Zelensky foi categórico ao descartar qualquer cenário que envolva a retirada das forças ucranianas dos territórios ocupados ou o congelamento do conflito nos termos russos. Para o presidente, abrir mão de terras daria a Putin tempo para se reorganizar e preparar uma nova invasão no futuro .
A base da posição ucraniana remonta a um plano anterior, um quadro de 20 pontos revelado em dezembro de 2025, elaborado em conjunto com autoridades americanas. Na época, o plano representou uma guinada pragmática: em vez de exigir a adesão imediata à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Kiev passou a buscar garantias de segurança juridicamente vinculantes dos Estados Unidos, da OTAN e de estados europeus, no estilo do Artigo 5º — ou seja, um ataque à Ucrânia desencadearia uma resposta de defesa coletiva .
O plano de 20 pontos também previa um acordo de não agressão entre a Rússia e a Ucrânia e um mecanismo para que Kiev mantivesse o controle sobre os territórios que atualmente administra .
A posição de força da Ucrânia nas mesas de negociação não é apenas política — é militar. Desde janeiro de 2026, as forças ucranianas libertaram 745 quilômetros quadrados (288 milhas quadradas) de terra ocupada pela Rússia, juntamente com 26 aldeias, numa faixa de aproximadamente 60 km nas frentes sudeste, nas regiões de Dnipropetrovsk, Zaporizhzhia e Donetsk. Zelensky descreveu a operação como executada "com precisão — exatamente como planejado" .
Este sucesso no campo de batalha reverteu a dinâmica da guerra:
Avanço russo em colapso: Dados do Institute for the Study of War (ISW), um think tank com sede em Washington, mostram que os ganhos territoriais diários da Rússia caíram de 13,2 km²/dia em 2025 para apenas 2,9 km²/dia nos primeiros meses de 2026 . No primeiro semestre de 2026, as forças russas capturaram apenas cerca de 2.190 km², contra 4.700 km² em todo o ano de 2025, à medida que os contra-ataques ucranianos e os ataques de longo alcance estagnaram o ímpeto de Moscou .
Ataques de longo alcance em solo russo: A Ucrânia expandiu sua campanha de ataques com mísseis e drones de alcance intermediário, atingindo alvos militares mais profundos no território russo, inclusive na região de Kursk. Isto forçou a Rússia a desviar recursos para defender seu próprio solo, reduzindo sua capacidade ofensiva .
Momento estratégico: Zelensky deixou claro que Kiev quer pressionar por um acordo agora. A capacidade de retomar território e atacar a retaguarda russa dá à Ucrânia uma vantagem que pode não durar após o inverno, quando a Rússia poderia retomar a iniciativa .
As negociações de paz, que estavam em grande parte estagnadas, ganharam novo fôlego com o anúncio de novas visitas de enviados americanos:
Nova viagem a Kiev: Os enviados especiais de Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, são esperados em Kiev "em breve", segundo o ministro das Relações Exteriores interino, Andrii Sybiha. Sybiha afirmou que as negociações com os parceiros americanos estão atualmente em espera enquanto Kiev aguarda a visita da delegação .
Moscou também na rota: Witkoff e Kushner também devem visitar Moscou, enquanto Washington busca reiniciar os esforços de paz paralisados . A última visita dos enviados a Moscou foi em janeiro de 2026, para o sétimo encontro de Witkoff com Putin, nenhum dos quais produziu resultados significativos .
Sinal de Rubio: Em 2 de agosto, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou que Washington intensificará os esforços diplomáticos nas próximas semanas para determinar se as negociações de paz podem ser retomadas, reconhecendo que Moscou e Kiev permanecem "significativamente divididos em questões centrais" .
O Kremlin reage com hostilidade às investidas ucranianas e americanas:
Sem congelamento: Em 10 de agosto, a Rússia descartou publicamente a ideia de congelar o conflito, considerando inaceitável uma paralisação dos ataques aéreos .
Rejeição ao plano de 20 pontos: Quando o plano de dezembro de 2025 foi apresentado, esperava-se que a Rússia o rejeitasse, pois ele não reconhece as anexações territoriais de Moscou e exige garantias de segurança ocidentais que o Kremlin vê como uma expansão de facto da OTAN até suas fronteiras .
Engajamento diplomático mínimo: Autoridades do Kremlin notaram que não haviam visto uma proposta de paz formal dos EUA ainda no final de 2025, e Putin continua a exigir a retirada total da Ucrânia de Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhia e Kherson — condições que Kiev considera inaceitáveis .
O fator climático e a infraestrutura energética são os grandes adversários de Kiev neste momento.
Ataques russos iminentes: O ISW prevê que a Rússia lançará uma grande campanha de ataques contra a infraestrutura energética da Ucrânia nas próximas semanas, visando interromper o fornecimento de energia e aquecimento durante o inverno de 2026/2027 . O primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal, chefe da área de energia, espera que esses ataques sejam "decisivos" para o resultado da guerra .
O tempo está se esgotando: Zelensky afirmou que quer garantir um acordo de paz antes do inverno, porque as atuais vantagens táticas da Ucrânia — território recapturado, desaceleração do avanço russo e capacidade de ataques de longo alcance — são parcialmente dependentes do clima. O inverno congela as linhas de frente e favorece a guerra de desgaste da Rússia .
Prazo de junho já expirou: No início de 2026, os EUA estabeleceram um prazo em junho para que Ucrânia e Rússia chegassem a um acordo de paz, segundo Zelensky . Esse prazo expirou sem um avanço decisivo, e Kiev vê agora o outono (primavera no Brasil) de 2026 como a última janela para forçar Moscou a um acordo antes de outra devastadora campanha de inverno .
Zelensky foi categórico ao descartar qualquer cenário que envolva a retirada das forças ucranianas dos territórios ocupados ou o congelamento do conflito nos termos russos. Para o presidente, abrir mão de terras daria a Putin tempo para se reorganizar e preparar uma nova invasão no futuro .
A base da posição ucraniana remonta a um plano anterior, um quadro de 20 pontos revelado em dezembro de 2025, elaborado em conjunto com autoridades americanas. Na época, o plano representou uma guinada pragmática: em vez de exigir a adesão imediata à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Kiev passou a buscar garantias de segurança juridicamente vinculantes dos Estados Unidos, da OTAN e de estados europeus, no estilo do Artigo 5º — ou seja, um ataque à Ucrânia desencadearia uma resposta de defesa coletiva .
O plano de 20 pontos também previa um acordo de não agressão entre a Rússia e a Ucrânia e um mecanismo para que Kiev mantivesse o controle sobre os territórios que atualmente administra .
A posição de força da Ucrânia nas mesas de negociação não é apenas política — é militar. Desde janeiro de 2026, as forças ucranianas libertaram 745 quilômetros quadrados (288 milhas quadradas) de terra ocupada pela Rússia, juntamente com 26 aldeias, numa faixa de aproximadamente 60 km nas frentes sudeste, nas regiões de Dnipropetrovsk, Zaporizhzhia e Donetsk. Zelensky descreveu a operação como executada "com precisão — exatamente como planejado" .
Este sucesso no campo de batalha reverteu a dinâmica da guerra:
Avanço russo em colapso: Dados do Institute for the Study of War (ISW), um think tank com sede em Washington, mostram que os ganhos territoriais diários da Rússia caíram de 13,2 km²/dia em 2025 para apenas 2,9 km²/dia nos primeiros meses de 2026 . No primeiro semestre de 2026, as forças russas capturaram apenas cerca de 2.190 km², contra 4.700 km² em todo o ano de 2025, à medida que os contra-ataques ucranianos e os ataques de longo alcance estagnaram o ímpeto de Moscou .
Ataques de longo alcance em solo russo: A Ucrânia expandiu sua campanha de ataques com mísseis e drones de alcance intermediário, atingindo alvos militares mais profundos no território russo, inclusive na região de Kursk. Isto forçou a Rússia a desviar recursos para defender seu próprio solo, reduzindo sua capacidade ofensiva .
Momento estratégico: Zelensky deixou claro que Kiev quer pressionar por um acordo agora. A capacidade de retomar território e atacar a retaguarda russa dá à Ucrânia uma vantagem que pode não durar após o inverno, quando a Rússia poderia retomar a iniciativa .
As negociações de paz, que estavam em grande parte estagnadas, ganharam novo fôlego com o anúncio de novas visitas de enviados americanos:
Nova viagem a Kiev: Os enviados especiais de Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, são esperados em Kiev "em breve", segundo o ministro das Relações Exteriores interino, Andrii Sybiha. Sybiha afirmou que as negociações com os parceiros americanos estão atualmente em espera enquanto Kiev aguarda a visita da delegação .
Moscou também na rota: Witkoff e Kushner também devem visitar Moscou, enquanto Washington busca reiniciar os esforços de paz paralisados . A última visita dos enviados a Moscou foi em janeiro de 2026, para o sétimo encontro de Witkoff com Putin, nenhum dos quais produziu resultados significativos .
Sinal de Rubio: Em 2 de agosto, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou que Washington intensificará os esforços diplomáticos nas próximas semanas para determinar se as negociações de paz podem ser retomadas, reconhecendo que Moscou e Kiev permanecem "significativamente divididos em questões centrais" .
O Kremlin reage com hostilidade às investidas ucranianas e americanas:
Sem congelamento: Em 10 de agosto, a Rússia descartou publicamente a ideia de congelar o conflito, considerando inaceitável uma paralisação dos ataques aéreos .
Rejeição ao plano de 20 pontos: Quando o plano de dezembro de 2025 foi apresentado, esperava-se que a Rússia o rejeitasse, pois ele não reconhece as anexações territoriais de Moscou e exige garantias de segurança ocidentais que o Kremlin vê como uma expansão de facto da OTAN até suas fronteiras .
Engajamento diplomático mínimo: Autoridades do Kremlin notaram que não haviam visto uma proposta de paz formal dos EUA ainda no final de 2025, e Putin continua a exigir a retirada total da Ucrânia de Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhia e Kherson — condições que Kiev considera inaceitáveis .
O fator climático e a infraestrutura energética são os grandes adversários de Kiev neste momento.
Ataques russos iminentes: O ISW prevê que a Rússia lançará uma grande campanha de ataques contra a infraestrutura energética da Ucrânia nas próximas semanas, visando interromper o fornecimento de energia e aquecimento durante o inverno de 2026/2027 . O primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal, chefe da área de energia, espera que esses ataques sejam "decisivos" para o resultado da guerra .
O tempo está se esgotando: Zelensky afirmou que quer garantir um acordo de paz antes do inverno, porque as atuais vantagens táticas da Ucrânia — território recapturado, desaceleração do avanço russo e capacidade de ataques de longo alcance — são parcialmente dependentes do clima. O inverno congela as linhas de frente e favorece a guerra de desgaste da Rússia .
Prazo de junho já expirou: No início de 2026, os EUA estabeleceram um prazo em junho para que Ucrânia e Rússia chegassem a um acordo de paz, segundo Zelensky . Esse prazo expirou sem um avanço decisivo, e Kiev vê agora o outono (primavera no Brasil) de 2026 como a última janela para forçar Moscou a um acordo antes de outra devastadora campanha de inverno .