Rússia tira da disputa o único partido que se opõe à guerra na Ucrânia
Suprema Corte russa acolheu ação do partido nacionalista Rodina e anulou o registro da lista federal do Yabloko para as eleições de setembro de 2026. Líder do Yabloko, Nikolai Rybakov, afirmou que recorrerá e que permanecerá na Rússia para continuar a luta política.
Suprema Corte russa acolheu ação do partido nacionalista Rodina e anulou o registro da lista federal do Yabloko para as eleições de setembro de 2026.
Líder do Yabloko, Nikolai Rybakov, afirmou que recorrerá e que permanecerá na Rússia para continuar a luta política.
Pesquisas indicam que 81% dos russos apoiam o fim imediato da guerra, maior índice desde o início da invasão em 2022.
ONU e Comissão Europeia condenaram a decisão como mais um ataque às liberdades fundamentais na Rússia.
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Em 10 de agosto de 2026, a Suprema Corte da Rússia excluiu o partido Yabloko — a única legenda registrada que se opõe abertamente à guerra na Ucrânia — das eleições para a Duma Estatal marcadas para setembro. A decisão gerou forte reação do líder da sigla, trouxe à tona novas evidências do aumento do sentimento antibélico entre os russos e provocou duras críticas internacionais, especialmente da ONU e da Comissão Europeia.
A decisão da corte e os motivos alegados
A Suprema Corte anulou o registro da lista federal de candidatos do Yabloko em 10 de agosto de 2026, após uma audiência convocada às pressas . A ação foi movida pelo partido nacionalista pró-Kremlin Rodina (Pátria) .
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Suprema Corte russa acolheu ação do partido nacionalista Rodina e anulou o registro da lista federal do Yabloko para as eleições de setembro de 2026.
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Suprema Corte russa acolheu ação do partido nacionalista Rodina e anulou o registro da lista federal do Yabloko para as eleições de setembro de 2026. Líder do Yabloko, Nikolai Rybakov, afirmou que recorrerá e que permanecerá na Rússia para continuar a luta política.
O que devo fazer a seguir na prática?
Pesquisas indicam que 81% dos russos apoiam o fim imediato da guerra, maior índice desde o início da invasão em 2022.
O tribunal citou supostas violações: recebimento de financiamento estrangeiro não declarado, descumprimento de regras de financiamento de campanha, uso indevido de materiais protegidos por direitos autorais e infrações relacionadas a "extremismo" . A audiência durou cerca de sete horas .
A decisão reverteu uma autorização anterior da Comissão Eleitoral Central, que havia permitido a participação do Yabloko . Com a exclusão, eleitores contrários à guerra na Ucrânia perderam a única opção registrada de voto .
Líder do partido promete recorrer e ficar na Rússia
O presidente do Yabloko, Nikolai Rybakov, afirmou que o partido vai recorrer da decisão dentro do prazo de cinco dias e fará de tudo para participar da eleição . Ele declarou que permanecerá na Rússia e continuará lutando por mudanças, apesar da pressão crescente das autoridades .
Rybakov disse que não deixará o país e que o partido manterá seu trabalho político mesmo após a proibição . Cerca de cem apoiadores se reuniram em frente ao tribunal gritando "Vergonha!" .
O fundador do partido, Grigory Yavlinsky, também condenou a decisão e afirmou que o Yabloko vai recorrer .
Evidências do crescente sentimento antibélico entre os russos
81% dos russos apoiam o fim da guerra "já amanhã" — o maior índice registrado desde o início da invasão em larga escala, de acordo com um estudo de junho de 2026 do Instituto para o Estudo da Rússia Contemporânea (IKAR), com sede em Kiev .
Pela primeira vez, metade dos russos não considera mais a invasão "bem-sucedida" — os ataques de longo alcance da Ucrânia, a crise interna de combustíveis e os rumores de uma nova mobilização no outono europeu corroeram o apoio público .
Índice de Sentimento do Consumidor (ISC) caiu para 94 pontos em junho de 2026 — o nível mais baixo já registrado, com os russos cada vez mais pessimistas em relação às finanças do país, segundo dados do Centro Levada .
O Yabloko vinha ganhando força entre os jovens, usando a eleição para atrair russos frustrados com o conflito na Ucrânia e com as restrições à internet, conforme relatos de dias antes da proibição .
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou no início de agosto que a Ucrânia tem dados de pesquisas internas russas mostrando um número crescente de russos que desejam o fim da guerra .
Reação internacional: ONU e Comissão Europeia
Organização das Nações Unidas (ONU): O escritório de direitos humanos da ONU publicou em 12 de agosto, na rede social X, que estava "profundamente preocupado" com a exclusão do Yabloko e pediu às autoridades russas que revertessem a decisão .
Comissão Europeia: A porta-voz da CE, Anitta Hipper, disse em entrevista coletiva em 11 de agosto que a decisão é "mais uma evidência das ações da Rússia contra as liberdades fundamentais e da contínua repressão à oposição política e à sociedade civil no país" . A Comissão classificou a proibição como esperada e mais um sinal da deterioração do espaço democrático na Rússia .
en.zona.media
Paring the ballot. Russia’s Supreme Court strikes Yabloko, the sole antiwar party, from the September ballot over… copyright violations