cerca de 45% em relação a 2024 . O Exército afirma que processa os infratores, mas enfrenta dificuldades para reunir provas e efetuar prisões; grupos de direitos humanos afirmam que a aplicação da lei continua fraca . Num desenvolvimento notável, 600 ex-funcionários da segurança israelense assinaram uma carta em julho de 2026 pedindo que o presidente dos EUA, Trump, pressionasse os líderes de Israel a pôr fim ao que chamaram de "terror de colonos" na Cisjordânia .
O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, membro da coalizão de extrema-direita, ameaçou explicitamente em maio de 2026 "apagar" o vilarejo palestino de al-Khader, perto de Belém, e tomar os antigos reservatórios de água, chamando-os de parte do patrimônio de Israel . Grupos de direitos humanos citam suas declarações como encorajamento oficial à campanha de tomada de terras e água.
A Administração Civil, o órgão militar israelense que governa a Cisjordânia, aceitou a alegação dos colonos de que o local de Fasayil era uma área arqueológica — um pretexto que palestinos e grupos de direitos humanos dizem ser rotineiramente usado para a tomada de terras .
Anistia Internacional (junho de 2026): Publicou um relatório importante documentando pelo menos 4.575 ataques de colonos contra comunidades palestinas entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025, incluindo destruição de tanques de água, painéis solares, poços e infraestrutura agrícola. A Anistia descreveu a campanha como "limpeza étnica" das comunidades palestinas na Cisjordânia .
B'Tselem (grupo israelense de direitos humanos): Documentou em detalhes a cerca de Fasayil, observando que os colonos bloquearam a estrada principal e impediram que 30 moradores — incluindo 16 menores — chegassem às suas terras agrícolas .
UN OCHA: Registrou e alertou que as demolições e a violência estão "prejudicando ainda mais a capacidade das comunidades palestinas de acessar água suficiente" . Em agosto de 2026, a ONU havia documentado mais de 1.430 incidentes envolvendo colonos israelenses que resultaram em vítimas, danos materiais ou ambos apenas em 2026, afetando aproximadamente 260 comunidades palestinas .
UE: Em seu relatório de 2025 sobre assentamentos (publicado em agosto de 2026), observou que a violência dos colonos atingiu níveis recordes e a população de assentamentos na Cisjordânia agora ultrapassa 500 mil pessoas .
Especialistas da ONU (junho de 2026): Emitiram um alerta severo, afirmando que "a violência é usada como uma ferramenta calculada e direcionada para negar aos palestinos o acesso a serviços essenciais, áreas agrícolas e de pastoreio, com o objetivo final de romper a conexão do povo com a terra" .
As evidências mostram uma escalada acentuada em 2025–2026. A tomada de nascentes e a destruição de poços por colonos tornaram-se táticas centrais, frequentemente acompanhadas por declarações oficiais de ministros israelenses de extrema-direita que grupos de direitos humanos interpretam como autorização. O Exército israelense registra o aumento de incidentes, mas não conseguiu conter a tendência. Os relatórios da ONU, UE e Anistia o caracterizam de forma uniforme como uma campanha sistemática que desapropria comunidades palestinas e acelera a anexação de fato.
Como um morador de Fasayil disse à ABC News: "O objetivo deles é nos expulsar... mas para onde poderíamos ir?"
"Nosso fornecimento de água continua cortado até hoje, nos privando da água de que dependemos para nossas casas, nosso sustento e nossas terras agrícolas", disse Nemer a repórteres .
O caso de Fasayil não é isolado. É o exemplo mais visível de um padrão mais amplo que se intensifica: a tomada de nascentes de água doce palestinas por colonos israelenses e ataques sistemáticos à infraestrutura hídrica na Cisjordânia ocupada em 2025–2026.
Fasayil, um vilarejo palestino no Vale do Jordão, dependia de sua nascente natural para a agricultura de subsistência e para o abastecimento doméstico. A sequência de eventos que levou à sua perda:
Abed Al Ebayat, morador de Fasayil, contou à ABC News que os colonos deixaram uma pilha enorme de ração animal na soleira da última família palestina da área, e o fedor de tâmaras apodrecidas toma conta do ar porque a nascente tomada matou as plantações .
Os incidentes documentados vão muito além de Fasayil. Os casos principais incluem:
Nascente Ein Samiya (nordeste de Ramallah): Colonos assumiram o controle de uma nascente e de uma estação de distribuição de água que atendia cerca de 20 vilarejos palestinos. Em 2026, a nascente era usada por colonos para lazer, enquanto pastores palestinos não conseguiam mais acessá-la. A concessionária de água informou que a estação, que abastece cerca de 100 mil palestinos, foi alvo de repetidos atos de vandalismo .
Ein al-Auja (norte de Jericó): Uma nascente e cachoeira antes abundante, com vazão estimada em milhares de metros cúbicos por dia, foi desviada. A comunidade beduína que dela dependia — mais de 100 famílias — foi em grande parte deslocada. Haitham Rashaidh estava entre os últimos a partir quando o solo secou .
Poços perto de Jericó (agosto de 2026): Forças israelenses destruíram três dos principais poços de água que serviam pastores palestinos numa das regiões mais secas da Cisjordânia. Moradores descreveram o fato como a pior escalada numa crise hídrica de meses .
Reservatórios antigos perto de Belém (julho de 2026): O ministro das Finanças israelense de extrema-direita, Bezalel Smotrich, ameaçou tomar os históricos Reservatórios de Salomão, uma medida que grupos de direitos humanos classificaram como uma escalada significativa na campanha pelo controle da terra e da água na Cisjordânia .
Nascente Ein Rawabi (nordeste de Jerusalém): Em julho de 2026, colonos israelenses tomaram o controle desta nascente após vandalizarem o local. O Governo de Jerusalém afirmou que a nascente é a única fonte de água para as comunidades beduínas da área .
| Dimensão | Números-chave |
|---|---|
| Ataques de colonos a locais de água/saneamento documentados pela ONU (até meados de 2026) | Pelo menos 160 |
| Ataques à infraestrutura hídrica no 1º semestre de 2025 | 62 |
| Estruturas de água/saneamento danificadas/destruídas (jan–jun 2026) | Mais de 190 |
| Total de ataques de colonos com vítimas ou danos materiais (2025) | 1.828 |
| Média de ataques de colonos por dia em 2025 | 5 |
| Ataques de colonos documentados pela Anistia Internacional (jan 2023 – dez 2025) | 4.575 |
| Mortes de palestinos em ataques de colonos (2026, até julho) | 18 (superou o total de 17 em 2025) |
| População de assentamentos na Cisjordânia | Mais de 500 mil, em 147 assentamentos e postos avançados em expansão |
Nas comunidades afetadas, os palestinos afirmam que o padrão de tomada de água e violência é deliberadamente projetado para tornar a vida insustentável e forçá-los a deixar suas terras . Em Qusra, ao sul de Nablus, o ACNUDH (ONU) relatou em agosto de 2026 que três famílias palestinas — cerca de 15 pessoas — estavam confinadas em suas casas "em estado de terror" depois que colonos cortaram sua energia e água . O cerco começou quando colonos bloquearam a estrada, montaram uma barraca nos quintais e se recusaram a permitir a entrada ou saída de任何人 .
O Exército israelense reconheceu ter recebido numerosos relatos de civis israelenses prejudicando deliberadamente a infraestrutura hídrica palestina. Registrou 120 incidentes de "crime nacionalista" em 2025 — um aumento de cerca de 45% em relação a 2024 . O Exército afirma que processa os infratores, mas enfrenta dificuldades para reunir provas e efetuar prisões; grupos de direitos humanos afirmam que a aplicação da lei continua fraca . Num desenvolvimento notável, 600 ex-funcionários da segurança israelense assinaram uma carta em julho de 2026 pedindo que o presidente dos EUA, Trump, pressionasse os líderes de Israel a pôr fim ao que chamaram de "terror de colonos" na Cisjordânia .
O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, membro da coalizão de extrema-direita, ameaçou explicitamente em maio de 2026 "apagar" o vilarejo palestino de al-Khader, perto de Belém, e tomar os antigos reservatórios de água, chamando-os de parte do patrimônio de Israel . Grupos de direitos humanos citam suas declarações como encorajamento oficial à campanha de tomada de terras e água.
A Administração Civil, o órgão militar israelense que governa a Cisjordânia, aceitou a alegação dos colonos de que o local de Fasayil era uma área arqueológica — um pretexto que palestinos e grupos de direitos humanos dizem ser rotineiramente usado para a tomada de terras .
Anistia Internacional (junho de 2026): Publicou um relatório importante documentando pelo menos 4.575 ataques de colonos contra comunidades palestinas entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025, incluindo destruição de tanques de água, painéis solares, poços e infraestrutura agrícola. A Anistia descreveu a campanha como "limpeza étnica" das comunidades palestinas na Cisjordânia .
B'Tselem (grupo israelense de direitos humanos): Documentou em detalhes a cerca de Fasayil, observando que os colonos bloquearam a estrada principal e impediram que 30 moradores — incluindo 16 menores — chegassem às suas terras agrícolas .
UN OCHA: Registrou e alertou que as demolições e a violência estão "prejudicando ainda mais a capacidade das comunidades palestinas de acessar água suficiente" . Em agosto de 2026, a ONU havia documentado mais de 1.430 incidentes envolvendo colonos israelenses que resultaram em vítimas, danos materiais ou ambos apenas em 2026, afetando aproximadamente 260 comunidades palestinas .
UE: Em seu relatório de 2025 sobre assentamentos (publicado em agosto de 2026), observou que a violência dos colonos atingiu níveis recordes e a população de assentamentos na Cisjordânia agora ultrapassa 500 mil pessoas .
Especialistas da ONU (junho de 2026): Emitiram um alerta severo, afirmando que "a violência é usada como uma ferramenta calculada e direcionada para negar aos palestinos o acesso a serviços essenciais, áreas agrícolas e de pastoreio, com o objetivo final de romper a conexão do povo com a terra" .
As evidências mostram uma escalada acentuada em 2025–2026. A tomada de nascentes e a destruição de poços por colonos tornaram-se táticas centrais, frequentemente acompanhadas por declarações oficiais de ministros israelenses de extrema-direita que grupos de direitos humanos interpretam como autorização. O Exército israelense registra o aumento de incidentes, mas não conseguiu conter a tendência. Os relatórios da ONU, UE e Anistia o caracterizam de forma uniforme como uma campanha sistemática que desapropria comunidades palestinas e acelera a anexação de fato.
Como um morador de Fasayil disse à ABC News: "O objetivo deles é nos expulsar... mas para onde poderíamos ir?"