O poderoso El Niño aumenta dramaticamente a probabilidade de quebrar recordes anuais de temperatura global.
O tufão Dolphin, que atingiu a China no início de agosto de 2026, fornece um exemplo vívido de como a convergência do El Niño e das mudanças climáticas intensifica eventos climáticos extremos .
O dano causado por uma tempestade como o tufão Dolphin é amplificado por uma série de mecanismos bem compreendidos e impulsionados pelo clima:
As previsões e os mecanismos descritos são bem apoiados pela ciência climática mais recente. O El Niño de 2026 está a caminho de ser o mais forte em mais de 150 anos, com uma chance de ~95% de tornar 2027 o ano mais quente já registrado e uma chance de 35–69% de que o próprio 2026 supere 2024. O tufão Dolphin é um exemplo real de como essa combinação de variabilidade natural e aquecimento causado pelo homem está empurrando o planeta para um território desconhecido, com tempestades mais fortes, mais úmidas e mais lentas para se dissipar, levando o perigo de inundações para o interior muito depois de os ventos terem diminuído.