O cerco começou no domingo, 9 de agosto, quando colonos que haviam estabelecido um posto avançado ilegal em Qusra (perto de Nablus) em novembro de 2025 intensificaram seus ataques a três casas palestinas . Eles bloquearam estradas, cortaram a água e a eletricidade e prenderam cerca de 15 pessoas — incluindo pelo menos duas crianças — dentro de casa, sem suprimentos. O Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) descreveu a situação como um 'estado de terror' .
A resposta do Exército israelense foi inconsistente e gerou críticas generalizadas. Na quarta-feira, 12 de agosto, tropas israelenses foram enviadas à área e entraram em confronto com os colonos, usando gás lacrimogêneo em uma rara ação para tentar desobstruir o posto avançado . No entanto, os soldados se retiraram depois de não conseguirem dispersar os colonos, deixando as famílias ainda presas .
No dia seguinte, 13 de agosto, o Exército mudou de direção. As tropas ocuparam as casas palestinas cercadas, efetivamente assumindo o controle das mesmas casas que as famílias defendiam . Ao mesmo tempo, o Exército ordenou que alguns palestinos evacuassem suas casas. O prefeito de Qusra, Abdel Azim Wadi, disse que as ações militares estavam, na prática, favorecendo os colonos . O Exército depois reverteu a ordem de evacuação, afirmando que os soldados receberam instruções de que 'os moradores de Qusra permanecerão em suas casas' . Os militares declararam ter desmantelado dois postos avançados ilegais e detido um israelense .
O ACNUDH apelou às autoridades israelenses em 13 de agosto para que protegessem as famílias presas, classificando o cerco como parte de uma 'campanha de intensificação' para tomar terras palestinas . Apenas semanas antes, em 29 de julho, o ACNUDH havia alertado que a violência dos colonos havia atingido um 'recorde histórico' e que colonos e forças de segurança israelenses 'frequentemente' agiam em conjunto para atacar comunidades palestinas .
O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, fez uma crítica incomumente dura, chamando o cerco de um 'ato de terror hediondo' e exigindo a remoção dos que chamou de 'terroristas israelenses' da área .
O cerco de Qusra não é um incidente isolado. A violência dos colonos disparou em 2026. No final de julho, o ACNUDH relatou uma média de ataques de colonos superior a 60 por dia — um aumento de 63% em relação a 2025 . Essa violência, combinada com restrições de acesso, já havia deslocado mais de 2.000 palestinos em agosto de 2026 . Em março de 2026, quase 1.700 palestinos já haviam sido deslocados, superando o total de todo o ano de 2025 . O Conselho de Segurança da ONU foi informado em 11 de agosto de que a Cisjordânia está em um 'ponto de ruptura' . As autoridades israelenses também aprovaram ou avançaram cerca de 12.360 unidades habitacionais em assentamentos só em 2026 .
Paralelamente à violência dos colonos, a agência da ONU para refugiados palestinos (UNRWA) enfrenta uma ameaça existencial em Jerusalém Oriental. Em janeiro de 2026, as autoridades israelenses trocaram as fechaduras do Centro de Saúde da UNRWA em Jerusalém e cortaram os serviços . O secretário-geral da ONU, António Guterres, 'condenou veementemente' o que chamou de 'entrada ilegal e fechamento' da instalação, que atende centenas de refugiados palestinos diariamente .
Separadamente, forças israelenses invadiram e demoliram edifícios no complexo da sede da UNRWA em Jerusalém Oriental em janeiro de 2026 . A última instalação operacional remanescente da agência em Jerusalém Oriental, o Centro de Treinamento de Qalandiya, foi invadida por forças israelenses cinco vezes em 2026 . Essas ações seguem a legislação do Knesset (parlamento israelense) aprovada em outubro de 2024 e emendada em dezembro de 2025, que proíbe a UNRWA de operar em território declarado soberano por Israel e proíbe as autoridades israelenses de terem contato com a agência, colocando todas as instalações remanescentes da UNRWA em Jerusalém Oriental sob risco iminente de fechamento .
O cerco começou no domingo, 9 de agosto, quando colonos que haviam estabelecido um posto avançado ilegal em Qusra (perto de Nablus) em novembro de 2025 intensificaram seus ataques a três casas palestinas . Eles bloquearam estradas, cortaram a água e a eletricidade e prenderam cerca de 15 pessoas — incluindo pelo menos duas crianças — dentro de casa, sem suprimentos. O Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) descreveu a situação como um 'estado de terror' .
A resposta do Exército israelense foi inconsistente e gerou críticas generalizadas. Na quarta-feira, 12 de agosto, tropas israelenses foram enviadas à área e entraram em confronto com os colonos, usando gás lacrimogêneo em uma rara ação para tentar desobstruir o posto avançado . No entanto, os soldados se retiraram depois de não conseguirem dispersar os colonos, deixando as famílias ainda presas .
No dia seguinte, 13 de agosto, o Exército mudou de direção. As tropas ocuparam as casas palestinas cercadas, efetivamente assumindo o controle das mesmas casas que as famílias defendiam . Ao mesmo tempo, o Exército ordenou que alguns palestinos evacuassem suas casas. O prefeito de Qusra, Abdel Azim Wadi, disse que as ações militares estavam, na prática, favorecendo os colonos . O Exército depois reverteu a ordem de evacuação, afirmando que os soldados receberam instruções de que 'os moradores de Qusra permanecerão em suas casas' . Os militares declararam ter desmantelado dois postos avançados ilegais e detido um israelense .
O ACNUDH apelou às autoridades israelenses em 13 de agosto para que protegessem as famílias presas, classificando o cerco como parte de uma 'campanha de intensificação' para tomar terras palestinas . Apenas semanas antes, em 29 de julho, o ACNUDH havia alertado que a violência dos colonos havia atingido um 'recorde histórico' e que colonos e forças de segurança israelenses 'frequentemente' agiam em conjunto para atacar comunidades palestinas .
O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, fez uma crítica incomumente dura, chamando o cerco de um 'ato de terror hediondo' e exigindo a remoção dos que chamou de 'terroristas israelenses' da área .
O cerco de Qusra não é um incidente isolado. A violência dos colonos disparou em 2026. No final de julho, o ACNUDH relatou uma média de ataques de colonos superior a 60 por dia — um aumento de 63% em relação a 2025 . Essa violência, combinada com restrições de acesso, já havia deslocado mais de 2.000 palestinos em agosto de 2026 . Em março de 2026, quase 1.700 palestinos já haviam sido deslocados, superando o total de todo o ano de 2025 . O Conselho de Segurança da ONU foi informado em 11 de agosto de que a Cisjordânia está em um 'ponto de ruptura' . As autoridades israelenses também aprovaram ou avançaram cerca de 12.360 unidades habitacionais em assentamentos só em 2026 .
Paralelamente à violência dos colonos, a agência da ONU para refugiados palestinos (UNRWA) enfrenta uma ameaça existencial em Jerusalém Oriental. Em janeiro de 2026, as autoridades israelenses trocaram as fechaduras do Centro de Saúde da UNRWA em Jerusalém e cortaram os serviços . O secretário-geral da ONU, António Guterres, 'condenou veementemente' o que chamou de 'entrada ilegal e fechamento' da instalação, que atende centenas de refugiados palestinos diariamente .
Separadamente, forças israelenses invadiram e demoliram edifícios no complexo da sede da UNRWA em Jerusalém Oriental em janeiro de 2026 . A última instalação operacional remanescente da agência em Jerusalém Oriental, o Centro de Treinamento de Qalandiya, foi invadida por forças israelenses cinco vezes em 2026 . Essas ações seguem a legislação do Knesset (parlamento israelense) aprovada em outubro de 2024 e emendada em dezembro de 2025, que proíbe a UNRWA de operar em território declarado soberano por Israel e proíbe as autoridades israelenses de terem contato com a agência, colocando todas as instalações remanescentes da UNRWA em Jerusalém Oriental sob risco iminente de fechamento .